Comentários (32):
Em 31/03/2009, às 13:05:16,
Silvio
disse:
Boa tarde Tumminelli.
A julgar pelo histórico dele, descrito acima, é de se supor que tenha se "suicidado" alguns dias após a prisão.
Em 31/03/2009, às 13:15:36,
Fábio André
disse:
Hoje com o aumento da miséria multiplicaram-se as pessoas com a capacidade de eliminar seu semelhante por muito pouco.
Em 31/03/2009, às 13:25:06,
Cristina Coutinho
disse:
Como bem gosta de observar Luiz D', até o traficante do morro era mais bem vestido do que os de hoje.
Em 31/03/2009, às 13:32:17,
Lavra
disse:
Reconheci logo o Detetive Perpétuo. Era uma profissional respeitadíssimo por todos. Muito sério. Não me recordo a continuação dessa história.
Em 31/03/2009, às 13:34:34,
Pgomes
disse:
Maldsde e crueldade desses crápulas não são novidades.E só faz aumentar.
Em 31/03/2009, às 13:38:41,
Luiz D´
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página pessoal
disse:
Obrigado Cristina por adiantar parte de meu comentário.
Nenhuma arma à vista, bem ao contrário do que ocorre hoje em dia.
Em 31/03/2009, às 13:45:10,
Lavra
disse:
Mauro Guerra cumpriu a pena, arrumou emprego, casou, teve filhos e netos. Pelo que eu sei, é um simpático velhinho aposentado que mora em São Gonçalo.
Para ganhar autoridade nos bairros pobres, Perpétuo precisava ser bom, inteligente - e ter muita sorte. Nunca perdeu tempo prendendo pés-de-chinelo, distribuía balas para a criançada, arranjou emprego para dezenas de ex-presidiários, pessoalmente enviava comida e roupas a mães convertidas em viúvas por assassinos que Perpétuo não conseguira prender em tempo.
Era capaz de sacar sua 45 mais rápido do que qualquer bandido e tinha mira tão certeira que fazia criminosos se entregarem apenas por saberem que Perpétuo estava atrás deles. Por tantas vezes, as balas não o acertaram que parecia que isso nunca aconteceria. Uma vez, subiu ileso um morro, em meio a uma saraivada de tiros, e desceu trazendo dois pistoleiros pelo colarinho. Em outra ocasião, conseguiu prender um pistoleiro que descarregara o revólver disparando contra ele à queima-roupa.
Por um erro.
Há três semanas, a sorte de Perpétuo do “corpo-fechado” teve fim. Seu trágico destino iniciou quando um assassino condenado, Manuel Moreira, o “Cara-de-Cavalo”, conseguiu liberdade condicional “por um erro” e, assim que saiu da prisão, matou a tiros um grande companheiro de Perpétuo.
Furioso com a negligência burocrática que prontamente dera liberdade a Cara-de-Cavalo, Perpétuo largou tudo e foi atrás do assassino. Embora o restante da força policial nada conseguisse descobrir, Perpétuo encontrou uma boa pista após dois dias.
Enquanto aguardava Cara-de-Cavalo aparecer em uma birosca na Favela do Esqueleto, surgiram dois policiais de outro distrito. Ciumentos da fama de Perpétuo, iniciaram uma discussão sobre quem tinha autoridade naquela região e começaram uma briga. De repente, um deles puxou a arma, enquanto o outro segurava por trás os braços de Perpétuo. Assim, sem ter como se defender, Perpétuo do corpo-fechado, 51 anos, foi assassinado a tiros por outro poli
Em 31/03/2009, às 13:50:05,
Lavrador
disse:
Foi isso: Morto por outro policial com ciume de sua fama. Lembro da tristeza que se abateu sôbre sôbre a população.
Em 31/03/2009, às 14:11:08,
Pgomes
disse:
Assim como na política, a inveja e os ciúmes acabam desviando a real função de políticos e policias.
Em 31/03/2009, às 14:12:18,
Pgomes
disse:
Corrigindo: policiais
Em 31/03/2009, às 14:17:20,
Derani
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fotolog
disse:
A fôrma de onde saiu Perpétuo foi quebrada e dela não sai mais ninguém igual...
Em 31/03/2009, às 14:23:57,
Wagner Bahia
disse:
Sem querer desviar o foco, exponho uma pergunta: o que fazia a PM na época?
Em 31/03/2009, às 14:25:32,
Menezes
disse:
Taí uma das coisas que o passado não deixa saudades.
Em 31/03/2009, às 14:26:31,
Oswaldo Mendez
disse:
Naquela época os pliciais subiam a favela de palató e gravata com um revolver na mão. Hoje sobem com coletes fuziz, muita munição e muitas outras armas, fora o apoio de helicopteros. E a população assistia a tudo de perto sem medo de represálias e de balas perdidas.
Em 31/03/2009, às 14:29:23,
Oswaldo Mendez
disse:
Correções:
policiais
fuzis
Em 31/03/2009, às 15:10:49,
Lavra
disse:
Na época a PM fazia o policiamento ostensivo, andando pelas ruas. Em dupla eram chamados Cosme e Damião. Ao que me lembro dava certo. Pelo menos, em lugares de mais movimento. Isto é uma explicação bem simplificada.
Em 31/03/2009, às 16:25:40,
jose eduardo silveira
|
e-mail
disse:
Depois da verdadeira "aula" que o Mestre Lavra deu para os menos informados no assunto como Eu , so fica a certeza de que naquela epoca ainda havia alguma "esperança" de mudança na area de segurança publica. A catastrofica realidade dos dias atuais mostra que a coisa descambou mais para a realidade padrão Capitão Nascimento do que os tempos outrora romanticos do Detetive Perpetuo. Observemos tambem na foto o detalhe de que apesar de ser uma area bem carente , todos os policiais estão de terno e gravata algo inimaginavel nos dias de hoje visto que andam via de regra de jeans e camisas mais simples.
Seria uma interessante homenagem caso algum Cineasta se propusesse a filmar a vida de uma pessoa digna como foi o Detetive Perpetuo , algo fora de moda nos dias atuais , infelizmente..............
Em 31/03/2009, às 16:35:41,
NALU
disse:
Fui aluna de um filho do detetive Perpétuo - o Prof. Fábio - e, por coincidência, na UERJ, onde fora a favela do Esqueleto.
Em 31/03/2009, às 18:21:38,
Marcelo Almirante
disse:
Por essas e outras prefiro o Rio de Janeiro da década de 1920.
Em 31/03/2009, às 19:24:52,
Menezes
disse:
É,a Mangueira ainda tinha poucos barracos ou melhor casas.
Em 31/03/2009, às 20:21:14,
Senna
disse:
Nessa época, o Morro da Mangueira tinha a 2ª. maior população em favelas do Rio.
O poder de fogo dos marginais de hoje é a principal diferença para aquela época. A redução da corrupção e do contrabando de armas seriam um bom começo para diminuir a violência.
Mas tem gente poderosa por trás desse tipo de contrabando e nunca se ouve falar na conclusão das investigações quando se apreende algum carregamento de armas e de munições, que aliás precisam de reposição de estoque com mais frequencia.
Em 31/03/2009, às 21:42:24,
Nilton
disse:
Naquela época os policiais eram divididos em 3 categorias, delegados, comissários e investigadores e todos, sem exceção só trabalhavam de terno e gravata e seu armamento consistia em um revólver calibre 38.
Quanto à marginalidade, havia os contraventores, que eram ligados ao jogo do bicho e os criminosos, geralmente assaltantes como os da foto. No caso dos ligados ao bicho, não havia uma resistência armada contra a polícia, mas sim a ameaça de denuncia dos policiais corruptos que eles tinham relacionados em um "gibi" para ser usado no momento conveniente..
Todo esse quadro mudou drasticamente na época da ditadura militar, quando os chamados presos comuns, quase sempre condenados por crimes banais, eram colocados juntos com presos políticos. O resultado dessa convivência se observa até hoje, com formação de facções, financiamento de armas pesadas pelo próprio crime, táticas de guerrilha, etc. E do lado policial a influência daquele regime também influenciou na criação dos grupos justiceiros, tipo esquadrão da morte, homens de ouro, grupos de extermínio e outros e, mais recentemente nas milícias.
Todos esses ingredientes não poderiam resultar em outra coisa que não fosse a guerra urbana que vivemos hoje
Em 31/03/2009, às 21:47:11,
Tumminelli
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fotolog
disse:
Quero agradecer a todos os coemntaristas pelas excelentes contribuições na postagem de hoje.
Abs a todos
:-)
Em 1/04/2009, às 00:50:28,
Romulo Figueiredo
disse:
Com referência ao "post" de Nilton,
só pode ser desconhecimento - ou brincadeira - querer justificar o descontrole da criminalidade a prisões políticas geradaas pelos governos militares, quando é sabido que Brizolla na sua primeira gestão fez acordo com os bicheiros, liberando o controle total dos morros pelo tráfico e o aumento incontrolado da criminalidade no seu segundo e lastimável (des)governo.
Em 1/04/2009, às 12:24:05,
Hélio D. Fonseca
disse:
Acho que tanto o Nilton quanto Romulo Figuiredo(será parente do expresidente?)têm razão. Os militares confinaram subversivos com marginais comuns de alta periculosidade na Ilha grande, onde os primeiros ensinaram táticas de guerrilha aos outrs, que passaram a se organizar e criaram a primeira organização do crime: a Falange Vermelha. Já o Brizola, demagogicamente, deu liberdade total aos bandidos cerceando o direito institucional da P.M. de combater o crime, impedindo-a de subir os morros. E hoje estamos pagando por esses erros de ambas as partes!
Em 1/04/2009, às 12:42:31,
Tumminelli
disse:
Brizola foi um câncer no estado do Rio, que deixa sequelas até hoje:
Cesar Maia
O Casal Garotinho
Sergio Cabral
Em 1/04/2009, às 12:42:56,
Nilton
disse:
Romulo,
Concordo que o governo Brisola foi um dos mais corruptos que se tem notícia, o cerceamento da P.M. de combater o crime, visava a centralização do suborno na alta cúpula.
O que eu disse é que mil vezes lidar com bicheiros do que com essa estrutura criminosa organizada de hoje.
Como o assunto é extenso, vou citar só o exemplo do PCC e do Comando Vermelho, que tem como "pai" um padre portugues, ativo militante comunista e que peregrinou por 16 prisões pelo país difundindo seus ideais. A seguir palavras do próprio:
"Tenho poder de organização. Organizo grupos por onde ando. Fiz isso em todas as prisões por onde passei. Não me arrependo. Perguntem à polícia por que um grupo de malfeitores se apoderou na cadeia dos princípios da organização dos presos políticos. Primeiro, nos misturaram alegando que ambos assaltávamos bancos. Depois, mataram na cadeia todas as lideranças entre os presos comuns, os que estudaram conosco. Pensavam com isso desmantelar o CV ou o PCC. Mas deixaram os bandidos, a cadeia entregue à bicharada, unida à polícia corrompida."
Dá até para sentir saudades dos males do jogo do bicho, assim como se sente saudades da gonorréia em tempos de AIDS.
Em 1/04/2009, às 17:41:01,
ALEX
disse:
Tempo da brilhantina.
Tempo de madame Satã..
Tempo da navalha.
A melhor defesa contra a navalha, era a camisa de ceda de manga comprida.
Tempo da gonorréia. Eu peguei três vezes.
tempo dos bons 'malandros'
Tempo da 'maconha'
Em 22/04/2009, às 19:21:15,
LuizT
disse:
Hoje nenhum desses clássicos detetives - de paletó e gravata - sairiam vivos dessa batida policial. Aliás, nem lá vão, caso contrário irão comer grama pela raiz.
Em 23/04/2009, às 04:30:29,
Fábio Freitas
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página pessoal
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e-mail
disse:
Agradeço por terem reproduzido aqui parte do texto que publiquei em meu blog "Mais que coisa". É a tradução que fiz da matéria que saiu na Revista Time logo após a morte do meu pai.
Um abraço a todos, especialmente para a Nalu,
Fábio Freitas
Em 17/05/2009, às 12:13:31,
taciana brito
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e-mail
disse:
mas que coisa ñ!!!!!
Em 27/06/2009, às 21:38:46,
valter jose dos santos
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e-mail
disse:
mauro guerra , um homem que errou,mais pagou pelo seu erro, pode fazer muita coisa boa tambem ,sua velhice foi pra ajudar muita gente ,ficou vivo ate seus 70 anos,em porto seguro ,saudade eterna . hoje deveria ter outros perpetuo ,com certeza muitas coisas seriam diferentes