Dia de Finados Dobram os sinos a finados, seus sons dolentes!
Junto às sepulturas, há quem reze: «Avé Marias».
O murmuro das preces são tristes melodias...
Fazendo chegar a saudade a crentes e descrentes.
Ao redor do cemitério, os ramos dos ciprestes virentes,
Com todo o seu viço... até no Inverno,
Parecem verter pelos que dormem o sono eterno,
Lágrimas de dor... frias... e algentes...
Começa a cair a noite e à luz dos lampadários,
As pedras sepulcrais, parecem autênticos santuários...
Deixando realçar o colorido das mais belas flores.
Vendo-se ainda, às vezes, aqui e além ajoelhadas,
Algumas almas, que ainda não conformadas...
Choram com saudade, recordando seus amores!...