Memória implícita Os estudos sobre esse tipo de memória utilizam mais figuras, como uma possibilidade de também avaliar crianças pequenas. Em geral, a mais usada, é aquela em que a criança tem que dizer a figura a partir de fragmentos da mesma.
Diversas pesquisas realizadas sobre esse tema defendem que o reconhecimento de figuras mostradas melhora com a idade, e o priming mantém-se estável. Sendo assim, no que diz respeito ao priming perceptivo, há um consenso na literatura.
Mas, quando há alguma relação semântica, ocorrem divergências, sugerindo que exista uma diferença etária em relação ao priming de conceitos, a autora indica que talvez seja pelo fato de usar métodos diferentes.
As diferenças em relação ao desenvolvimento talvez ocorram mais por questão de estratégias estabelecidas e por conhecimento de base, já mais presentes em crianças mais velhas, do que por “dissociação desenvolvimental”.
Dessa forma, a autora conclui que é necessário que sejam feitos mais estudos sobre a memória implícita conceitual.
Carneiro, M.P. (2007). Desenvolvimento da Memória na Criança: O que muda com a Idade? Psicologia: Reflexão e Crítica, 21(1): 51-59.