Postado por Veredas em 13/07/2008 08:04
Consolo amargo
Mortos e mortos, tudo vai passando
Tudo pelos abismos se sumindo
Enquanto sobre a Terra ficam rindo
Uns, e já outros, pálidos, chorando
Todos vão trêmulos finalizando
Para os gelados túmulos partindo
Descendo ao tremedal eterno, infindo
Mortos e mortos, num sinistro bando
Tudo passa espectral e doloroso
Pulverulentamente nebuloso
Como num sonho, num fatal letargo
Mas, de quem chora os mortos, entretanto
O Esquecimento vem e enxuga o pranto
E é esse apenas o consolo amargo
Cruz e Souza