
Postado por ARIEVALDO VIANA em 17/11/2009 08:22
CARAVANA DO CORDEL HOMENAGEIA LEANDRO
19 DE NOVEMBRO: DIA DO CORDELISTA
A caravana do cordel de São Paulo, formada por Marco Haurelio, Varneci Nascimento, João Gomes de Sá, Costa Sena, Moreira de Acopiara, Pedro Ribeiro e outros poetas de bancada informa que, na semana do dia do Cordelista acontecerão diversas atividades para marcar essa data. Juntamente com o poeta João Gomes de Sá, estaremos em Uberlândia – MG a semana inteira para levar o cordel àquelas bandas. Na segunda feira a CARAVANA DO CORDEL participa do encontro de ASSISTENTES SOCIAIS na capital paulista onde com o poeta Nando lanço mais um cordel intitulado SERVIÇO SOCIAL: 30 ANOS DA VIRADA. Terça feira a CARAVANA participa de Congresso de professores que ocorrerá em Serra Negra – SP. No dia 19, no centro de São Paulo, na Apeoesp um grande evento organizado pela CARAVANA DO CORDEL homenageia o maior bardo do cordel Leandro Gomes de Barros. Desse modo, fica claro que é um mundo de cordel pra todo mundo!
Xilogravura do cartaz: Arievaldo Viana
SOBRE LEANDRO - Leandro Gomes de Barros nasceu na fazenda Melancia, em Pombal-PB, no dia 19 de novembro de 1865 e faleceu em Recife-PE, no dia 4 de março de 1918, segundo alguns pesquisadores, vitimado pela Influenza espanhola. Era sobrinho materno do padre Vicente Xavier de Farias, que ajudou a criá-lo. Por causa dos maus tratos que o padre lhe infligia, fugiu de casa ainda adolescente, tendo passado muitas privações (qualquer semelhança com a história de Cancão de Fogo e Alfredo não será mera coincidência). Leandro residiu até os 15 anos de idade no Teixeira, na Paraíba (berço dos grandes cantadores do passado), tendo se mudado após esse período para Vitória de Santo Antão-PE, onde casou-se com dona Venustiniana Eulália de Sousa Barros, com quem teve quatro filhos, segundo apurou a conceituada pesquisadora Ruth Brito Lemos Terra em sua obra “Memórias de Lutas: Literatura de Folhetos do Nordeste – 1893 – 1930”. Os filhos de Leandro eram Rachel, Herodias (Didi), Julieta e Esaú; este último seguiu a carreira militar, tendo participado da Revolução de 1924 e da Coluna Prestes. Durante as pesquisas realizadas para elaboração dessa obra, Ruth Terra conseguiu entrevistar Julieta Gomes de Barros, uma das filhas de Leandro. Um dos filhos, Esaú, assinou juntamente com mãe o documento de venda da obra de seu pai ao poeta João Martins de Athayde.
Estima-se que sua vasta produção literária, iniciada em 1889, no estado de Pernambuco, atinge cerca de 600 títulos, dos quais foram tiradas mais de 10 mil edições. Entre 1906 e 1917 foi proprietário de uma pequena gráfica para impressão e distribuição de seus próprios folhetos, em Recife-PE, tendo vendido o seu prelo ao amigo Francisco das Chagas Batista, da Popular Editora. Após a sua morte, em 1918, seu genro Pedro Batista (irmão de Chagas Batista e esposo de Rachel Aleixo de Barros, filha de Leandro), continuou editando a sua obra em Guarabira-PB, fazendo algumas revisões de linguagem.
Em 1921 ocorreu a venda dos direitos autorais de Leandro Gomes de Barros, pela viúva do poeta, a João Martins de Ataíde, que passou a publicar os folhetos omitindo nas capas o nome do autor e alterando o acróstico na estrofe final de muitos folhetos. Escreveu folhetos de cordel de grande aceitação popular, como História da Donzela Teodora, Juvenal e o Dragão, Antônio Silvino, o Rei dos Cangaceiros e O Boi Misterioso. Pioneiro na produção de literatura de cordel no país, Leandro Gomes de Barros foi considerado por Luís da Câmara Cascudo o mais lido de todos os escritores populares. Escreveu para sertanejos e matutos, cantadores, cangaceiros, almocreves, comboieiros, feirantes e vaqueiros.
Comentários (2):
Em 17/11/2009, às 08:35:41,
ARIEVALDO VIANA
disse:
Em 2006, estive em Uberlândia na companhia do poeta Gonçalo Ferreira. Cidade bonita e hospitaleira, com uma colônia de 30 mil nordestinos e descendentes. Foi na Semana da Cultura Nordestina que fizemos palestras, oficinas e exposição de folhetos em praça pública. Um grupo de teatro daquela cidade, o "Grupontapé" ganhou um prêmio de incentivo da FUNARTE com uma adaptação do meu folheto "O BATIZADO DO GATO". Desta feita, quem irá a UBERLÂNDIA é o poeta VARNECI NASCIMENTO, na companhia de João Gomes de Sá. Boa sorte, poetas!
Em 21/11/2009, às 21:06:23,
//Anizio
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página pessoal
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e-mail
disse:
Se o cordel está dormindo/
Veja é hora de acordar/
Vamos os versos publicar/
O cordel não está findo/
Na escrita estou tinindo/
Divulgando esta cultura/
Arte clara com lisura/
Não vamos dela esquecer/
Cordel não pode morrer/
É pras gerações fururas./
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//Anizão