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ENCICLOPÉDIA NORDESTE

Categoria: Celebridades
Postado por Ivan Maurício em 21/05/2009 22:36

HEITOR DAHLIA (1)
Clique para ver cenas de “Cheiro do Ralo” do pernambucano Heitor Dahlia:

http://migre.me/1nz3

Heitor Dahlia (Recife, 17 de junho de 1970) é um diretor de cinema pernambucano.

Biografia

Heitor Dhalia mudou-se para São Paulo em 1993. Redator publicitário, trabalhou nas principais agências de propaganda, tendo criado e produzido mais de cem filmes publicitários.

Estreiou no cinema em 1999, como assistente de Aluízio Abranches no longa-metragem Um Copo de Cólera e, no mesmo ano, como como diretor do curta-metragem Conceição. Em 2002 foi co-roteirista de As Três Marias.

Sua estréia na direção de longas se deu em 2004, com Nina. Baseado no romance de Lourenço Mutarelli, O Cheiro do Ralo foi seu segundo longa, chegando às telas em 2006.

O diretor Heitor Dhalia montou uma cooperativa de cinema e adotou modelo raro de produção independente, e o projeto não só saiu do papel como figura como um modo alternativo e desburocratizado de fazer cinema.


Filmografia

1999 - Conceição (curta-metragem)

2004 - Nina

2006 - O Cheiro do Ralo

2009 - À Deriva
__________

Heitor Dahlia: Sucesso se deve ao humor negro

Karen Cunsolo


Heitor Dahlia, diretor de "Cheiro do Ralo", fala sobre o sucesso do filme antes mesmo de sua estréia, as adaptações de literatura underground para o cinema e a escolha elenco do filme, que estréia nesta sexta (23).

Leia íntegra da entrevista:

Terra Magazine - A que você atribui o sucesso do filme em festivais como Sundance e a Mostra Internacional de São Paulo?

Heitor Dahlia - O sucesso se deve ao humor do filme. Acho que ele tem uma clave de humor muito particular, é politicamente incorreto, trata de questões super delicadas, como obsessão sexual, jogo de poder... Lourenço é um personagem que não tem muito caráter, que usa todo mundo que entra na loja dele. Mas ele faz isso de modo tão divertido que faz as pessoas rirem.

E tem a metáfora do cheiro do ralo, que é aquele lugar que todo mundo tem escondido, aquelas coisas obscuras do ser humano. E você consegue rir disso, rir de você mesmo.

Tem momentos muito teatrais no filme. Você se inspirou em seqüências de teatro?

O filme é um ambiente. A Variety americana falou disso. O tipo de dramaturgia que a gente tentou buscar fui muito baseada em diálogos, e é uma locação só. Claro que a gente buscou o cinematográfico o tempo inteiro, e o filme acontece enquanto cinema. Mas ele tem uma estrutura, até do livro, que poderia ser uma peça.

Você acha que pode ser uma tendência essa procura de cineastas por obras de novos autores, especialmente de gente do underground?

Acho que isso já está acontecendo. A literatura é sempre uma fonte principal para o cinema. Eu acho que é um caminho que vai seguir.

Você poderia falar sobre a escolha do elenco, que tem gente inusitada como Xico Sá e Suzana Alves, a Tiazinha?

O elenco era de personagens variados. Então quisemos fazer essa graça também no casting. Não queríamos um casting conhecido - fora o Selton, quase todos são atores que não fizeram praticamente nada -, queríamos não-atores, tipos divertidos. Era uma galeria de personagens que entrava naquela loja.

E falando no Selton Mello, o filme reproduz um trecho do livro em que o protagonista "se parece com o cara da propaganda". E o Selton também pode ser visto como "o cara da propaganda". Isso também foi pensado?

Era uma cena do livro, e como rolou o Selton, a gente pensou nisso também. Durante o processo de fazer o filme a gente sacou isso. Achamos bacana manter a piada.


Terra Magazine



Comentários (3):

Em 21/05/2009, às 22:37:01, Ivan Maurício disse:
Mais de 940 biografias de nordestinos!

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Em 21/05/2009, às 22:37:58, Ivan Maurício disse:

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Em 24/05/2009, às 18:14:07, Bandidas Moto Clube | fotolog disse:
A força da amizade vence todas as diferenças...
Aliás... para que diferenças se somos amigos?

Quando erramos... nos perdoamos e esquecemos
Se temos defeitos... não nos importamos...
Trocamos segredos...
e respeitamos as divergências...
Nas horas incertas, sempre chegamos no momento certo...

Amigos sem cor... sem sexo... sem idade...
Amigo é só amigo...
Nos amparamos...nos defendemos...
sem pedir...
fazemos porque nos sentimos felizes em fazer...

Nos reverenciamos... adoramos... idolatramos... apreciamos... admiramos.
Nos mostramos amigos de verdade,
quando dizemos o que temos a dizer...

Nos aceitamos , sem querer mudanças...
Estamos sempre presente,
não só nos momentos de alegria,
compartilhando prazeres,
mas principalmente nos momentos mais difíceis...

Não tiramos a liberdade...
não sufocamos... não forçamos nossa presença...
Estamos perto quando de nós necessitam...
e ao nos afastarmos ,
respeitamos sempre a individualidade alheia.

A amizade não se força...
Mas tem uma força
que se intensifica a cada instante...
É dessa maneira que sou teu (tua) amigo (a )!!!

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