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Cartuns de Campinas

Postado por Bira Dantas em 22/10/2005 10:55

RUA DOUTOR QUIRINO, CENTRO CAMPINAS
BIGORNA APRESENTA A ÍNTEGRA DE "BIRA NA CORÉIA"
http://www.bigorna.net/index.php?secao=artigos&id=1129590480
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EU VOTO SIM NO REFERENDO
(Editorial publicado na Folha de S.Paulo em 10/10/2005)
No próximo dia 23, os eleitores brasileiros serão convocados a responder à
seguinte pergunta: "O comércio de
armas de fogo e munição deve ser proibido no Brasil?". Esta Folha defende o
voto "sim". Chega a essa decisão,
porém, sem nenhum tipo de ilusão.
A proibição não será capaz de conter as ações ousadas de bandidos e
associações criminosas. Tampouco
restringirá o acesso desses grupos aos armamentos - para tanto, o poder
público teria de adotar medidas, como o
controle rigoroso das fronteiras, em áreas em que tem falhado.
A eventual vitória do "sim" mudará pouco em relação às normas em vigência,
dadas pelo Estatuto do
Desarmamento. Quem tem arma legalizada em casa poderá mantê-la, mas não
conseguirá mais adquirir balas.
Já as pessoas que pelas regras atuais podem ter porte - policiais, militares
e agentes de segurança privada, entre
outros - manterão o direito de andar armadas e comprar munição.
Nesse contexto, até a realização do referendo pode ser questionada. Com ele,
o Estado gastará algo em torno de
R$ 250 milhões para decidir o que o Congresso poderia ter feito sozinho.
Perdeu-se ainda a chance de aproveitar
a ocasião para levar outros temas a consulta popular.
Apesar das restrições que devem ser feitas ao processo, as vantagens da
proibição superam os problemas por ela
acarretados. O principal benefício da proscrição está na possibilidade de
reduzir alguns tipos específicos de
homicídio - aqueles motivados por conflitos interpessoais ou por causas
fúteis -, bem como os acidentes com
armas de fogo.
Esse ganho seria importante. Na Grande São Paulo, segundo dados da Divisão
de Homicídios e Proteção à Pessoa,
60% dos assassinatos são cometidos por pessoas sem histórico criminal e por
motivos banais, como brigas de
trânsito, discussões em bares e outras situações em que o destempero e os
efeitos do álcool se associam à
existência de uma arma à mão para produzir uma tragédia.
A esse respeito, a campanha do desarmamento, que recolheu mais de meio
milhão de armas, já produziu
importantes resultados. O Ministério da Saúde informa que os homicídios por
armas de fogo caíram 8,2% em
2004 em relação a 2003. Foram de 39.325 assassinatos em 2003 para 36.091 no
ano seguinte. É a primeira
queda nesse indicador desde 1992.
Reforça a sugestão de que o desarmamento teve impacto na baixa dos
homicídios o fato de que, nos Estados em
que a taxa de recolhimento de armas foi alta (mais de 150 para cada 100 mil
habitantes), o recuo médio do
índice de mortalidade foi de 14,5%. Nas unidades em que a coleta foi baixa,
a redução média foi de 2%.
A interpretação de que o veto às armas seria limitação abusiva do direito de
autodefesa não procede. É atribuição
do Estado definir regras para o exercício de certas atividades e fixar
requisitos para a concessão de licenças. Se o
referendo determinar que o poder público deve restringir a comercialização,
circunscrevendo-a às categorias que
fazem jus ao porte, não haverá um atentado aos direitos e às garantias
fundamentais, apenas mais uma
regulamentação.
Aqueles que insistirem ter acesso a armas e munição poderão ingressar num
clube de tiro, hipótese em que a lei
autoriza concessão de porte. De modo análogo, quem vive em área rural poderá
declarar-se caçador e, nesse
caso, conservar espingardas de calibre igual ou inferior a 16. O melhor é votar "sim" no referendo. Uma restrição mais forte às armas e às
balas, sem contrariar direitos
fundamentais, deve contribuir para poupar mais algumas vidas, no que a



Comentários (4):

Em 22/10/2005, às 13:20:54, José Emilio | fotolog disse:
Rapaz, Bira.
Se eu fosse um editor essa ilustração iria prá primeira página. Os detalhes me deixam dizendo que eu não sei desenhar, acho muito bonito, para com isso. Prá falar a verdade, esse negóci0o de estar desenhando cidades, acaba com muita "moral" de desenhista preguiçoso, isto é, aquele que quer mostrar arte e, tem preguiça. Não é o meu caso. Qualquer coincidência, será mera semelhança.
A ilustração acima está uma beleza, digna de um mestre como você, mesmo porque, eu não ganho coisa alguma para estar de elegiando. Manda brasa Bira, você leva jeito.
(Risos) Gosto de você dos dois lados, (não interprete mal) como nº 01 nessas ilustrações cheias de detalhes e intelectualmente pelas informações que passa a todos.
Chega já escreví demais, mas o desenho está uma beleza! Fui! J.E. :)
Em 24/10/2005, às 18:11:17, José Emilio | fotolog disse:
Olá Bira.
Gostei; Meu endereço é:
QE 21 - CONJ. D - CASA 04 - GUARÁ II
BRASÍLIA - DF - CEP: 71050-044
Do jeitinho que está aqui. - J.E. :)
Em 24/10/2005, às 21:23:19, Alves | fotolog disse:
Valeu pela dica do salão,Bira!! Vou marcar presença...
ABS
Alves
Em 25/10/2005, às 22:48:14, Edna Feitosa | página pessoal disse:
Bira, eu sou muito fã de seus desenhos cheios de detalhes, perpectivas...perfeição!
Um abraço,
Edna
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