FIAT 500 (CINQUECENTO) 2007 Texto: Gustavo do Carmo
Foto: Divulgação
Inaugurando a versão Terra do Guscar2.
Na última quarta-feira a Fiat apresentou oficialmente o novo 500 especialmente para comemorar o cinquentenário do modelo arredondado que serviu de inspiração para as suas linhas e que foi homenageado pelo Guscar na seção História em Miniatura ( http://fotolog.terra.com.br/guscar:63 ).
No dia 4 de julho de 1957 o Cinquecento nasceu para oferecer uma opção de carro econômico e pequeno para os italianos terem um baixo custo de combustível e manutenção além de enfrentarem com agilidade o crescente trânsito já existente naquela época.
No dia 4 de julho de 2007, em uma festa em Turim, às margens do Rio Pó, o Cinquecento renasce para se tornar mais uma opção de estilo sofisticado e conforto para quem gosta de um carro moderno com estilo retrô, seguindo o exemplo de outros sucessos como o Mini e o New Beetle, que, em suas versões originais, eram concorrentes do antigo 500.
A quarta geração do 500 entrega a mudança de personalidade logo em suas medidas. Usando a plataforma do Panda, tem 3,55m de comprimento, 1,65 m de largura, 1,49 m de altura e 2,30 m de distância entreeixos. No antigo as medidas eram bem menores: Respectivamente 2,97m, 1,32m de largura e altura e 1,84m. O design, claro, foi adaptado para o novo século com faróis ovais de lentes translúcidas, ausência de quebra-vento, retrovisores com capas na cor do carro, teto de vidro e lanternas verticais maiores. Do clássico foram preservados o capô curto, os vincos na frente sem grade e na linha de cintura e a traseira inclinada. Até o novo logotipo FIAT em trapézio vermelho, estreado no médio Bravo, lembra o modelo clássico. O que não chega a ser nenhuma coincidência.
Por dentro, um acabamento bem mais requintado que o original. As únicas lembranças estão no quadro de instrumentos pequeno e circular, que hoje abriga o velocímetro, conta-giros e outros recursos atuais como computador de bordo. O volante tem três braços, é bem mais moderno, com botões multifunções. Mas a haste inferior é mais baixa de modo a destacar os dois braços laterais como era antigamente. O console é amplo e integra a alavanca de câmbio. Painel e bancos (anatômicos) podem ter 15 combinações de cores entre o branco, o bege, o preto, vermelho, cinza e marrom. E há opção de couro também. A tecnologia não poderia faltar no século XXI. Entre os equipamentos de segurança e conforto estão sete airbags, fixação de cadeirinha para bebê, luz de marcha diurna, controle de estabilidade, sistema Blue & Me com tecnologia Bluetooth, reconhecimento de voz, entrada USB e CD-Player com MP3. Quando começar a ser vendido em novembro, a preços variando entre 10.500 e 14.500 euros, terá navegador e disco rígido para a gravação de músicas.
A mecânica também evoluiu. O motor deixou o compartimento traseiro - que agora é o porta-malas de 185 litros com redes para a organização da bagagem - e a refrigeração a ar para ser montado transversalmente na dianteira com refrigeração a água. Serão oferecidas três opções, sendo duas a gasolina (1.2 8v de 69 cv e 1.4 16v de 100 cv) e um a diesel (1.3 16v Multijet de 75 cv). Com exceção da versão 1.4, que tem câmbio manual de seis marchas, todos têm câmbio de cinco. Futuramente virá a transmissão automática.
O compacto fashion-retrô é a versão final do conceito Trepíuno, mostrado no Salão de Genebra de 2004. Será o quarto Fiat batizado pela pronúncia Cinquecento (quinhentos em português). A primeira nasceu em 1936 e ganhou a alcunha popular de Topolino. O segundo é o carrinho cinquentão. O terceiro foi identificado por extenso como Cinquecento, em 1991, substituído pelo Seicento em 1998 e que, por sua vez, dará lugar a este novo compacto produzido na cidade polonesa de Tichy. Brasil? Se vier, só por conta de importadores independentes.