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Soneto de Agosto

Postado por Veredas em 14/07/2008 15:57


Esbelta surge! Vem das águas, nua
Timonando uma concha alvinitente
Os rins flexíveis e o seio fremente
Morre-me a boca por beijar a tua

Sem vil pudor! Do que há que ter vergonha?
Eis-me formoso, moço e casto, forte
Tão branco o peito! - para o expor à Morte
Mas que ora - a infame! - não se te anteponha

A hidra torpe!... Que a estrangulo! Esmago-a
De encontro à rocha onde a cabeça te há de
Com os cabelos escorrendo água

Ir inclinar-se, desmaiar de amor
Sob o fervor da minha virgindade
E o meu pulso de jovem gladiador