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Multiplicidade do amor

Postado por horizon em 22/11/2009 09:52


Quando virás para me amar
Quando virás lá de longe para me amar
Quando serei teu, enfim, sem reservas
Navego solitário e a sós neste imenso mar
Carregado pelo colo das sensuais servas

Que Ódin fez descer à Terra para ouvir
Os meus muitos lamentos mais grotescos
Mas, se tudo isto, são só penas de carpir
Acabam-se aqui os distintos parentescos

Tão sozinho é como eu meu sinto agora
E a minha alma contigo, enfim, namora
Mais que tudo isto é quimera de verve

E vou daqui para outro lugar, buscar-te
E se quiseres saber qual o meu estandarte
Eu sou só aquele que nada mas nada deve

Jorge Humberto