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Categoria: Adulto
Postado por Lyscia em 29/06/2009 07:56

Anos 60
Carro.


Comentários (8):

Em 29/06/2009, às 08:34:54, Márcio Valente | e-mail disse:

40 HP de emoção...

Carinhosamente apelidado de "Leite Glória"... desmancha sem bater...

Ficha técnica em www.fotolog.terra.com.br/saudosismocarioca:30
Em 29/06/2009, às 10:16:50, Paulo Z disse:
40 HP de emoção!

Creio que este slogan ficou na memória de muitos. Parece que o Leite Glória acabou sendo lembrado "por tabela".
Em 29/06/2009, às 10:40:24, jose eduardo silveira | e-mail disse:
Saudoso "leite Gçoria" , dizem que errar é humano mas insistir no erro é que se torna um problema. Foi o meu primeiro carro em 1973 e dele guardo as recordações dos rudimentos de mecanica que tive que aprender na marra para "sobreviver" como Proprietario. O carrinho era bem interessante porem extremamente fragil haja visto que na explosão da industria automobilistica no Brasil na decada de 50 e 60 , pouco ou nada fizeram para adptar os veiculos ja que era uma verdadeira corrida do ouro para se instalar e ganhar mercado no Brasil. Resultado pratico , apenas os fortes sobreviveram como a Volkswagen e a Willys , o resto era literalmente o resto , o Gordini incluido. Para complementar a desgraça , tive um 64 , depois um 66 e por fim um 68 que alias foi o ultimo ano em que ele foi produzido , era igualmente fraco porem com freios a disco.
Basicamanete os problemas se resumiam a embreagem que quebrava, cabo do acelerador que prendia , suspensão que precisava ser embuchada a cada 10 000 quilometros , super-aquecimento , resolvido depois de montar um radiador maior e por ai vai. Com tudo funcionando direito ( o que alias era bem raro) , o carro era macio e delicioso de ser dirigido com um ronquinho de motor mais esperto que na realidade não era. O consumo de combustivel tambem não era tão baixo pois para acompanhar o trafego de antanho dispondo apenas de 850 centimetros cubicos ( menos que um UNO Mille de hoje) , era preciso enfiar o sapato e ai a tal economia saia literalmente pela descarga. Como literalmente desapareceram por motivos obvios , os gatos pingados sobreviventes ja começam a despertar o apetite de colecionadores e outros chatos em geral. O verdadeiro "Santo GRAAL" deles é o modelo 1093 que tinha alguns parcos temperos de fabrica e teve boa propaganda. Tambem raros são os modelos "Teimoso" vendidos pela Caixa Economica , acabamento pauperrimo porem mais acessiveis e ja com financiamento. Tempos "interessantes" aqueles.....
Em 29/06/2009, às 11:00:40, Gustavo Lemos disse:

Se não me engano "Leite Glória" foi o apelido dado ao Dauphine, modelo que precedeu o Gordini. Este já foi uma evolução em relação ao modelo anterior, bem mais frágil, com câmbio de três marchas e um motor mais fraco. O Dauphine era um carro muito ruim e merecia o apelido.
Em 29/06/2009, às 11:40:20, jose eduardo silveira | e-mail disse:
Complementando a informação pertinente do Gustavo , o apelido Leite Gloria foi "inicialmente" dado ao Dauphine mas depois foi rapidamente herdado pelo Gordini tambem , tudo isto ajudado pelo fato numerico de que o Dauphine ficou pouco tempo em produção e o Gordini durou de 1962 a 1968 quando saiu de linha para aproveitarem a fabrica e lançarem o primeiro modelo do Corcel que tambem tinha origem francesa. A diferença entre os 2 modelos era apenas a caixa de marchas que tinha 3 velocidades no primeiro e 4 no segundo , o motor tambem foi ligeiramente comprimido de taxa para se obter os famosos "40 hp de emoção" , qual a emoção? fica dificil dizer , pode ser odio , frustração etc.
A Willys para tentar salvar o carrinho fez das tripas coração montando uma equipe de corridas famosa que foi a Equipe Willys na qual pontearam varios luminares do automobilismo Brasileiro como Luiz Pereira Bueno , Waldemyr Costa , Emerson , Moco e outros em regime part-time. Uma famosa "prova de resistencia" foi efetuada em Interlagos quando rodaram dia e noite alguns milhares de quilometros para homologação internacional e o carrinho aguentou mesmo tendo capotado no decorrer da prova e tendo acabado todo amassado.
Tirando esses pequenos detalhes , o carrinho infelizmente era um LIXO . Tempos depois aqui no Rio de Janeiro , foram adicionalmente desmoralizados em derbys de demolição chamados de Autobol , partidas eram efetuadas no campo do America em Vila Isabel e os carros eram preparados para a porradaria na oficina RONCAVOLKS que existe ate os dias atuais na Tijuca. Quando o "estoque" começou a baixar , passaram para as primeiras series do Fusca 4 portas conhecido como Zé do Caixão que começavam a ser aposentados pelos frotistas de taxi. No final estes tambem foram se acabando e depois a brincadeira de gosto duvidoso caiu em desuso. Com relação ao seu "inimigo natural" que era o pratico Fusquinha , ele so ganhava em design e aerodinamica.

Em 29/06/2009, às 17:30:46, Alvaro Botelho disse:
Com todas essas "qualidades" o da foto aí de cima só durou o tempo em que estava no ar, ao voltar ao solo, virou pó!
Em 29/06/2009, às 18:38:25, jose eduardo silveira | e-mail disse:
O Alvaro Botelho nem chutou muito longe pois Eu mesmo costumava chamar o carrinho de "carro dos dez mil quilometros" que via de regra era o intervalo "medio" para troca da embreagem , embuchamento da suspensão dianteira e troca da bomba dagua que era de chapa fina, depois botei uma de ferro fundido da marca URBA e o "pobrema" acabou. Reparem na foto no angulo das rodas , se não quebrou "no pouso" , certamente foi pra oficina em seguida..........
Em 29/06/2009, às 21:40:04, Senna disse:
Então, pelo menos a carcaça se salvava.
O campo do nobre Fluminense Football Club, nas Laranjeiras, também foi usado para a prática do Autobol.
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