
Postado por Stefanie em 12/09/2005 12:46
Felicitações aos teus pés, entoadas por esta criatura ruída.
Operas-te na mais perfeita atuação que pude divisar
Uma mascara primorosa, sem lascas ou rachaduras, sem sombras de tua alma impura.
Lograste-me com tua dissimulada face terna.
Conspurcada de aleivosas estigmas, que de fato jazem no cerne de minha fé.
Mas não ouviras lamurias, ou brados de minha utopia soterrada.
O alvitre de tua caluniosa nobreza, da falsidade refletida em tua alma.
Ardil erro de julgar-te díspar, quando me envenena inocência.
Tombados teus disfarces, te entregas a trivialidade, estupidez de tua carne
Infame prostituta sem astúcia ou polidez, a Dalila que há de te consumir.
Apenas um rosto entre tantos a que se adjudicará.
Ingenuidade crer-te semelhante, quando diminuto és.
Mensageiro de fortuna? Um intérprete decadente.
Fantasma amado que hei de olvidar.
Tal qual maldição blasfemada, ecoa desta decrépita sobrevivente.
A jura de nunca mais se ludibriar, rescindir a emoção que um dia foi só sua
Os versos que o tão altivo amante vieram cantar
Apago de minha mente a imagem de teus olhos
Uma doce mentira e nada mais...
S.Legeard
Palavras podem ser armas, mas gestos são a forma física que as concretizam.
ouvindo: Saint - Preux . Adagio pour piano
Comentários (3):
Em 12/09/2005, às 12:57:01,
Prometheus
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disse:
No profundo da alma se carrega-se muitos mistérios! Parabens pelo poema!
Em 12/09/2005, às 13:04:11,
Raquel
disse:
Simplesmente lindo... não é necessario comentar.... Beijos
Em 12/09/2005, às 23:53:24,
Milla
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página pessoal
disse:
Teu poema está tão completo que não é possivel tecer qualquer comentário, afinal o poema é para ser sentido e extrair desse a verdaira poesia.
Beijos de quem te admira