
Postado por Bordel do Bob em 13/04/2006 18:44
Never a wife.
Evidentemente não. Escancaradamente presa - indevidademente.
Em meu caminho estuprado por veias azuis de melodia, sorrio.
Verdade que só venho gritar quando a calcinha fica manchada, afinal, bordel é pra essas coisas.
Os prazeres da noite e cobranças financeiras: o mundo intelegível das professoras de filosofia versus a voz atrapalhando as letras.
'Aquele guarda-chuva ainda é meu, obrigada por achar ele bonito e agradável quando chove!'
Eu digo não de novo, porque acho que te falta um quê de pêra e pêssego.
É Páscoa, contente-se com seu chocolate. Não vai haver mão alguma pra te ajudar a atravessar o Mar Vermelho. Aprenda a nadar, meu filho.
Eu? Só aprendi a contemplar esse tempo todo - contra a força da corrente.
Vendo os telhados das casas. Quanto? Troco tudo pela invasão do mundo.
Sinta o cheirinho de feijão na panela. Tá sentindo? É a loucura que não me deixa pensar pausando a fome.
Água, por favor, estou partindo sozinha pra Luanda.
So bashiya ba hlala ekhaya.
Tati(ane)
Comentários (1):
Em 13/04/2006, às 22:36:04,
Tuck
disse:
a melancia na cabeça sem nenhuma idéia. A idéia da melancia. A idéia sem cabeça.
Quando somos jogados no mundo, infelizmente não nos explicam toda essa confusão, que balburdia não é o mesmo que diversão, que pensamento não é o mesmo que televisão.
A gente sente o vento bater, mas não passa disso.
A tempestade vem e a gente é obrigado a ver.
Não parta sozinha pra Luanda. Eu vou junto, com gosto. Por companhia, por amizade, por vontade.
Seria o meu mar. Como é bom ir ver o mar. Ir morar pra lá do mar. Ir ver meus amigos.
O sangue azul? Devidamente manchado, posto em praça pública. Hoje o que é?
Hoje onde estão?
Esferas públicas? Dentro de mansões com arame enfarpado e alarme? Bueiros no meio do nada?
No nada do nada?
Ah, quantas perguntas.
Precisa de resposta? Acho que não.
A gravata é mesmo certa? Ou são essas palavras tão longes?
Nem sei Tati, nem sei mesmo.
Mas fico feliz em entrar aqui. E ler tais palavras. E ver-te mesmo que só assim.
Abraços. Sim, abraços cheios de saudades.