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Ilha do Governador

O objetivo deste Fotolog é resgatar a história da Ilha do Governador, através de fotos , informações e comentários de seus visitantes.
As colaborações podem ser enviadas para : ilhajaime@gmail.com

Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Jaime G. Moraes em 05/10/2007 23:53

Praia do Jequiá - década de 40
.

O trecho da Praia do Jequiá compreendido entre o final do Saco do Jequiá e a Ribeira é conhecido por Cabaceiros , local da foto apresentada .
No local existe uma extensão de terra e areia que foi chamada de “Ponta da Cousa Má “ até meados dos anos 40.
A região, era propriedade de Fernandes da Fonseca, também conhecido por “Aguaceiro”, que possuía além de um pequeno estaleiro, algumas chatas para o transporte de materiais e água potável para os moradores da Ilha.
Na foto, em primeiro plano , uma das chatas ( o melhor : o que restou dela ) e mais ao fundo a Ponta da Cousa Má , onde funcionou inicialmente o estaleiro de Fernandes & Martins , construindo embarcações de madeira, forradas com chapas de cobre.
Mais tarde, na década de 40, se instalou no mesmo local parte do complexo Shell e uma fábrica de propriedade de um alemão chamado Max , que segundo alguns fabricava sardinhas enlatadas. ( na realidade, pouco se conhece sobre as atividades do Sr. Max ... ) .
Na década de 50 o local foi ocupado pela fábrica de gordura de coco Dunorte, de propriedade de José Bastos Correa, que lá funcionou até 1970 .

Agradecimentos a Rubens M. Bensabat pelo envio da foto.

O E- mail : ilhajaime@gmail.com encontra-se a disposição dos visitantes para o envio de fotos, artigos ou comentários sobre a Ilha do Governador



Comentários (4):

Em 6/10/2007, às 00:01:38, Rouen | fotolog disse:
Na Av. Rui Barbosa também havia uma chata deste tipo, afundada pela metade.
Brinquei nela vários anos, agora está debaixo do Aterro do Flamengo.
Daqui 100 anos ao cavarem para colocar mais um cabo de fibra vão encontrá-la e dizer que é de vickings que vieram antes do Cabral.

Em 6/10/2007, às 09:19:44, JBAN disse:

Jaime, seu acervo é inesgotável.


Em 8/10/2007, às 16:34:48, jose lopes | e-mail disse:
fui representante da gordura de coco dunorte e sabao DK ,Dacopa por muitos
anos sempre estava com o sr.Zequinha,quando o mesmo morreu dormindo e foi vendido para o sr,Joseu não me lembro do sobrenome,quando trabalhei e lancei o produto em Minas Gerais onde se tornou lider pela deficiencia em passava a Carioca e a UFE,praticamente não existia,tinha tambem a Brasil de São Paulo
Em 27/06/2008, às 18:13:59, wilson paula filho | e-mail disse:
Morava perto desse local. Passava sempre por ai quando ia ver os jogos de futebol na Shell,aos domingos, nos anos 50. Cheguei a jogar nos infantis da Shell.Há precisos 50 anos, no dia 29 de junho de 1958,um domingo, dia da 1ª conquista da copa do mundo pelo Brasil, estávamos no Galeão, no campo do Cruzeiro, jogando contra aquele clube. Ouvimos o jogo pelo rádio.
Vi quando fizeram o aterro citado acima, para abrigar melhor a fabrica da gordura de côco Dunorte. Ela era bem branquinha e fazia muita espuma. De minha casa, na praia do Jequiá 148, podia sentir o cheiro do côco quando ela era produzida. Dava uma vontade danada de comer cocada.
Conhecia muito bem alguns netos do dono da Dunorte, principalmente o Zé Moraes, que foi meu colega de Colégio Governador. Como gostava muito de jogar futebol de salão, e sendo a sua família muito rica, presenteou o Colégio Governador com o piso de cimento em nossa quadra, que era de saibro.
Bons tempos aqueles.
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