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ACORDA CORDEL

Postado por ARIEVALDO VIANA em 18/06/2009 12:15

POLÊMICA NO FOTOLOG
LEITOR CRÍTICO X ORLANDO PEREIRA

Na postagem de hoje, vamos reproduzir os dois momentos mais acirrados da polêmica travada no post anterior a respeito do livro LULA NA LITERATURA DE CORDEL, de Crispiniano Neto:

LEITOR CRÍTICO:

Em 11/06/2009, às 23:22:59, Leitor Crítico disse:
O "Index de Mossoró" é apena uma peça de propaganda político-partidária, nada tem a ver com arte popular. Fazer má poesia com as verbas da Petrobrás e quejandos não garante nenhum mérito literário, é um meio de vida indigno e subalterno - próprio ao puxa-saquismo - devotado aos poderosos do dia, e tal ocorre em governos de esquerda ou de direita. Igualmente, sim! É a história quem mostra a marcha da verboragia, sobretudo sob o populismo que sempre controla muitos pela demagogia deslavada para enriquecer alguns. Há precedentes notórios... é por isso que depois de Maiakowski o realismo socialista soviético nada produziu de concreto, a não ser aqueles prédios pesados e grotescos que assombravam a sensibilidade dos verdadeiros artistas, que emigraram; que dirá agora, nos trópicos esse magote de cordelistas e cordéis apologéticos cheios de cobiça e de má poesia e os textos de má prosa que lhe seguem à guisa de anúncios comerciais - meramente mercenários e obsecados pelo mercado - mas pretenciosamente analíticos para tentar a venda aqui e acolá e influenciar eleitores, não leitores. Pura enganação! Viva o povo brasileiro, que um dia será educado e livre o suficiente para não se deixar manipular mais pelas bugigangas dos espertos; até na literatura, na arte, meu Deus!
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Em 13/06/2009, às 23:05:25, Barros Alves | e-mail disse:
"Lula na Literatura de Cordel" lançado no Encontro de Cordelistas em Brasília é uma fabricação apologética de um petista empedernido, Crispiniano Neto.´O evento, nos moldes da propaganda stalinista, constituiu um claro culto a uma personalidade. Quanto ao autor do livro que coligiu somente textos laudatórios ao presidente, trata-se de um bom poeta, cujo viés ideológico, no entanto, o torna, paradoxalmente, um poeta de uma nota só.

ORLANDO PEREIRA:

Em 15/06/2009, às 10:51:56, Orlando Pereira disse:
.
O mais engraçado dos comentários acima - tanto o do leitor crítico quanto o do jornalista Barros Alves - é a maneira mesquinha com que desmerecem toda uma causa, toda uma literatura. Literatura apologética não significa, necessariamente, literatura ruim. O modo como o leitor - supostamente crítico - trata a produção cordeliana que manifesta posição favorável ao presidente Lula é mais muito mais ingina do que a indignidade que ele teimja em enxergar em tal fato.
Vejamos: "nos trópicos esse magote de cordelistas e cordéis apologéticos cheios de cobiça e de má poesia e os textos de má prosa que lhe seguem à guisa de anúncios comerciais - meramente mercenários e obsecados pelo mercado - mas pretenciosamente analíticos para tentar a venda aqui e acolá e influenciar eleitores, não leitores." Ao final, a preocupação nítida do "leitor": a influência aos eleitores. O medo de Lula fazer o seu sucessor.
Um grupo de poetas recebido por um presidente da república realmente pode parecer indigno num país onde o mandatário maior da nação sempre virou as costas para a arte popular.
Quanta indignidade o presidente ouvir as reivindicações dos poetas - que não fazem má poesia, como quer o infeliz leitor -, que finalmente foram ouvidos no primeiro escalão da república.
É possível também que o filme Lula, o Filho do Brasil, venha a ser cunhado também de stalinista pelo jornalista Barros Alves, para quem a espontaneidade deixa de ser uma virtude.

Mais choro e mais pitangas...



Comentários (2):

Em 19/06/2009, às 10:03:57, Orlando Pereira disse:
Segue um artigo que tem tudo a ver com o que disse o leitor supostamente crítico, saudoso dos anos de chumbo: http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/36/o-direito-de-espernear
Em 9/07/2009, às 21:25:11, Pedro Monteiro | página pessoal disse:

Caros amigos!
A literatura de cordel tem ocupado privilegiados espaços, o que não é sem tempo, tanto difuso pelos poetas através de oficinas e apresentação em escolas, universidades e outros espaços, como por vezes, até a na grande mídia.
Vejo tudo isso com muita alegria!
Abraços

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