
Postado por ZéCarlus em 23/12/2005 01:33
Cena 18 - Creonte, Geni e Lucia - Morte Geni / Chico em obras na vila do meio dia
Geni faz um sinal com os olhos para que Creonte saia. Lúcia se aproxima de Geni.
L: Geni. Quantas noites não passamos juntas…Até cuidar de mim tu cuidou… O Max. Quanto sofrimento. E você sempre ali, preocupada com cada passo meu, que nem cão de guarda.
G: Sempre.
L: Você nunca faria isso…
G: Não. Por mais que tivesse motivo não faria isso jamais!
L: (desconfiada) Não, não faria. Você sempre foi uma diva!
G: (pausa) Lembro como hoje dos shows, os aplausos, tudo muito glamouroso...
L: E o Max Geni?
G: Todos aqueles homens aos meus pés.
L: O poder... O Max... onde ele entra na tua história? Pois ele te ganhou na malandragem... só porque tu tem lábia, é bom negociador. Mas malandro que nem ele, tá pra nascer. Te usou bonitinho.
G: Mentira!
L: Verdade! Disse que não ia perder o braço direito por causa de uma bobagem...
G: Bobagem...
L: Bobagem... Tava louco por esse guri, sabia que ia ser homem.
G: Terezinha dá um pra ele.
L: Aquela ali mal sabe cuidar de uma... Tu me deixou seca Geni, que nem tu. E isso ele não vai deixar passar...
G: Você não seria capaz...
L: Eu não... não seria. Canta pra mim. Canta Geni, canta Genival!
Lúcia, com o olhar, atrai as pessoas da vila que entram e vão despindo Geni aos poucos. Quando ela está totalmente nua, eles a carregam e a levam embora. Creonte, de cima, assiste a morte. Essa é a sua passagem do estado normal para a loucura.
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