Vida de cadeira não é fácil. Basta observá-las o quanto
ficam desprendidas depois de uma semana empilhadas, sem
açúcar e sem afeto, à espera do sábado libertador onde uns
seres irrequietos de uma seita de fábulas as tiram do
limbo, dando ordenação e apoio glúteo. Na mesa do altar são
servidas as beberagens - no lugar do secular sacrifício das
religiões de antanho. E por aí segue o ritual cumprido à
risca.
Apareceram neste sábado os fiéis João Batista, Ronaldo,
André, Dira, Dôra, Valéria, Sônia, Regina, Alexandre.
Presenças mais espaçadas como Brendan e Zezé deram o ar da
graça. Como convidados, o prof. Silvino, Renato Félix,
Fábio, Ana Luísa. Foram lidos contos sobre furto (João),
mal entendido (André), trânsito (Valéria), chester
(Alexandre), um exercício duplo (Dôra e Barreto), celular
(Sônia) e mais um capítulo do romance (Ronaldo). Se me
falhar a memória, me acudam por favor.
Ainda estão na agulha vários exercícios, incluindo o
novíssimo Fotografia, e ainda mais uma idéia interessante
de reescrever contos consagrados. Está vigente também o
envio para esta lista dos contos sobre celular,
fundamentais para mais uma edição das atas.
Por isso e algo mais, as cadeiras respiraram mais uma vez
um rol de histórias e voltaram, todas elas com a ajuda
religiosa dos fiéis, aos seus devidos lugares.
Dou fé.
André.