Terra Terra Fotolog
Ano 1961

Fatos relacionados direta ou indiretamente ao ano de 1961.

Categoria: Adulto
Postado por Alexandre Figueiredo em 08/01/2010 15:59

Elvis Presley em 1961
Hoje seria o aniversário de 75 anos do Rei do Rock, Elvis Presley, se ele estivesse vivo.

Elvis estaria vivo até hoje, com 72 anos de idade, se não fosse a obrigação excessiva de tomar remédios, imposição de seu empresário, "Colonel" Tom Parker, determinava para manter Elvis acordado e com pique para encarar uma exaustiva maratona de concertos.

Também os remédios para manter acordado e não cansar determinaram seu caro preço para outro grande nome da música, a cantora brasileira (mas nascida em Portugal) Carmen Miranda, que, como Elvis, era um nome de talento peculiar e de um carisma fortíssimo que permanece até hoje, anos após sua morte.

Elvis só esteve à beira do esquecimento há poucos anos atrás, quando a mídia levava ao extremo seu isolacionismo cultural nos anos 90 e no hit-parade restrito a música eletrônica, pop dançante e ao rock barulhento pós-grunge, que já havia criado tendências mais enjoadas que o já laxativo grunge, como o emocore e o nu-metal. A desinformação da mídia, que quase fez formar uma geração de jovens alienados e confinados no tempo recente (que no Brasil cria aberrações como o revival infantil atribuído aos anos 80, como em eventos tipo "Festa Ploc"), fez a juventude quase sepultar o mito Elvis.

E o que os executivos que detém a obra de Elvis fizeram para reverter a situação? Falar a língua desses jovens que só ouvem Prodigy e 50 Cent. Chamaram um DJ que fez uma montagem em música eletrônica em cima da música "Little Less Conversation", com base na interpretação desta música de 1968 pelo cantor durante a famosa apresentação para TV, "The Elvis Comeback", daquele mesmo ano de 68.

Elvis foi um grande nome do rock'n'roll e quase não teria feito sua carreira artística, porque sua primeira gravação "That's alright, Mama", de 1956, ele fez apenas para dar de presente para sua mãe. Elvis só pôde iniciar carreira porque no estúdio de gravação estava um técnico que apresentou o material ao empresário Sam Philips, da Sun Records, que o contratou. Aí sabemos a história: um branco que canta como negro, que popularizou o ritmo lançado por Bill Halley anos antes, e que se tornou símbolo sexual das meninas dos anos 50.

Elvis, no entanto, foi para o serviço militar e, quando voltou, todo o rock dos anos 50 havia fracassado, e o próprio Elvis teve o erro de se subordinar aos ditames de Tom Parker, fazendo filmes medíocres e se convertendo em cantor romântico. Enquanto isso, os ingleses, que nunca haviam tido a opulência pop dos EUA, passaram à frente com seu rock local.

Em 1961 Elvis não tinha o mesmo carisma dos tempos da Sun Records. Já era contratado pela RCA e havia virado astro de filmes tolos de Hollywood. Mas havia lançado dois discos, 'Blue Hawaii' e 'Something for Everybody', e gravou até uma bela música, "Marie's the name (His latest flame", que nos anos 80 os Smiths tocaram na introdução de "Rusholme Ruffians".

Elvis Presley passou a ser apenas um astro pop a agradar os jovens convencionais. Seus fãs originais já estavam em outra, em 1961, ouvindo as bandas de surf music e outros cantores como Del Shannon.



Comentários (0):

Nome:
Mensagem:
caracteres disponíveis
E-mail (opcional):
URL (opcional):