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bhagavati devi dasi

Postado por bhagavati em 09/10/2004 21:19





Comentários (10):

Em 9/10/2004, às 21:29:55, bhagavati | fotolog disse:
Prabhupada perguntou, “Por que o caranguejo está correndo?” Os cientistas diriam, “O caranguejo está correndo devido ao instinto. O instinto dele é ir para o seu buraco.” Contudo, Prabhupada disse que não há instinto. Instinto é uma palavra que foi cunhada pelos cientistas para encobrir o fato de que há a Superalma, há Deus e há experiência passada.
Prabhupada afirmou, “Suponha que você saiba onde é o banheiro, e vinte anos depois, você retorne à mesma casa. Porque você esteve aqui vinte anos atrás, você ainda sabe onde fica o banheiro. Similarmente, você tem estado no corpo por muitas vidas, assim você sabe procurar o peito da mãe. O animal bebê está procurando pelo peito da mãe. É a experiência passada, a vida passada, e é a Superalma dentro do coração que guia a entidade viva.
Em 9/10/2004, às 21:34:28, bhagavati | fotolog disse:
As primeiras palavras do texto védico Vedanta Sutra são athato brahma-jijnasa, ou, agora que já terminamos com verdades relativas que hoje são verdadeiras, amanhã não serão e ontem também não eram; verdades que são verdades para uns e não para outros. Quando terminarmos com verdades relativas e com a idéia de desfrutarmos destas como, por exemplo, a verdade relativa referente ao corpo material, o qual não existia, deixará de existir e aparentemente existe agora cheio de designações materiais; então, logo que terminamos com ocupações inferiores, conhecimento inferior, relativo, passamos a adotar brahma-jijnasa, ou começamos a buscar a Verdade Absoluta, brahma, uma verdade que é sempre verdade em todos os tempos, em todos os lugares e para cada pessoa. Isto é verdade absoluta.
Em relação ao filho, você é o pai; em relação ao seu pai, você é o filho. Assim, a verdade de que você é um pai é relativa, assim como em relação ao inimigo você é o inimigo, e ao amigo você é o amigo. Surge então a necessidade de encontrarmos nossa identidade absoluta _ o que nós sempre somos em todo lugar, em toda circunstância, em todos os tempos, para cada pessoa.
A qualificação de ser a Verdade Absoluta seria exatamente a de não ser uma verdade oriental ou ocidental, do Norte ou do Sul, etc. O que podemos designar como oriental ou ocidental são precisamente as abordagens, os modos de buscar a verdade. Há diferentes estilos, tendências, métodos de buscar a verdade e podemos avaliar os resultados. Srila Prabhupãda dizia que uma diferença entre metodologia ocidental e a cultura védica é que no Ocidente existe a tendência de depender mais da especulação mental, acreditar mais nos poderes do indivíduo sem ajuda de outras fontes superiores, ao passo que na cultura védica há a convicção de que existem verdades além de nosso poder.

Em 9/10/2004, às 21:37:35, bhagavati | fotolog disse:
A idéia ocidental que frutificou ou, podemos dizer, apodreceu nos últimos séculos, é que se você aceita ajuda de outras fontes, você está reprimindo sua inteligência natural, que é competente por si mesma para descobrir as verdades significativas no mundo; que você não deve ser restringido por dogmas, doutrinas nem por nada _ só você mesmo e o mundo. Claro que essa filosofia também apóia o empirismo e vários tipos de abordagens materialistas para obter conhecimento. Mas falando sobre a Índia ou Cultura Védica, existia informação superior sobre Deus e por isso eles não sentiam necessidade nem vontade de perder tempo como tanto tempo foi perdido no Ocidente especulando sobre coisas irrisórias.
Um exemplo típico que sempre recebíamos na escola, para ridicularizar especificamente a Idade Média e para mostrar como as pessoas perdiam tempo com especulações teológicas em universidades católicas, era o assunto sempre discutido de quantos anjos podem dançar sobre a ponta de uma agulha. Porém, esse tópico também poderia ser interessante se o verdadeiro propósito do debate fosse o de averiguar se os anjos ou servos de Deus têm corpos espirituais ou não; ou se seus corpos ocupam espaços materiais ou não. Assim, tomando a ponta de uma agulha como em geometria moderna, que diz que um ponto é simplesmente uma localização que não ocupa espaço, a idéia seria a de saber se corpos espirituais ocupam espaço material ou não. Contudo, podemos dizer que as especulações modernas na história da filosofia ocidental são as mais absurdas e sem nenhuma justificativa espiritual. Respondendo a isto, Prabhupãda sempre dizia que a filosofia sem religião é especulação vazia fadada a frustração, e nada mostra isto mais claramente do que a história da filosofia ocidental; nada mostra mais claramente a total incapacidade de chegar a qualquer consenso ou conclusão útil.

Em 9/10/2004, às 21:41:05, bhagavati | fotolog disse:
Cada filosofia tem de partir de algum ponto. Um exemplo muito simples seria imaginar aqui como um manicômio e essa conversa filosófica fosse entre pessoas dementes. Neste caso, imagine que alguém diga: "Vamos aceitar como um fato que nós estamos aqui nesta sala". E outro diz: "Não, eu não aceito isso, acho que estamos na Lua agora". E um terceiro diz: "Não, como na Lua ? Obviamente estamos em Marte". Aí mais alguém diz: "A gente nem está !" E "que você quer dizer ? "Nada, só que a gente não está." Então, nesse momento não há mais conversa, ou, talvez, aí a conversa "começa" entre malucos. Porém, entre pessoas sãs, não há mais conversa.
Uma vez, escrevemos para um filósofo da Universidade de Oxford, Inglaterra, convidando-o para ter uma conversa conosco para comparar a filosofia védica com a filosofia em que ele era especialista. E ele respondeu que aceitava, mas deveríamos ver se teríamos suficientes pontos em comum para ter uma conversa significativa. Como num jogo, se não conseguimos concordar sobre as regras, não há jogo. Assim, mesmo entre os ditos filósofos, se não concordam sobre quais são as regras, se duvidam de tudo, não vai haver conversa. Cada coisa que uma pessoa fala, a outra duvida, aí uma outra duvida de tal dúvida e mais outra duvida desta dúvida... Desta forma a conversa vai para trás, nunca para a frente, e cai no abismo do nilismo. Então, duvidando de tudo, pela lógica, a conversa só pode ir para trás e tudo fica cada vez mais confuso como, por exemplo, na filosofia acadêmica.

Em 9/10/2004, às 21:45:02, helena | página pessoal | e-mail disse:
Cada cultura tem suas regras do que é válido, do que não é válido. Por exemplo, no futebol que se pratica no Brasil, só o goleiro pode tocar a bola com as mãos. Isso é simplesmente uma regra que foi inventada. Não podemos falar, no sentido mais profundo, que ninguém pode tocar numa bola com as mãos, ou que o mundo foi criado de tal maneira que bolas não podem ser tocadas com as mãos, mas que um grupo de pessoas inventou um jogo e regras para esse jogo, segundo as quais não se podem tocar as bolas com as mãos e que essas regras não tem nenhuma validade fora do jogo. Do mesmo modo, a cultura ocidental inventou um jogo que, com muita pretensão, chama de filosofia. E se quisermos entrar no jogo, teremos de seguir suas regras.
Na Índia, as regras foram e são muito mais avançadas. Segundo o ponto de vista védico, pessoas que ainda duvidam se existe uma alma, se existe Deus, são como os loucos que duvidam: "Será que estamos aqui ?" , "Que quer dizer 'estar'? "Que quer dizer 'estamos' ?" "Que quer dizer 'aqui' ?" "E que quer dizer 'o que quer dizer' ?" Portanto, as regras ocidentais são tão artificial, caprichosa e arbitrariamente restringidas que não dá para chegar a uma conclusão profunda.
Estando em Boston e querendo vir ao Brasil, teria sido muito difícil chegar sem a ajuda de um avião e dos amigos. Quando Krishna diz no Gitã (2.25) que, ao compreender o inconcebível, você não deve lamentar, neste verso Ele ilustra muito bem a epistemologia védica. Epistemologia quer dizer filosofia do conhecimento _ como é que você sabe, que é que você pode saber. E seria inconcebível para mim chegar ao Brasil sozinho. Não sei nadar tão bem ! Era inconcebível, mas com ajuda eu poderia. Dentro deste exemplo, será que eu fiquei restringido pegando um vôo ? Eu teria sido mais ilimitado caminhando ou nadando ? Poder-se-ia argumentar que eu perdi a oportunidade de fazer exercício, mas nem com todo o exercício do mundo eu teria chegado ao Brasil. Assim, você tem de definir sua meta.
Em 11/10/2004, às 12:44:33, Diego Reimão | página pessoal disse:
e ai Helena, ki fotinha e essa? po num tive paciencia pra ler esse livro ki tu escreveu aki em cima naum... hehehe, mais td bem passei so pra dar um alo... bjaum
Em 31/10/2004, às 11:47:36, mahajana devi dasi disse:
Querida amiga obrigada por você existir!Aprendi a te admirar pela sua devoção pelo nosso querido guru.
Linda foto!

Te gosto muito!
Em 31/10/2004, às 18:34:33, bn. áurea | fotolog disse:

Eu li tudo e amei (nunca é muito ler de novo!). A Janavi Devi que me mostrou seu flog e adorei! Essa foto tb é linda! vai lá no meu, tb!

Haribol!!
Em 2/11/2004, às 12:28:31, kadamba gopi | e-mail disse:
ual ual..nossssa mataji, estou extremamente encantada com seu flog... realmente encantador...tais fotos de gurudeva...d++++++ estou muito surpresa... ;]..!!! continue postando..!!.. kadamba gopi dd..haribol!!!
Em 26/04/2008, às 16:53:34, Radhikadas disse:
Esta es una de mis fotos preferidas ! Jay !
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