Reconhecimento facial
Categoria: Ciência e História

Postado por Ana Fioravanti em 24/03/2010 12:48
Os efeitos do espaço facial aumentam quantitativamente com a idade?
Conhecemos como espaço facial, aquele espaço de multidimensional onde as faces são processadas enquanto estimulo (pôsters anteriores).
A pergunta do pôster de hoje é: Será que os efeitos utilizados para estudar esse espaço facial (adaptação, distinção e efeito de raça) aumentam quantitativamente com a idade, ou seja, crianças mais velhas apresentam os efeitos da raça da distinção e a adaptação de forma mais significativa?
Muitos estudos utilizaram comparações quantitativas entre diferentes grupos etários para diversos fenômenos espaciais, mas a interpretação dos resultados muitas vezes sofre com as mesmas questões relativas à restrição do intervalo (ver pôster anterior) como antes relatado a respeito do processamento holístico.
Para efeitos de distinção, Johnston e Ellis (1995) encontraram que a vantagem na memória para faces distintas, em relação a faces típicas aumentou entre 5 anos e idade adulta, mas houve uma restrição na faixa etária pela proximidade do efeito chão em crianças mais jovens e não em adultos (Fig. 1A).
No mesmo artigo, os tempos de reação na tomada de decisão em tarefas de “faces – não faces” sugeriram uma restrição relativa a faixa etária adulta e correspondentemente, uma tendência foi encontrada para efeitos menores de distinção em adultos do que crianças.
Gilchrist e McKone (2003) em seus estudos equipararam as linhas de base entre os grupos etários e encontraram que os efeitos de distinção (efeitos decorrentes de alterações em ambos os espaçamentos e de características) eram tão grandes em crianças de 6-7 anos de idade como em adultos (Fig. 1C; note que este estudo alternou o tamanho do set de aprendizagem de entre grupos etários). Em uma tarefa onde sujeitos deveriam escolher a face mais distinta em um par de faces, que variavam em relação a força das diferenças distintivas (determinado a partir de avaliações de adultos), McKone e Boyer (2006) encontraram uma correlação bastante alta entre a proporção de crianças de 4-5 anos de idade, escolhendo faces melhores classificadas em pares particulares e da proporção de adultos fazendo a mesma escolha, o que sustenta a teoria de que ao receber distinções em faces individuais, adultos e crianças apresentam padrões similares
No próximo pôster vamos estudar o comportamento dos efeitos da outra raça e da caricatura entre faixas etárias
Comentários (1):
Em 23/01/1974, às 02:24:08,
Marcelly
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disse:
ana,
vc estuda reconhecimento facial?
mto legal seu blog!