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CARIOCA DA GEMA

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Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Tumminelli em 02/04/2009 13:22

DIA DE SÃO COSME E DAMIÃO - Piedade - 1963
Foto 3/3

Temos hoje mais duas imagens enviadas pelo amigo Ivan King. São fotogramas do filme caseiro feito por seu pai no dia de São Cosme e Damião por volta de 1963 na vila que moravam na Rua Clarimundo de Melo, Piedade.

Mesmo com o passar dos anos a distribuição de doces no dia de São Cosme e Damião, é uma tradição que se mantém, mas na Zona Sul é raro ou mesmo inexistente.

Na sequência de imagens temos:

Imagem 1: a criançada na porta da casa dos pais do nosso amigo Ivan ode sua mãe distribui os doces e Dayse , meio escondida, so observando ( http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema:517 );

Imagem 2: a criançada descobriu que estavam sendo filmadas ( http://fotolog.terra.com.br/carioca_da_gema:518 );

Imagem acima: como descreve Ivan: "uma das vizinhas, que faleceu no ano passado, aparece jogando moedas que, se me lembro bem, eram de 1 e 2 cruzeiros"

Aguardemos a vinda da Dayse por aqui para nos informar se há alguma mdificação no local da imagem acima.



Imagens envidas por Ivan King
De seu acervo de família.



Comentários (19):

Em 2/04/2009, às 13:27:14, Luiz D´ | página pessoal disse:

O dia de São Cosme e Damião é dia de trabalho dobrado nos pronto-socorros...
Em 2/04/2009, às 13:38:16, Andre Decourt | página pessoal disse:
A distribuição de doces na ZS está acabando ano após ano. Contribuem com isso o gradeamento dos prédios, a mistura de pivetes com a garotada que quer só balas e o próprio aumento de carros na região
Em 2/04/2009, às 13:50:38, Passante ( o verdadeiro ) disse:
Alí tá dando
Alí tá dando
Cocô de rato
Vai levando....
Tinha gente que só dava doce com cartão outras faziam uma mesa de doces só para convidados outras simplesmente jogavam para as crianças aglomeradas na porta como na foto.
Nos centros espíritas as festas eram muito boas com muita fartura outras eram com hora marcada.
Era uma infinidade de gente que pagavam suas promessas e neste dia ninguém queria ir a escola era o dia todo apanhando sacos e amarrava-se a um barbante que pendurava-se ao pescôço.Era uma multidão de crianças na rua correndo para todo lado.
Que pena que praticamente acabou essa tradição.
O Cosme e Damião começou cedo por aqui.

Em 2/04/2009, às 14:03:32, Passante (o real) disse:

Eu tô aqui também.
Em 2/04/2009, às 14:15:31, Camões disse:
...infinidade de gente que pagavam...
...pescôço

onde foi parar minha última flor do Lácio.

Em 2/04/2009, às 14:25:28, Derani | fotolog disse:

Quando era criança, nesta época, acontecia muito de pararem carros de luxo com senhoras distintas e abrindo vagarosamente a janela chamavam : menino, vem cá.
Aí me entregavam sacos de doces da melhor qualidade.
Tinha nougat, caramelos franceses, bom-bom de trufas, marrom-glacê e aí por diante.

Algumas, penalizadas com o estado de meu vulcabrás, me atiravam algumas cédulas de cruzeiros, dólares e libras.

Sempre fui muito querido pelas mulheres, desde cedo.
Em 2/04/2009, às 14:44:11, Nilton disse:
Que diferença, eu só ganhava cocô de rato, balas jukinha, doce de abóbora e similares.

Gente fina é outra coisa
Em 2/04/2009, às 14:49:04, Nilton disse:

Não posso deixar de citar aquela famosa mariola de forma triangular, coberta com açucar espetada num palitinho.
Em 2/04/2009, às 14:55:24, Ivan King | e-mail disse:
A casa ao fundo, após o muro, não existe mais, e pertencia ao "seu" Adolfo. Tinha muita árvore frutífera por lá. A entrada para lá era feita pela rua da Capela, e a molecada da vila de vez em quando pulava o muro para pegar abacates, mangas e que tais. Se não me engano, hoje tem mais um espigão por ali.
Em 2/04/2009, às 15:11:21, Rouen disse:
Derani esqueceu de dizer que quando a senhoras distintas paravam ele além de recolher as balas panfletava com um papel que dizia "Também aceito fotos do rio antigo de viuvas carentes"
Em 2/04/2009, às 16:06:25, Dayse disse:
Tudo mudou, a imagem ao fundo da vila já não é mais a mesma. Onde se vê aquela casinha hoje é um condomínio com 2 prédios e na própria vila a frente das casas mudaram também, muitas delas sofreram problemas com a ação do tempo e os donos fizeram várias reformas, inclusive a minha.
Ainda nessa semana vou tirar aquela foto da rua Clarimundo de Melo para voces fazerem a comnparação e vou mandar para o meu irmão postar para comentários de voces.
Em 2/04/2009, às 17:33:57, JBAN disse:

Lá no canto de Botafogo onde eu morava, cheguei a participar da caça aos doces nas festas de Cosme e Damião. A molecada da Rua Assunção ficava para lá e para cá na "campana" para ver quem iria distribuir.

Depois levava o butim para casa e me entupia com aquela gororoba.

Em 2/04/2009, às 19:17:28, Lavra disse:
O que, a Dayse continua escondida?

Em 2/04/2009, às 20:14:20, M.Lobo | fotolog disse:
 
Nunca fui muito fã de doces... nunca fui atrás dos saquinhos de Cosme e Damião.
Em 2/04/2009, às 21:34:46, Senna disse:
Verdadeira festa democrática, gente de todo tipo correndo atrás dos doces. Nos anos 60 e início do 70, nunca vi pelas ruas da Vila da Penha e de Olaria nenhum tipo de atrito ou acidente, mas a preocupação dos mais velhos com os menorzinhos era grande, na hora de atravessar as ruas. O trabalho dobrado nos prontos socorros, nesse dia, já deve ser de tempos mais recentes, ou estarei enganado?
Agora, se o assunto for dor de barriga...tive uma que realmente foi inesquecível.
Boa sequência, o Carioca da Gema e o Ivan King trazendo boas lembranças.
Estão de parabéns.
Em 2/04/2009, às 21:37:44, Nilton disse:
Depois da farra, vinha aquele memorável piriri do "day after".
Em 3/04/2009, às 19:09:42, Laerte disse:
Não dá para não lembrar de um dos dias mais esperados pelas crianças da ZN. Era mágico! O número de cartões apanhados antes do dia 27 já eram motivo de orgulho para seus portadores. O Passante verdadeiro retratou de maneira fidelíisima o que era o dia de São Cosme e São Damião. Havia também uma história, talvez inventada e difundida por adultos preocupados com seus guris (na minha época, fins dos anos 60 e início dos 70)de que era preciso tomar muito cuidado na travessia das ruas já que alguma criança seria "levada para o céu" por S. Cosme e S. Damião. Qualquer acidente trágico neste dia já era prontamente vinculado a tal lenda. O pior é que sempre acontecia algum destes acidentes envolvendo crianças. Não dá para não ter saudade.
Em 6/04/2009, às 09:29:44, pesquisador policial disse:
Sobre a matéria, aborda no Carioca da Gema, alusiva ao Detetive Perpétuo, encontrei uma mensagem importante:

" - Duas ou tres coisas sobre meu pai, Perpetuo 01/03/2007 11:22:57
Caro Fausto,
Como seu leitor e admirador, quero acrescentar apenas que Perpetuo não era gaúcho, mas de Ponta-Porã, Mato-Grosso, e se divertia com a história de ser gaúcho.
Além da arma à vista no coldre na cintura, Perpetuo carregava outra escondida nas costas.
Arrastava vagabundo pela orelha, mas arrumava médico para pais de bandidos, vaga na escola para irmãos/filhos menores de bandidos e até emprego para ex-bandidos.
Só um jornalista escreveu sobre o que chamou de "projeto social" de Perpetuo para crianças de morros. Não era à toa que, anos após sua morte, pais ainda levavam os filhos no aniversário para visitar a casa do padrinho.
O "projeto social" de Perpetuo batia de frente com a política de segurança do Lacerda e sua invernada de Olaria. Perpetuo recusou o convite para ser um dos "homens de ouro". Também recusaram o convite Lecoq e Chocolate, dois dos mais respeitados detetives da época, que também foram assassinados. Lecoq, um mês antes. Chocolate, um mês depois de Perpetuo. Três mortes mal explicadas.
Abraços

Em 23/04/2009, às 04:38:05, Fábio Freitas | página pessoal | e-mail disse:
Agradeço terem reproduzido aqui o comentário que fiz no site do saudoso Fausto Wolf.

Abraços
Fabio Freitas
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