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Soneto de Agosto

Postado por Veredas em 03/07/2008 15:28

Manhã
A manhã nasce das muitas janelas
Deste sereno corpo fatigado
Sede dos meus caminhos sem cancelas
Na luz de muitos astros albergados

Casa em que me recolho das mazelas
Dos louros, derroteiros, lado a lado
Para de mim ouvir franca seqüela
Ecce Homo! Eis o triste camuflado

Essa tristeza antiga em residência
Às vezes se constrói em face alegre
Máscara sem eu mesmo em aparência

Num carnaval insólito em seu frege
O que me salva a cor nessa vivência
É saber que a poesia é quem me rege

Anibal Beça