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Soneto de Agosto

Postado por Veredas em 27/08/2008 07:17

Soneto
Agora é tarde para novo rumo
Dar ao sequioso espírito; outra via
Não terei de mostrar-lhe e à fantasia
Além desta em que peno e me consumo

Aí, de sol nascente a sol a prumo
Deste ao declínio e ao desmaiar do dia
Tenho ido empós do ideal que me alumia
A lidar com o que é vão, é sonho, é fumo

Aí me hei de ficar até cansado
Cair, inda abençoando o doce e amigo
Instrumento em que canto e a alma me encerra

Abençoando-o por sempre andar comigo
E bem ou mal, aos versos me haver dado
Um raio do esplendor de minha terra

Alberto de Oliveira