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ACORDA CORDEL

Postado por ARIEVALDO VIANA em 30/10/2009 12:47

DETETIVES DA HISTÓRIA NA PISTA DE LEANDRO
O programa de TV "Detetives da História" esteve em Fortaleza realizando entrevista com o poeta Arievaldo Viana sobre Leandro Gomes de Barros e seu prelo manual, que deu origem à TIPOGRAFIA PERSEVERANÇA.
Eis uma síntese do que conseguimos apurar:
1911 – Sai a primeira edição (completa) de “O cachorro dos mortos”. Segundo Ruth Terra (pág 26) é nesse ano que Leandro adquire um prelo, com o qual montaria a Typografia Perseverança. Esse prelo, provavelmente era manual e ainda utilizava o sistema cata-cata. As tipografias estavam se modernizando, adquirindo linotipos e livrando-se de maquinário obsoleto, razão pela qual Leandro pôde comprar essa máquina, que seria vendida mais tarde à Popular Editora, de Chagas Batista. Especula-se ainda que este mesmo prelo foi levado por Pedro Batista, genro de Leandro e irmão de Chagas, para a cidade de Guarabira, onde montou uma pequena editora após a morte do sogro, imprimindo sua obra entre 1918 a 1921, ano em que a viúva do poeta, Dona Venustiniana, vende os direitos autorais de sua obra a João Martins de Athayde.



Comentários (3):

Em 31/10/2009, às 17:00:41, Jose Paulo disse:
Fico feliz em saber que os "Detetives da História" procuraram a maior autoridade quando de trata de dados biográficos de Leandro Gomes de Barros: Arievaldo Viana.Infelizmente desconheço qualquer fato sobre o prelo aqui em Guarabira. Pedro Baptista teria vendido para quem? Diretamente a Manoel Camilo não foi.Falta um elo nesse episódio. Entre a ida de Pedro para João Pessoa e o estabelecimento da primeira tipografia de Camilo, em Guarabira, são passados mais de vinte anos.
Em 31/10/2009, às 23:30:06, Marco Haurélio disse:
José Paulo, autoridade em poetas que passaram pela região que inclui Guarabira, tem razão. Se este prelo tivesse pertencido a Leandro, o próprio Camilo o proclamaria, pois tratava-se de uma relíquia.
A coisa não passa por aí. Muito menos por Juazeiro do Norte.

Em 1/11/2009, às 10:28:14, Arievaldo Viana | página pessoal disse:
Marco e José Paulo... Ambos estão com a razão. O que me levou a crer que o prelo tenha ido parar nas mãos de Pedro Batista, em Guarabira, é mera suposição. É isso que eu digo aos "Detetives". Sabe-se, com absoluta certeza, que Leandro vendeu esse prelo a CHAGAS BATISTA, irmão de Pedro e o mesmo foi parar na Parahyba capital. Os folhetos que Pedro Batista editou em Guarabira entre 1918 e 1921 apresentam grande semelhança com os folhetos impressos por Leandro entre 1911 e 1913. Vinhetas, clichês, tipologia, tudo é parecido. Mas como disse, é apenas uma suposição. Chagas foi adquirindo um maquinário maior e pode ter passado o prelo manual para o irmão. Infelizmente, não há como provar isso. Existe, realmente, um elo perdido nessa história.
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