HISTÓRIAS DA REDONDA, DA GORDUCHINHA, DO ESFÉRICO, DO BALÃO... ENFIM, DO CAROÇO

Postado por Caroço em 12/06/2006 18:58
Foi bonita a festa, pá...
Por Fábio Altman
Foi bonita a festa, pá, no belíssimo estádio de Colônia. Eram 45 mil vozes maciçamente portuguesas, como se defendessem a pátria de Camões, Pessoa, Agualusa e Drummond. Portugal venceu Angola por 1 a 0, sem convencer – mas pouco importa. A partida entrou para a história como um clássico – a disputa entre a ex-colônia e sua metrópole. Felipão, treinador afeito a incentivar jogadores com definições claras da vida, disse a seus jogadores, a caminho do campo, que eles entravam para disputar um “clássico”. Do lado de fora, na ensolarada tarde alemã, o CAROÇO encontrou um grupo de angolanos fazendo hora para entrar no estádio. “Vamos vencer, e aí sim estaremos colonizando Portugal”, resumiu Cristóvão Neto, adido financeiro da embaixada na Suíça. “É um dia especial para a história de Angola, é o mundo que nos vê diante dos irmãos portugueses”. Não venceram, e daí? Venceram porque perderam com dignidade, em um encontro que ajuda a entender as mudanças do mundo – ajuda a entender porque o colonialismo aos poucos morreu, e sempre que retorna faz mal aos povos. O que se viu no gramado foi a celebração de um nacionalismo saudável, e não do retrógrado imperialismo ultra-mar, aquele que começou a morrer com a Revolução dos Cravos. Antes do pontapé inicial, o hino de Portugal, cantado em coro por pelo menos 40 mil pessoas – os outros eram angolanos ou alemães, em sua maioria – parecia não combinar com a letra: “Às armas, às armas!/ Sobre a terra sobre o mar/ Às armas, às armas/Pela pátria lutar” A pátria, a nossa pátria, como já escreveu Fernando Pessoa é a língua portuguesa. Foi o que se viu na Copa da Alemanha, na jornada inesquecível de Colônia. Pode-se dizer, também, que nossa pátria é o futebol, a música, a vida. Sandra Miranda estava no grupo de angolanos com o filho de nome bonito, Linga, de 13 anos (na foto). Indagada a respeito da importância do futebol em Luanda, ela não teve dúvidas. "Ora, ora, é como no Brasil, vocês têm o samba mas nós vamos de semba e quizumba"
Comentários (3):
Em 13/06/2006, às 19:21:03,
Joseph
disse:
Não sei se vc é jornalista, mas quero dizer que gostei do seu texto, principalmente desta frase: "Pode-se dizer, também, que nossa pátria é o futebol, a música, a vida." Bonito, muito bonito.
"Paz na terra aos homens de boa vontade". Sejemos todos homens de boa vontade
Um Abraço
Em 13/06/2006, às 20:40:33,
Espírito
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página pessoal
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e-mail
disse:
Terra - Brasil
TER, 13/6/2006 - 18h18- ''Evangélico Kaká'' ídolo do futebol mundial classifica seu time na estréia
http://noticias.reinocelestial.com/noticias.asp?id=4566
Filhinhos, guardai-vos dos ídolos - 1João 5:21
http://www.rebento.com/ultimotempo.html
Em 14/06/2006, às 11:10:28,
roberto
disse:
A vitória foi meia boca por que o time há muito tempo tem um técnico meia boca, que não sabe variar a forma de jogar. Previsível, jogará um milhão de vezes da mesma forma, facilitando sempre a vida dos adversários e vencendo sempre no sufoco. Que tal tirar o Jonaldo (Jô Soares com Ronaldo) e colocar o Robinho, Trocar o Emerson pelo Mineiro e o Zé Roberto pelo Juninho ? A Nike não deixa, por isso estaremos fora muito em breve. Dizer que a Croácia joga bola é piada. Um abração para você e sucesso.