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HISTÓRIAS DA REDONDA, DA GORDUCHINHA, DO ESFÉRICO, DO BALÃO... ENFIM, DO CAROÇO

Postado por Caroço em 31/07/2006 10:06

Deu Dunga
Por Maurício Capela,

Fui ao Rio Grande do Sul uma única vez. Uma vez só. E para ser bem sincero, fui a Porto Alegre em um típico bate e volta. Saí de manhã bem cedinho e voltei só no fim da noite. Mesmo assim, com pouco tempo, valeu a pena.

Valeu porque tive a chance de olhar de perto o jeito gaúcho de ver o mundo. E sinceramente, me apeteceu. Gostei daquela raça típica de quem acredita que o mundo pode ser erguido pela força das mãos e dos braços. Essa turma não é pessoal de braço curto, admito.

Mas o bacana de tudo isso é que essa força, essa vontade trespassa o jeito gaúcho de ver o mundo e invade as mais diversas manifestações culturais, como, por exemplo, o futebol. Não adianta falsa modéstia, o esporte bretão de bombacha é diferente da bola no resto do País. É diferente. O jeito de encarar o jogo como se fora o último suspiro, o jeito de dividir a bola ao meio. Não adianta! É diferente.

Exemplos não faltam. Mesmo o elegante Sport Club Internacional dos anos 70 tinha pegada. Ninguém brincava na frente de um Escurinho ou de Figueroa. Ninguém! Assim como atacante nenhum vacilava na frente de Hugo de Leon ou de Henrique do Grêmio nos anos 80. Uma belezinha!

Para mim, a verdade é uma só. O futebol-força está no DNA dos gaúchos. Está e pronto. E a lista, que corrobora a tese, é extensa. Vai desde o bom e velho Airton Pavilhão, passando por Dunga, Émerson e assim por diante.

Por falar em Dunga, afinal, o que poderemos esperar desse gaúcho no comando da seleção brasileira? Sinceramente, nada. Dunga é uma dessas maravilhosas incógnitas do futebol.

Eu, particularmente, não acho que o time irá dar espetáculo, como também não acho que será uma pancadaria só em campo. Acho só que a equipe terá uma pegada um tanto diferente. E isso veremos já contra a Noruega em Oslo.

Mesmo assim penso que, primeiro, devemos ter algum respeito pela história do eterno camisa 8 do Brasil, antes de dizermos que não reúne predicados para o comando da seleção. E a razão é muito simples.

Poucas vezes vi pessoas conseguirem reverter uma imagem tão ruim em um curto espaço de tempo. Poucas vezes... Se em 1990, Dunga e Mauro Galvão foram execrados em praça pública, em 1994 o novo treinador do Brasil foi eleito o símbolo do tetracampeonato. Portanto, só isso já mereceria uma dose de complacência para com Dunga.

Agora, isso não significa que devemos fechar os olhos a tudo. Nada. Até porque a cobrança no Brasil sempre existirá.

E é até por isso que ando com uma pulga atrás da orelha. Até porque acredito que a escolha da CBF recaiu sobre Dunga, porque o velho capitão guarda lá uma semelhança com Luiz Felipe Scolari. É fato. Dunga, em tese, representaria o jeito lutador de Felipão e o anseio da torcida brasileira em ver esse espírito guerreiro, de novo, no escrete. No entanto, a mim, a interrogação ainda permanece. Dunga estaria esquentando o lugar para Felipão, que renovou seu contrato com Portugal por mais dois anos, ou o capitão do Tetra vai mesmo assumir e descascar o abacaxi? Eu, particularmente, fico com a primeira opção.



Comentários (3):

Em 31/07/2006, às 11:38:01, Alberto Júnior | e-mail disse:
Sou fã do Dunga e torço que a passagem dele pela Seleção dê certo, mas acho díficil visto que a escolha da CBF foi uma grande demagogia querendo apenas justificar a propalada "falta de garra e raça" dos jogadores brasileiros durante a Copa com um técnico que, quando jogador, foi o símbolo de tudo isso.
Em 31/07/2006, às 11:52:20, Talita Guerra | e-mail disse:
Pois é...Tomara que o Dunga possa ser um ótimo técnico, também...Foi um grande jogador, demonstrou isso ao mundo...esperamos que ele demonstre ser um bom técnico, também.. Mas tomara, né ?!
bjos...
Talita, 11 anos.
Em 6/08/2006, às 09:44:33, Marcos Silas disse:
Dunga vai ser melhor que nada. Nada é o que tínhamos!
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