
Postado por Tom em 03/02/2005 10:00
Novamente... O Amor
Hoje voltei a pensar no Amor. Experimentei novamente os textos dos poetas que tentam compulsivamente descrever este sentimento, coloca-lo em palavras. Também ouvi as músicas que tenho e que falam da experiência amorosa. Como soa falar de Amor nos dias de hoje? Ou mais especifica e egoísticamente falando: Como esta palavra soa para mim?
As vezes me sinto carente de um amor que é diferente desses que vejo por aí: Avassalador , confuso, sedento, doentio, ligado a sofrimento, ligado à dor... Não. Na realidade este amor que desejo é um amor tranqüilo, um amor repouso, um "amor amigo.... não trovadoresco". Neste amor-refúgio eu supriria minhas carências relacionadas a cumplicidade, amizade verdadeira, honesta. É um amor semelhante a um lago azul e dia de calmaria, iluminado por raios de sol que não ofuscam a visão, envolvido por sons claros e fáceis de se distinguir um do outro. Uma imagem bela, capaz de curar certa dor de cabeça permanente que me acompanha, uma paisagem que, apesar disso, é interessante e não monótona, é surpreendente, comovente. Jamais chocante! Mas sempre surpreendente... É possível uma paisagem sempre surpreendente? Talvez seria algo capaz de me colocar num estado de hipnose e comoção por saber que estou perfeitamente abrigado e que tudo o que é óbvio é essencialmente enigmático. Sim. Este seria o único paradoxo do meu sentimento amoroso? Aves, borboletas, rosas gotejando orvalho... tudo tão óbvio, mas de harmonia tão enigmática, misteriosa! A harmonia de todo este imenso clichê paisagístico que é a melhor metáfora que pude encontrar para este amor que idealizo é o grande enigma. Enigma da simplicidade que hipnotiza na qual atuo como voier, ou seja, não atuando, não me movendo demais, não falando demais... Isso! Apenas alí, presente, experienciando este mundo perdido no tempo e no espaço suspensio além das núvens que ofuscam a visão, além do chão que sustenta, além dos deuses pagãos, além da paixão, além, além do, conhecido, Amor.
Comentários (1):
Em 6/02/2005, às 23:56:58,
marinamorena
disse:
tom, que felicidade ver que o meu blogg existe na vida de alguém. Pela ausência de leitores eu abandnei essa vida, afinal, eu nasci pra brilhar e se ninguém vai me ler, vou fazer outra coisa da vida.
Que bom que vc pensa tanto no amor, ou às vezes, o amor, essa coisa louca que arrebate os nossos sentimentos e nos deixa literalmente de quatro para o fulano que nos pedir o que quiser. O amor, esse sentimento, esse estado de espírito, esse estado de ser, que nos consome, nos mata, nos faz viver. Ou não.
Lindo, que vc encontre um amor maior, um amor maior que vc que te faça feliz demais, feliz da vida, feliz de tudo que vc merece.
Te amo!!!