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ENCICLOPÉDIA NORDESTE

Categoria: Celebridades
Postado por Ivan Maurício em 26/05/2008 00:28

DOMINGUINHOS (2)
Estrela de Dominguinhos brilha

Pernambucano de Garanhuns é o grande homenageado da 6ª edição do Prêmio TIM de Música, realizado na próxima quarta-feira

Michelle de Assumpção
Da equipe do Diario

José Domingos de Moraes, o Dominguinhos, nasceu em Garanhuns, Pernambuco, em 1941 e começou a tocar e compor aos oito anos de idade, passando pela sanfoninha de 8, 48, 80 e 120 baixos. Pelo menos duas aproximações com artistas de peso garantiram que sua fama atravessasse as gerações. Sim, pois, sua musicalidade, esta veio de berço. A primeira foi seu encontro com Luiz Gonzaga, que conheceu em 1950, quando tinha 8 anos de idade. Dominguinhos tinha uma banda com os irmãos, em Garanhuns, estava tocando na porta de um hotel na cidade quando foi chamado para conhecer Gonzaga. O músico, já famoso, gostou da apresentação dos meninos e lhes deu seu contato no Rio de Janeiro. Mais tarde, quando decidiu tentar a sorte na Cidade Maravilhosa, Dominguinhos procurou o mestre Lua e passou a fazer parte de sua vida. Ganhou desse uma sanfona e, em 1956 gravou seu primeiro CD com o Rei do Baião. A segunda pessoa na vida de Dominguinhos foi a cantora Gal Costa, que ele admite tê-lo apresentado à fama, por colocá-lo para cantar no show Índia, no auge do seu sucesso.

Em 1964 gravou o primeiro LP na Cantagalo de Pedro Sertanejo, pioneiro do forró em São Paulo. Passou pelas gravadoras Polygram, RCA (hoje BMG), Continental, RGE e atualmente Velas, tendo mais de quarenta discos entre LPs e CDs. Como poucos músicos conseguiram, Dominguinhos conciliou a carreira solo com o lado músico virtuose. Assim, gravou CDs próprios e também atuou no álbum e shows de grandes nomes da MPB, como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa, Elba Ramalho, Zé Ramalho, entre outros.

A estrela de Dominguinhos brilha portanto pelas muitas facetas que ele imprime à sua carreira. É um virtuose e também exímio compositor. Como autor, tem como destaque no seu cancioneiro canções como Eu só quero um xodó (Dominguinhos/Anastácia), Gostoso demais (Dominguinhos/Nando Cordel), Lamento sertanejo (Dominguinhos/Gilberto Gil), De volta pro aconchego (Dominguinhos/Nando Cordel), Isso aqui tá bom demais (Dominguinhos/Nando Cordel), Tantas palavras (Dominguinhos/Chico Buarque), entre outras grandes composições. Por ter sido discípulo de Gonzaga é considerado mais forrozeiro do que representante de outro gênero musical. Dominguinhos, no entanto, sabe-se um romântico. E suas mais admiradas canções seguem nesta temática, mesmo quando vêm na cadência sincopada de um xote ou baião. "Toquei em boates e isso me ensinou outros tipos de música, além da nordestina. Minhas apresentações me levaram a conhecer uma turma muito boa. E continuo conhecendo", pontua o mestre.

http://www.pernambuco.com/diario/2008/05/25/viver7_0.asp



Comentários (1):

Em 26/05/2008, às 00:30:04, Ivan Maurício disse:
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