
Postado por Brenda em 16/09/2004 06:09
COMO IMPEDIR Q A IMAGEM SEDENTÁRIA DO AMOR NOS DOMINE?
''Do Amor
Não falo do AMOR romântico, aquelas paixões meladas de tristeza e sofrimento. Relações de dependência e submissão, paixões tristes. Algumas pessoas confundem isso com AMOR. Chamam de AMOR esse querer escravo, e pensam que o AMOR é alguma coisa que pode ser definida, explicada, entendida, julgada. Pensam que o AMOR já estava pronto, formatado, inteiro, antes de ser experimentado. Mas é exatamente o oposto, para mim, que o amor manifesta. A virtude do AMOR é sua capacidade potencial de ser construído, inventado e modificado. O AMOR está em movimento eterno, em velocidade infinita. O AMOR é um móbile. Como fotografá-lo? Como percebê-lo? Como se deixar sê-lo? E como impedir que a imagem sedentária e cansada do AMOR não nos domine?
Minha resposta? O AMOR é o desconhecido.
Mesmo depois de uma vida inteira de amores, o AMOR será sempre o desconhecido, a força luminosa que ao mesmo tempo cega e nos dá uma nova visão. A imagem que eu tenho do AMOR é a de um ser em mutação. O AMOR quer ser interferido, quer ser violado, quer ser transformado a cada instante.
A vida do AMOR depende dessa interferência. A morte do AMOR é quando, diante do seu labirinto, decidimos caminhar pela estrada reta. Ele nos oferece seus oceanos de mares revoltos e profundos, e nós preferimos o leito de um rio, com início, meio e fim. Não, não podemos subestimar o AMOR não podemos castrá-lo.
O AMOR não é orgânico. Não é meu coração que sente o AMOR. É a minha alma que o saboreia. Não é no meu sangue que ele ferve. O AMOR faz sua fogueira dionisíaca no meu espírito. Sua força se mistura com a minha e nossas pequenas fagulhas ecoam pelo céu como se fossem novas estrelas recém-nascidas. O AMOR brilha. Como uma aurora colorida e misteriosa, como um crepúsculo inundado de beleza e despedida, o AMOR grita seu silêncio e nos dá sua música. Nós dançamos sua felicidade em delírio porque somos o alimento preferido do AMOR, se estivermos também a devorá-lo.
O AMOR, eu não conheço. E é exatamente por isso que o desejo e me jogo do seu abismo, me aventurando ao seu encontro. A vida só existe quando o AMOR a navega. Morrer de AMOR é a substância de que a Vida é feita. Ou melhor, só se Vive no AMOR. E a língua do AMOR é a língua que eu falo e escuto.''
MOSKA
Realmente não há como negar... o Moska é sensacional, um poeta, um filósofo e acima de tudo... um simples mortal como nós, com suas confusões, paradoxos, complexos, sensibilidade...
Ele consegue abrir minha mente pra novas perspectivas, conceitos e tb retratar da maneira mais... explêndida! sentimentos e algumas de minhas fraquezas que as vezes penso estar só em mim. Há...moska não tem definição (ainda bem), ele é e pronto!
Comentários (5):
Em 16/09/2004, às 07:48:32,
Allyson
disse:
Oi Brenda! Je suis completement d'accord. Nada mais feio do que o tal amor idealizado, eterno, imutável, monolítico... se o amor for assim, quem precisa dele? Beijinhos carinhosos pra ti. A.
ps.: o punk enlutado sente a morte de Johnny Ramone. Que a terra lhe seja leve.
Em 16/09/2004, às 13:06:21,
Bazuzu
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fotolog
disse:
deixe de ser imoral!!! uahauahauahua... VIVA A DESGRAÇA!!! eu sou o milhó!
Em 18/09/2004, às 02:00:47,
Luiz / SC
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fotolog
disse:
Seu flog tem um diferencial q os destaca dos demais
a originalidade
Ele tah muito bom!
Obrigado pela visita e por ter me add aos
seus favoritos
Abração,
http://fotolog.terra.com.br/oceanauta
Em 19/09/2004, às 00:31:54,
coelinha (natnat)
disse:
Te amo, tbm!!!!
Em 19/09/2004, às 17:48:26,
véio
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fotolog
disse:
oi,
fico feliz em saber que tu também gosta das minhas bobagens...
véias criativas são indispensáveis...
tô ouvindo 'tom bloch', uma banda aqui de porto alegre...
olha a coincidência do tema (resolvi até copiar parte da letra...)
amor (zero sobrevivente)
"eu encontrei o amor... (6x)
e foi como quebrar os dentes
o amor foi como um acidente
foi cortante e de repente
o amor foi como um acidente
e olha o que restou..."
abração...
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