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coisa lúdica

milu
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Categoria: Bairros e Cidades
Postado por coisa lúdica em 28/09/2005 10:33

Rua Paissandu
.
Vista da esquina com a Rua Marquês de Abrantes, em direção ao Palácio Guanabara.

Foto atribuída a Augusto Malta, sem data.
Museu da República – Divisão de Documentação e Pesquisa – Arquivo Histórico

Em 1865, a família imperial chegou ao Flamengo. O palácio foi comprado pela princesa Isabel e o marido, conde D´Eu. Começa uma época de reformas e de modernizações na região. A Rua Paissandu foi estendida até o mar e era comum ver a princesa ir à praia de carruagem.

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Outras coisas achadas no meu armário:
Cartões Postais de Barcelona 1908
http://www.flickr.com/photos/40254656@N00/



Comentários (22):

Em 28/09/2005, às 10:49:03, Luiz D´ | página pessoal disse:
Belíssimas palmeiras, ainda em crescimento.
Hoje, muitas já morreram.
Em 28/09/2005, às 11:38:39, Marcelo Almirante | página pessoal disse:
Não sei por que, mas nunca gostei desse tal de Conde D'eu. A começar pelo nome estranho. Mas voltando à foto, imagino o luxo da Rua Paissandu só com casas, devia ser uma coisa parecida com o centro histórico de Petrópolis, Avenida Koeler, nas devidas porporções, é claro.
Em 28/09/2005, às 13:21:41, Rafael Netto | fotolog disse:
Consta que a rua foi arborizada com palmeiras só pra enfeitar o caminho da Princesa para o mar.
Em 28/09/2005, às 16:38:08, AG disse:

Vou falar uma coisa que sempre me intrigou.
O verso do nosso poeta Gonçalves Dias ( não esquina de Ouvidor) que dizia: "Minha terra tem palmeiras onde canta o sabiá"
é meio forçada, né não ?
Acho que esse exílio que inspirou a Canção do mesmo nome, deixou nosso vate meio pancadão.
Afinal, não vejo como sabiá cantar nesse tipo de folhas palmérias (não confundir com o Mário Palmério).

Mas, sem brincadeira, gostaria que algum ornitólogo juramentado me dissesse se essa frase não é uma licença poética depois de duas ou três bagaceiras em Coimbra.

Fosse ele paulista e não maranhense poderia dizer que "Minha terra tem palmeiras, Corinthians e São Paulo".
hehehehehe

Sacanagem. Não sei se todos sabem, Gonçalves Dias voltando de navio, anos depois, numa outra viagem à europa, naufragou já nas costas brasileiras. Todos se salvaram menos ele que ficou esquecido, moribundo, no beliche de seu camarote.
Deus não lhe fez a vontade quando pediu: "Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá (...)
Sem que ainda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."

Mas voltando ao papo (eita cara chato!) será que sabiá canta em palmeira ?
:-)))))

Em 28/09/2005, às 18:13:57, Milu Almeida | fotolog disse:
A visão desse rua vazia,com as palmeiras plantadas para fazer sombra para a passagem da princesa...

Aí, chega o AG com essa dúvida cruel: será que sabiá canta em palmeira?
E o Gonçalves Dias, que deve ter morrido porque estava sonhando com elas.

Falando em vegetação exuberante e pássaros, morreu ontem o Nilton Bravo.
Pintava painéis coloridíssimos nos bares do Rio. Araras, papagaios e florestas.
As montanhas do Rio, todas juntas, da Pedra da Gávea até o Dedo de Deus.
Quando eu estudava no Fundão e depois, quando trabalhei em Vicente de Carvalho, vi muitos painés, alguns assinados Nilton Bravo & Pai.
Em 28/09/2005, às 19:08:06, Mauro_AZ disse:
Ornitologo eu nao sou, mas dizia uma velha cancao, cantada se nao me engano pela Carmelia Alves, que o sabia'fugiu do terreiro e foi morar no abacateiro. A menos que tenha sido outra licenca poetica, so' para rimar abacateiro com terreiro. Enfim, isso nao prova nada, pois pode ser que o sabia' se mande para a palmeira quando chega a hora de cantar.
Em 28/09/2005, às 19:08:46, Marcelo Almirante disse:
Sem contar que muitas espécies de palmeiras da cidade são exóticas, importadas da ásia.

Os passarinhos na europa também cantam que é uma beleza.
Em 28/09/2005, às 21:01:15, Celso Serqueira | página pessoal disse:
Puxa, o Nilton Bravo também se foi? Que pena, estamos ficando sem mestres. A quem interessar, tenho um pequeno vídeo (2 minutos) de O Globo sobre o artista, com alguns dos seus mais de 1.600 painéis pintados no Rio de Janeiro.

O Sabiá gosta de árvores frutíferas e, sem dúvida, os brotos das palmeiras e os bichinhos que vivem nelas atraem a ave. Portanto, canta em palmeira, sim.

Olha que interessante que achei:
"A frase musical do Sabiá varia de 10 a 15 notas. Existe uma infinidade de dialetos, cada região possui o seu próprio. Os mais importantes são: o "cai-cai-balão", o camboriú, o "to-to-ito" e o "piedade", este último oriundo de Minas Gerais. Existe também o canto "trinta e oito", muito comum, no Estado do Rio de Janeiro."

Gente, a violência carioca já faz até passarinho cantar em "tresoitão!
Em 28/09/2005, às 22:19:04, Milu Almeida | fotolog disse:

Celso,
manda esse video para o meu gmail.
Achei algumas pinturas dele mas nenhuma com as montanhas.

Vou voltar
Sei que ainda vou voltar

Para o meu lugar
Foi lá e é ainda lá
Que eu hei de ouvir cantar
Uma sabiá

Vou deitar à sombra
De um palmeira
Que já não há
(Tom Jobim e Chico Buarque)

Em 28/09/2005, às 22:48:22, AG disse:

Pronto, foram dirimidas minhas dúvidas.
Sabiá canta em palmeiras.
Mas outra incerteza: as aves que lá gorgeavam será que não gorgeavam como cá.
Eu também tenho um certo ceticismo sobre esse angustiante ponto.
hehehehehehehehe
:-)))))
Em 29/09/2005, às 00:53:25, Celso Serqueira disse:

Milu, não sei como uma música tão bonita pôde ser tão vaiada. Injustiça! Respondi pra você na Lelena e já mandei o vídeo para o seu gmail.

AG, é questão de sotaque. O gorjear ultramarino puxa pela constritiva fricativa palatal, enquanto que o palrar tamoio é malemolengo, mais chegado ao vibrante velar sonoro. Além disso, lá é lá, cá é cá, bolas! Já leu ' Os Lusíadas' hoje? Que coisa...
Em 29/09/2005, às 05:09:56, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:
Qualquer rua fica nobre se existirem palmeiras . É uma maravilha!

AG,

1-Sabiá, como toda ave ordinária, canta em qualquer lugar.
2-Gonçalves Dias morreu porque estava com os cornos cheios de cana e não sacou que o barco estava indo pro brejo.
3- Ele tinha a impressão que os sabiás da sua terra gorgeavam melhor pois as árvores da caatinga onde nasceu eram nanicas e os sabiás ficavam mais perto dos seus ouvidos dando a impressão de cantarem melhor e mais forte.

Quanto ao "gorjear ultramarino puxa pela constritiva fricativa palatal, enquanto que o palrar tamoio é malemolengo" da Milu...bem...deixa prá lá...
Em 29/09/2005, às 10:47:32, Luiz D´ | página pessoal disse:
Ainda bem que a Milu já vai postar alguma coisa nova pois poderíamos também discutir sobre "uma sabiá" ou "um sabiá", polêmica que levou o Chico à loucura, na época...
Em 29/09/2005, às 12:19:49, AG disse:

Pôxa, Luiz, pois essa era mais uma questão "momentosa" que queria abordar.
Seria "uma" Sabiá ou "um" Sabiá ?

Celso,
essa tua explicação, "o gorjear ultramarino puxa pela constritiva fricativa palatal, enquanto que o palrar tamoio é malemolengo, mais chegado ao vibrante velar sonoro." foi de arrebimba o malho.

E por falar em Luziadas, que você muito bem mandou-me reler (conselho que entendi para que eu seja mais humilde) vou citar de cabeça (de cabeça, olha lá!) um trecho que muito gosto porque se parece muito comigo:

"Correndo algum cavalo vai sem dono
E noutra parte o dono sem cavalo."

Celso, não posso negar: você é um dos meus superegos prediletos.

Em 29/09/2005, às 13:18:05, Celso Serqueira | fotolog disse:

Não quero saber desse negócio de superego, não, que sou hetero, viu?

Que conselho para ser mais humilde que nada, AG! Minha intenção foi bem mais profana: era pra você arrumar o que fazer e parar de ficar sacaneando o coitado do Sabiá! Tipo: vai chupar parafuso até virar prego. Acho "Os Lusíadas" uma das obras mais importantes e chatas da literatura universal. Não consigo passar de meia página de leitura por mês, lamento decepcioná-lo.

Mas não adiantou, porque lá vem você (e o Luiz!) agora com a questão do "a" ou "o" sabiá. Tudo bem. A dúvida de gênero é de fácil esclarecimento e o Chico não teria nenhuma dificuldade com isso se não vivesse chumbado. A maioria dos sabiás, como o Laranjeira (Turdus rufiventris), o Coleira (Turdus albicollis) e vários outros passeriformes da família 'Turdidae' são identificados como 'o' sabiá quando machos e 'a' sabiá quando fêmeas. A única exceção parece ser o 'Turdus fumigatus'ou Sabiá Baiano que, conforme reza a tradição, é "o" sabiá até meio-dia, a partir de quando passa a merecer o artigo definido feminino "a". Espero ter esclarecido a contento. Pessoal do Atobá, sua conversa é com o AG, tô fora!
Em 29/09/2005, às 13:43:49, Luiz D´ | página pessoal disse:
Celso,
Sou bobo mas não a ponto de entrar nesta discussão entre o Atobá e o AG!
Em 29/09/2005, às 15:53:48, AG disse:

Celsíssimo,
também sou hetero, mas depois que vi uma entrevista do Prince e do Sidney "sandra-rosa-madelena" Magal também se declarado héteros, tive vontade de ir na Nova Fronteira e exigir o meu dinheiro de volta ou a nova redação, no dicionário do Aurélio,
do verbete em tela.

Quanto ao nobre passarinho contra o qual não tenho nada contra (muito menos a favor) devo confessar que pasmei diante da vossa proficiência na matéria.

Apenas estranhei que depois de tão bem descrever o Sabiá Baiano ou Turdus Fumigatus, você tenha jogado o problema de se explicar com o aguerrido grupo Atobá na minha pasta de pendências. Quer dizer, você denigre o bom nome da família dos Sabiás baianos e eu é que vou ter que me explicar com o "sindicato" ?
Foi a mesma coisa que o Pedro Bial fez. Primeiro se assanhou, depois se acanhou.

Quanto aos Lusíadas só se deve ler em dois casos. Ambos protegidos pelas lei brasileiras: ou eutanásia ou perda momentânea da
razão.
Nos dois casos há jurispridência firmada, a não ser no meu próprio caso, que foi julgado pelo S.T.J. com base jurídica na "acção do pátrio poder".
Em 29/09/2005, às 19:25:13, Celso Serqueira disse:
AG, quando estivermos debruçados sobre a margherita, lembre-me de contar a passagem em que fui administrador de uma boate gay, daquelas de botar pra quebrar. Tinha até "dark room" para as bibas e monas mais assanhadas.

Pode rir à vontade, realmente aconteceram coisas engraçadíssimas, mas numa época em que eu estava matando cachorro a grito, essa galera alegre foi a única a me oferecer um trabalho digno e decentemente remunerado. Daí, terminei conhecendo bem este segmento e fiz algumas amizades valiosas (e sempre muito divertidas).

Por ter esta gratidão aos gays, jamais entraria em conflito com o animado e profícuo Atobá. Além disso, quem começou a se referir dubiamente à orientação sexual do sabiá foi você. Aliás, foi o Luiz, mas ele é macaco velho e pulou fora - sobrou pra você!
Em 29/09/2005, às 22:49:02, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:

Celssérrimo,

Eu sabia que para a tua pouca idade vc. tinha feito muita coisa: engenheiro de vôo, foca, fotógrafo, testemunha, segurança em informática, treinador de handbol, manequim de peruca...mas...gerente de boite "gay"...esta foi demais!
Teria sido de lá que vem a tua amizade com o Luiz D'?
Em 20/11/2005, às 00:32:51, Cirlene Ferreira Motta | e-mail disse:
Celso, por favor me envie o video sobre o Nilton Bravo.

Em 27/10/2007, às 21:11:12, Bayard | e-mail disse:
Pô! Queriam o quê?
....Só me mostrara, este blog agora.
Mas se sabiá canta em palmeira eu não sei, mas acho que não: palmeira não tem galhos. Onde o vivente pousaria para abrir seu trinado verbo?
Mas os palmeirófilos do blog, me respondam: Já viram palmeiras (árvore)sobre uma ponte (não é a macaca)?
Pois em Porto Alegre tem uma ponte que tem 3 palmeiras, enormes, plantadas sobre ela. Av. Ipiranga esquina Av João Pessoa. vejam no Google Earth.
Em 6/11/2007, às 16:28:32, Carlos Ernesto Santos | e-mail disse:
VC. sabiam que sabiá sabia assobiar de preferencia em palmeira? já que contestam tanto que tal criar uma canção com tão belos versos? Vou cochilar ouvindo o poeta Gonçalves Dias.

E tenho dito.
Carlos Ernesto.


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