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Postado por Bruno Lopes em 26/10/2005 13:43
Histórias aos quadradinhos no Museu de Arqueologia
Fonte:Jornal Público
À entrada da exposição que é hoje inaugurada no Museu Nacional de Arqueologia (MNA), em Lisboa -Mosaicos Romanos - há um painel representando um cortejo de Baco, o deus do vinho e do delírio místico. É um dos mosaicos de Torre de Palma, restaurado em Conímbriga, exemplo da presença da mitologia no dia-a-dia dos romanos em todo o império.
"É um magnífico painel que, além da qualidade estética, aponta para um refinamento técnico e para os episódios envolvendo deuses e outras figuras da mitologia, muito representados no mosaico romano", diz Luís Raposo, director do MNA, explicando que esta exposição se insere numa lógica de valorização das colecções próprias.
"Temos de mostrar o que há em reserva, sobretudo quando se trata de peças com grande potencial plástico que fazem parte do imaginário." Quem olha para o grande mosaico dos cavalos (Torre de Palma, Portalegre) ou o de Apolo (Póvoa de Cós, Alcobaça) e se recorda das ruínas de Conímbriga ou Milreu, pode facilmente imaginar os seus contextos originais, o reboliço nos pátios e salas de uma grande villa.
Alguns dos painéis e fragmentos apresentados não são mostrados há mais de 20 anos. A área agora ocupada por Mosaicos Romanos era usada, até ao início da década de 80, como sala de exposição permanente da colecção de mosaicos. Nessa época foram retirados e parte deles enviada para restauro. O Mosaico de Ulisses, presente na exposição através de uma reconstituição em CD-ROM, ainda se encontra nas oficinas de conservação de Conímbriga.
A colecção de mosaicos romanos do MNA inclui 150 painéis ou fragmentos, uma dezena deles de grandes dimensões, recolhidos entre finais do século XIX e os anos 70, maioritariamente no Sul do país. Na exposição estão cinco desses painéis e 50 fragmentos, divididos por três grandes núcleos geográficos - Estremadura, Algarve e Alentejo - a que correspondem uma figura, uma época e técnicas específicas de levantamento e restauro dos materiais.
Ao módulo da Estremadura, o primeiro da exposição, está ligado o fundador do museu, José Leite de Vasconcelos. Ao segundo, o mais antigo, as descobertas de Estácio da Veiga, com destaque para os mosaicos de Milreu ou Pedras d"el Rei. O do Alentejo, o mais recente, parte do sítio arqueológico de Torre de Palma, descoberto em 1947, e tem por figura central Manuel Heleno.
A estrutura da exposição tem uma "função pedagógica", diz uma das comissárias, Ana Rita Soares dos Santos: "Em cada núcleo podemos ver como eram levantados os mosaicos e como eram conservados." "No de Estácio da Veiga há apenas fragmentos com figuras e motivos geométricos que eram destacados dos painéis e encaixilhados como se fossem quadros, depois vendidos por antiquários e incorporados em colecções. No de Manuel Heleno já temos grandes painéis porque os conhecimentos técnicos já permitiam o seu levantamento."
A exposição guarda ainda um espaço para uma introdução às várias técnicas do mosaico - os materiais usados para ligar os pequenos quadradinhos que os compõem (tecelas), a organização do trabalho nas grandes oficinas -- e para fragmentos estrangeiros, na sua maioria da Síria.
Comentários (3):
Em 18/11/2005, às 23:59:09,
diego busignani
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página pessoal
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e-mail
disse:
Bom estou enviando este e-mail por que gostaria de prestar vestibular para arqueologia mas não sei aonde tem faculdade deste curso e se poderia me informar sobre os cursos que q por dentro da faculdade de arquelogia muito obrigado sou de londrina-parana
Em 28/01/2006, às 21:43:54,
Bruno Lopes
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fotolog
disse:
O ARKEOTUGA MUDOU PARA A SEGUINTE MORARADA: WWW.SOLUTRENSE.BLOGSPOT.COM
Em 4/03/2007, às 11:53:21,
benno gabriel
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e-mail
disse:
Estou mandando este e-mail poque eu gostaria de prestar vestibular para arqueologia e gostaria de saber mais sobre o curso.