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Apiterapia Holistica - Carlos Eduardo Carvalho Santos -(15) 9716-8042 terapiasnaturais@uol.com.br

Categoria: Saúde
Postado por Carlos Eduardo em 12/03/2008 21:43

APITERAPIAHOLISTICA PARTE II
HOLISMO E SAÚDE
A abordagem holística em saúde convoca uma aproximação entre saber
oficial e saber popular e os estudos transculturais terão enorme valia na
construção de novas formas integrativas de saúde. Os modelos místicos e diversas
culturas tradicionais precisam ser conhecidos, estudados e integrados ao modelo holístico de saúde que se quer.
Ao longo do tempo os sistemas de saúde oscilaram entre modelos reducionistas e modelos holísticos. Dois grandes modelos vêm influenciando o pensar, fazer e viver saúde e doença. São os modelos xamanísticos e os modelos
seculares.
O modelo xamanístico tem suas origens nas culturas sem escrita. Neste modelo, toda doença é conseqüência de alguma desarmonia em relação à ordem cósmica. A principal preocupação do xamanismo está relacionada com o contexto sócio-cultural em que a enfermidade ocorre.
Os modelos seculares tem sua origem nos sistemas médicos que foram
organizados a partir de um conjunto de técnicas transmitidas através de textos
escritos. Dois antigos sistemas médicos, um ocidental e um oriental, ilustram
tais modelos. O primeiro é o sistema ocidental Hipocrático, que emergiu de uma tradição grega de cura. No âmago da medicina hipocrática as doenças são
consideradas fenômenos naturais, que podem cientificamente ser estudados e
influenciados por procedimentos terapêuticos e pela judiciosa conduta ou
disciplina de vida de cada indivíduo.
Em oposição ao pensamento grego, os chineses não estavam muito interessados em relações causais, mas nos modelos sincrônicos de coisas e eventos.
Esse pensamento é do tipo correlativo e dinâmico. A concepção do corpo como
um sistema está bem próxima da atual abordagem holística.
A saúde para ser holística precisa ser estudada como um grande sistema,
como um fenômeno multidimensional, que envolve aspectos físicos, psicológicos, sociais e culturais, todos interdependentes e não arrumados numa seqüência de passos e medidas isoladas para atender cada uma das dimensões apontadas.
É preciso um novo conceito de saúde, que a considere como equilíbrio
dinâmico. Há que se rever o papel do paciente. Será preciso mostrar ao indivíduo sua possibilidade de autocura. A manutenção da saúde deverá passar a estar em lugar de destaque no novo modelo. A assistência deverá ser tanto individual como social.
Os profissionais de saúde deverão redimensionar suas práticas e relações
com suas clientelas, devendo assumir a responsabilidade do equilíbrio de
indivíduos e sociedades. Surge deste redimensionamento um novo assistir. A
relação entre profissional de saúde e paciente será uma nova relação, cuja
principal finalidade será educar o paciente acerca da natureza e do significado da enfermidade e das possibilidades de mudança do tipo de vida que o levaram à doença. (CAPRA, 1986).
Holismo e Saúde provocam uma aproximação com as abordagens não ortodoxas da saúde. Há que se encontrar as pontes necessárias para unir tais saberes. As diversas terapias e saberes reconhecem a interdependência
fundamental das manifestações biológicas, físicas, mentais e emocionais do organismo, sendo, portanto, coerentes. Na valorização do corpo como um sistema, as abordagens bioenergéticas são bons exemplos.

CONSTRUINDO PONTES
A física do século XX revolucionou as bases da física clássica e trouxe uma
nova visão de mundo ou cosmovisão. Física e mística se unem neste novo momento da humanidade. Ocidente e oriente se convergem em nome do holismo que se quer, que é vivo, dinâmico, interligado e sistêmico. O saber científico se aproxima do saber popular e abre-se espaço também para a sabedoria.



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