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Cine Atila Francis - Sete Anos

Categoria: Artes
Postado por Atila Francis em 01/04/2012 23:48

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET - Um dos filmes mais extraordinários do ano!!
A INVENÇÃO DE HUGO CABRET (Hugo) EUA, 2011 – Direção Martin Scorsese – elenco: Asa Butterfield, Chloë Moretz, Jude Law, Ben Kingsley, Sacha Baron Cohen – 126 minutos.

Em um dos momentos iniciais do filme, não por acaso, vemos um trem chegando à sua estação, em Paris. Essa é apenas uma das muitas coincidências entre o nascimento do cinema e a história de vida do pequeno Hugo (Asa Butterfield) que o cineasta Martin Scorsese insere em sua declaração de amor à profissão que escolheu exercer. Temos aqui um gênio do cinema se desprendendo do que sempre foi presente em sua filmografia para se focar no simples ato de homenagear a sétima arte por meio de uma história mergulhada no mágico universo infantil – tão mágico quanto o universo do próprio cinema. Tudo o que sempre fez Scorsese sonhar quando criança por conta dos filmes que assistia ganhará finalmente o reconhecimento do diretor e se mostrará uma verdadeira atestação da consciência de que seus dias como mágico e ilusionista das telonas já estão chegando à sua reta final. Por finalmente assinar uma produção voltada ao público infantil, que de quebra engrandece o cinema como arte, é como se Scorsese estivesse voltando à sua própria infância e nos convidando para mergulhar de cabeça no maravilhoso mundo de magia que somente a mente de uma criança ou o poder do cinema poderia proporcionar. Não é difícil aceitar esse convite.

Hugo Cabret é um órfão que mora dentro dos relógios de uma estação de trem, na Paris dos anos 1930, acertando os relógios quando preciso e sempre escapando das garras do temível inspetor do local (Sacha Baron Cohen), até que um dia o dono da loja de brinquedo, Georges (Ben Kingsley), lhe rouba seu caderno – que, junto com um autônomo desativado, é a única herança deixada por seu pai, um relojoeiro morto em um incêndio – dando a entender que naqueles escritos há algo de muito importante e secreto. Tão importante que nem a afilhada de Georges, Isabelle (Chloë Moretz), pode saber. Agora juntos, Hugo e Isabella tentarão descobrir quais os segredos que Georges e aquele misterioso caderno guardam.

É contra o tempo que não somente Hugo, Isabelle e Méliès correm, mas também o próprio Martin Scorsese, um cineasta já velho que ainda se mantém no topo e que agora sente a necessidade de se aventurar como uma criança de encontro com as leis da natureza. O tempo vai passar sem piedade e um dia ele estará velho demais até para o cinema, como o verdadeiro George Méliès no fim de sua vida. Logo seremos nós as crianças, "os Hugos" perdidos numa grande estação de trem, encontrando na experiência de Martin Scorsese uma maneira de continuar com a mágica do cinema para as próximas gerações. Logo ele estará passando o bastão para seus sucessores e assim sempre será. E quem sabe um dia, em um futuro muito distante, um filme de tecnologia de ponta talvez nos conte a história de um menininho sonhador que em um dia qualquer acaba encontrando por acaso um senhor velhinho e franzido, de sobrancelhas grossas e sorriso simpático, que lhe ensina o grande segredo de como lutar contra o tempo: através da mágica, da ilusão - através do cinema.

E quem diria que 116 anos depois da primeira exibição de A Chegada do Trem na Estação, a situação de um trem vindo em direção à plateia(desta vez com a ajuda do 3D e com a noção de espaço de Scorsese) ainda seria capaz de causar comoção em um público iludido momentaneamente pelo poder da imagem em movimento.



Comentários (1):

Em 24/03/1974, às 05:52:05, Dorinha | fotolog disse:
Ola Atila!Bom dia!
Vim te ver e admirar seu lindo poster
e regar nossa amizade para durar

Tempo para tudo
Eclesiastes 3, 1-8

Tudo neste mundo tem seu tempo;
cada coisa tem sua ocasião.

Há um tempo de nascer e tempo de morrer;
tempo de plantar e tempo de arrancar;
tempo de matar e tempo de curar;
tempo de derrubar e tempo de construir.


Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar;
tempo de chorar e tempo de dançar;
tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las;
tempo de abraçar e tempo de afastar.


Há tempo de procurar e tempo de perder;
tempo de economizar e tempo de desperdiçar;
tempo de rasgar e tempo de remendar;
tempo de ficar calado e tempo de falar.


Há tempo de amar e tempo de odiar;
tempo de guerra e tempo de paz.

Beijos Dorinha
http://fotolog.terra.com.br/fotosflores

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