"Valsando só na madrugada..."

Postado por A Fada do Botequim em 11/10/2005 00:55
DETALHE DE UMA DAS PÉROLAS DA CLÁ, NO RIO... :)
POEMA DEPRESSIVO FEITO HÁ ALGUM TEMPO, ESQUECIDO NO PC... ANTES QUE ME PERGUNTEM: NÃO EU NÃO ESTOU DEPRESSIVA, É QUE EU O ACHO LINDO, DE QUALQUER FORMA...SEM FALSA MODÉSTIA!!! GOSTO DA CONSTRUÇÃO DE IMAGENS, DA AUSÊNCIA DE RIMA E DA ESSÊNCIA COMÇEO, MEIO, CLÍMAX, FIM...QUE ME FAZ ENXERGAR UM VÍDEO DE QUASE 5 MNS... É, EU GOSTO MESMO DELE...RSRSRSRS ...SABOREIEM ;)
Ninguém quer estes sentimentos.
Estou ofertando-os, imóvel, na esquina de uma rua movimentada,
mas ninguém sequer os nota...
As palmas das mãos estendidas abrigam um emaranhado de nós.
Sentimentos confusos, entrelaçados. Verdadeiros, contudo.
Desprezados..
Estou de pé nessa esquina há muito tempo.
Minhas pernas fraquejam.
A cabeça dói com o ruído constante da multidão que vem e vai,
Alheia à minha presença e ao que trago comigo.
Os olhos fecham, agredidos pela claridade cintilante e ferozmente límpida do sol.
O cansaço me desafia, mas eu não ouso desistir.
Não quero gritar por atenção, mas agora que as pernas começam a vacilar, eu grito.
São ruídos...grunhidos...ininteligíveis..
Não digo nada.
Nada que seja passível de entendimento.
O cansaço aos poucos se transforma em raiva.
Um raiva absurda e inclemente.
Agora não ofereço mais...
Agrido!
Arremesso esses sentimentos inúteis na cara, no peito, nas costas de quem ousa passar à minha frente.
Eles os repelem.
Derrubam-nos no chão, entre surpresos e enojados e olham pra mim com olhares de desprezo.
Eu choro.
Um choro de raiva e não de tristeza.
Uma raiva sem fim, por todos que cruzaram o meu caminho e desprezaram uma oferta, antes tão generosa.
Eu agora os odeio.
Eu agora os detesto.
E desfaço-me de tudo o que trazia comigo.
Nunca mais as palmas das mãos estendidas.
Agora, somente os braços abandonados ao longo do corpo, inertes.
Os olhos secos.
Os sentimentos corrompidos, espalhados pela calçada quente.
Destroçados sob os pés apressados.
De certo, serão varridos ao fim do dia,
Junto ao lixo habitual dessa cidade fria e inóspita.
E eu estarei aqui.
E assistirei a tudo.
Verei meus sentimentos serem arrastados e jogados numa lata de lixo qualquer.
E continuarei aqui, imóvel.
Paralisada nessa esquina de merda.
Pela simples razão de não ter mais nenhum motivo
Para ir a qualquer outro lugar.
Di
15/ 01/ 2005
Comentários (4):
Em 11/10/2005, às 13:31:39,
Shiruley
disse:
Pois é Dirlene, ele falou que não se importa com quem irá tocar no show, e assim como eu, os meus amigos e prima devem ser muito agradáveis.
Quem güenta!!!
Mas a idéia do show ainda esta passando por uma análise o certo é que iremos ao Teatro.
bjinhos. Depois a gente conversa ;)
Em 13/10/2005, às 10:09:56,
joao
disse:
Não vou mentir pra você....Eu não li o poema!!!!!!! Rs
Mas tenho uma critica construtiva em relação a essa foto.
Da proxima vez levanta toda a saia e tira a mão da frente!
uehuehuheue
bju pimenta
Em 17/10/2005, às 10:42:30,
joao
disse:
Não esculhambe Smallville pimenta!!!!
è muito de se lenharrrrrrr
Em 17/10/2005, às 23:43:54,
Papá
|
página pessoal
disse:
eu amo esse seu texto... :)
adoro essa foto!!!
e gosto de vc!
beijinhos