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Arquivo de desenhos do MCS

Postado por Mario Cesar Silva em 27/06/2009 05:03

Homenageando um Verdadeiro Ícone
Salve, povo! Hj venho interromper a pequena série que estava fazendo. A idéia e iniciativa acabaram vindo há pouco tempo.

Esse desenho é bem antigo, e se trata de um personagem (Mikael Robertson) inspirado no Michael Jackson, em seu visual Moonwalker. Faz parte de uma série de personagens lutadores, que aparecerão num campeonato disputado pelos protagonistas de uma história minha (A Força Ásia). Mas isto é um assunto pra outro dia.

Vou começar falando de como ele passou pela minha vida.
Lembro de quando meu irmão mais velho comprou o "bolachão" (disco de vinil) de Thriller e trouxe pra casa. Os 3 irmãos ficaram ouvindo e curtindo cada faixa do álbum. Acho que ali que o conheci melhor, porque eu era muito pivete, devia ter uns 5 ou 6 anos. O clipe homônimo ao álbum era muito intrigante, e lembro que a parte que mais me impressionava era o Michael transformado em Zumbi (mais do que o lobisomem ou os olhos amarelos com pupilas em forma de fenda no final do curta-metragem, ao som da famosa risada). Anos mais tarde eu fiz este desenho ( http://img35.imageshack.us/img35/6610/thethriller1.jpg ), que nem lembrava mais, até agora. Esse foi mais um dos inúmeros almálgamas que fiz com a Turma da Mônica, que sempre gostei.
Depois veio o impacto de Bad, de ter visto o disco numa vitrine, o cara trocou de cor! Assim como eu fiz com a Mônica e o Cascão no desenho... Para um moleque de 7 anos isso era um tanto quanto confuso. Mas depois fiquei pensando que isso poderia até virar "moda".
Nessa época, lembro de pensar uma coisa que levo comigo até hoje: "Não tem uma música que esse cara faça que eu não goste." Aliás, o mesmo se aplica à Madonna.
Cresci ouvindo e conhecendo muita coisa, e graças a Deus sou eclético e consigo curtir (quase) todo tipo de som, salvo exceções que mesmo assim conto nos dedos. Mas ouvir Michael Jackson era quase sinônimo de acabar dançando junto, desde que o lugar propiciasse isso.
Acompanhei com tristeza as polêmicas que se seguiram. Nunca pude afirmar sobre seu comportamento com as crianças, por outro lado, passei a acreditar no vitiligo. O fato de ter crescido perturbado foi entendido quando assisti uma minissérie que falava dos Jacksons e contava sua vida. Se tudo o que foi mostrado aconteceu, imagino o que eles não quiseram que fosse revelado em detalhes...
Mesmo assim, continuei fã, mesmo com os álbuns não tão badalados, como History e Invincible (o último aliás, tem um nome bem emblemático... é um dos que tenho o CD).
Depois dos 25 anos de Thriller e as regravações dos artistas para um álbum especial, torcia mesmo pro cara dar a volta por cima e voltar a ser falado pelo seu talento e nada mais. Embora não acreditasse que ele conseguisse chegar aos pés do álbum de 82, os tais 50 shows desse segundo semestre seriam demais.
Algumas vezes fui "chamado" de Michael Jackson, seja pela (baixa) semelhança com o cantor dos anos 80, ou mais recentemente pelo cabelo alisado. Mas apesar dos problemas todos do cara, sempre foi uma honra ser comparado com um cara que foi divisor de águas e ícone negro (e branco também, né?). Adoro fazer o passo "robô", deslizando no piso pra frente ou pra trás, e às vezes reagia assim nessas horas. Pena não ser possível fazer a pose "em pé a 30º do chão de Moonwalker", hehehe!
Agora, nos restam as boas lembranças visuais e auditivas, as outras regravações espontâneas feitas por outros músicos ao longo dos anos, seu repertório, e o seu legado, que influencia diretramente artistas de hoje, na forma de cantar como Ne-yo e Chris Brown (esqueçamos por ora o lado "maloqueiro" desse último aí), e de coreografia de Justin Timberlake, um cara que acho que tem muito potencial e considero um verdadeir discípulo de Michael.

WHO'S DEAD?

Até o próximo post!
O"



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