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Guscar 2 2008 - Para quem ama falar de carros

Postado por Gustavo do Carmo em 22/06/2008 16:37

VALE A PENA? - TOYOTA HILUX SW4 SRV 3.0 D-4D AUTOMÁTICA
FOTO 1 DE 4
Foto: Divulgação

PARTE 1 DE 2
Texto: Gustavo do Carmo

Nunca havia falado da Toyota Hilux SW4. O utilitário esportivo da mesma família da picape Hilux está entre nós há quase três anos. Foi lançado no final de 2005. Desde então, tem vendido razoalmente bem e sendo visto nas ruas com uma certa freqüência, embora um pouco menos que a irmã de caçamba. De janeiro a maio, a Hilux SW4 vendeu 2.993 unidades, bem mais que a Chevrolet Blazer (1.188), porém, muito menos que a linha Pajero (6.854, somadas as vendas do compacto TR4). Do Mitsubishi a versão que concorre de fato com o Toyota é o Sport HPE. Outros concorrentes como Nissan Pathfinder, Kia Sorento e Hyundai Veracruz aparecem lá atrás, com menos de mil veículos circulando. A primeira nem está na lista dos cem veículos mais vendidos. Curiosamente, são modelos tão modernos quanto a SW4.

Desde que chegou ao Brasil, há dezesseis anos, a SW4 sempre foi considerada a perua da Hilux. Na atraente nova geração, batizada IMV, agora fabricada em Zárate, cidade argentina, o parentesco ficou ainda mais acentuado. Ao mesmo tempo, a atual sport-utility tem suas particularidades. Apesar do desenho frontal idêntico ao da picape, seus faróis têm duplo refletor e a grade é escura com um friso cromado na parte superior. A outra tem refletores simples e grade na cor do carro. O interior cinza desta deu lugar ao bege para fugir da mesmice. O conforto é de carro de passeio, com o ambiente a lembrar o anterior Corolla. O acabamento é mediano. Poderia ser melhor para o seu preço. A maior atração é a iluminação do quadro de instrumentos Optitron, por LED, que garante um efeito quase tridimensional. A capacidade interna é para cinco pessoas (a SW4 anterior oferecia sete lugares), mas o espaço é melhor para os dois passageiros das extremidades do banco traseiro bipartido e reclinável. O passageiro do meio não tem encosto de cabeça, cinto de três pontos e ainda sofre com a elevação no piso. O porta-malas tem 900 litros. E não é com o banco rebatido, que aumenta a capacidade para 1.700 litros.

Vista de fora, a Hilux SW4 parece um monstro. Mas tem apenas 4,69m de comprimento, 1,84m de largura e 2,75m de entre-eixos. Até a medida das rodas é de 16 polegadas. O que dá a impressão de brutamontes é a altura de 1,85m. Apesar da tração 4x4 permanente, com reduzida e bloqueio do diferencial central de deslizamento limitado, é um carro mais urbano. Por isso, o ângulo de entrada de 30*, com 25* de saída, que eu achei pouco. O vão livre é de 22 cm. Por incrível que pareça, a SW4 é um carro leve. Seu peso de 1.900 kg só é maior que o do Pajero. Acelera de 0 a 100 km/h em 13,6 segundos, impulsionados pelo motor turbodiesel 3.0 D-4D de injeção eletrônica e direta de combustível por duto único (common-rail) e quatro válvulas por cilindro, rendendo 163 cavalos (boa potência). E é um carro gostoso de dirigir.

Continua em:
http://fotolog.terra.com.br/guscar2:108

VEJA TAMBÉM:

Foto da traseira:
http://fotolog.terra.com.br/guscar2:107

Foto do interior:
http://fotolog.terra.com.br/guscar2:106



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