
Postado por ARIEVALDO VIANA em 02/09/2009 10:32
VEM AÍ A SEGUNDA EDIÇÃO DO ACORDA CORDEL
FAÇA JÁ O SEU PEDIDO!!!
Livro com 112 páginas (20 x 28 cm)
CAIXA com 12 folhetos, incluindo clássicos do CORDEL
CD com 10 faixas, com participação especial de GERALDO AMANCIO, ZÉ MARIA DE FORTALEZA E MESTRE AZULÃO (Cordel e Cantoria)
PEDIDOS - acordacordel@hotmail.com
ACORDA CORDEL NA SALA DE AULA
A poesia popular impressa, denominada Literatura de Cordel, é uma das mais legítimas expressões culturais do povo nordestino. Desde que surgiram os primeiros folhetos impressos, no último quartel do Século XIX, a Literatura de Cordel tem sido uma poderosa ferramenta de alfabetização e incentivo à leitura junto as populações carentes do Nordeste. Nas últimas décadas, o Cordel esteve ameaçado de extinção pelo fechamento de várias editoras e o falecimento de vários poetas.
Um sopro de revitalização só viria a acontecer a partir de 1999 com o surgimento das editoras TUPYNANQUIM (em Fortaleza-CE), COQUEIRO (em Recife-PE) e QUEIMA-BUCHA (Mossoró-RN). Posteriormente, o poeta Manoel Monteiro conseguiu implantar um vasto programa editorial em Campina Grande-PB, valendo-se, em algumas circunstâncias, de uma providencial parceria com a Secretaria de Educação do Município. Na Borborema, o cordel foi adotado oficialmente nas escolas, o folheto já foi testado em classes de diversos níveis e de diferentes faixas etárias, propiciando excelentes resultados para professores e alunos que o utilizam na sala de aula. Nordestinos radicados no eixo Rio-São Paulo, se encarregam pela sua propagação nos grandes centros, principalmente na Feira de São Cristóvão (Rio de Janeiro). Dentre estes, destacam-se o poeta Gonçalo Ferreira, presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel - ALBC; Mestre Azulão (um dos pioneiros da Feira de São Cristóvão, hoje Centro de Tradições Nordestinas do Rio de Janeiro) e o poeta Marcus Lucenna - O Cantador dos Qu4tro Cantos; que utiliza o cordel em sua música.
O Projeto foi lançado a nível nacional em Brasília, em dezembro de 2002, em evento promovido pela Comissão de Educação da Câmara Federal, através de iniciativa da deputada federal Ester Grossi (PT-RS). Na oportunidade, uma caixa contendo doze folhetos foi lançada para um público de mais de três mil pessoas. Folhetos como A GRAMÁTICA EM CORDEL, de Zé Maria de Fortaleza,empolgaram artistas como o cartunista Ziraldo (criador do Menino Maluquinho) e a atriz Lucélia Santos.
Natural de Quixeramobim-CE, Ari foi alfabetizado por sua avó Alzira de Sousa Lima em 1974, com o valioso auxílio da Literatura de Cordel. É o criador do Projeto que dá nome ao livro, que utiliza a poesia popular na alfabetização de jovens e adultos, adotado pela Secretaria de Educação, Cultura e Desporto de Canindé-CE. Arievaldo Viana é membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, na qual ocupa a cadeira de nº 40, patronímica de João Melchíades Ferreira. Autor de mais de 100 folhetos e diversos livros: O Baú da Gaiatice, São Francisco de Canindé na Literatura de Cordel, A Raposa e o Cancão, O Pavão Misterioso (com Jô Oliveira), A ambição de Macbeth (ed. CORTEZ, PNBE 2009), dentre outros.
No livro, 112 páginas, ilustrado com xilogravuras de vários autores, vai desde a origem do cordel, aos dias de hoje quando aconteceu sua revitalização - as principais modalidades, técnicas, contagens das sílabas, exercícios e atividades escolares baseadas no cordel. É um trabalho para ser lido pelos admiradores, por estudantes e pelos próprios cordelistas.
A editora Queima-Bucha se sente honrada por ser uma das editoras que colaborou na sua publicação, ela que já é um nome conhecido na editoria do cordel, com mais de 80 títulos publicados, e livros indispensáveis aos estudiosos, como: Dicionário dos Poetas Cordelistas do RN, Dez Cordéis num Cordel Só, Auto da Liberdade entre outros.
Gustavo Luz
Comentários (1):
Em 21/09/2009, às 10:20:46,
Lucineide Tavares
|
e-mail
disse:
Gostaria de saber qual o valor do kit.
Ele estará a venda na Bienal do Livro de Pernambuco