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Ilha do Governador

O objetivo deste Fotolog é resgatar a história da Ilha do Governador, através de fotos , informações e comentários de seus visitantes.
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Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Jaime G. Moraes em 26/08/2007 00:20

Bananal - Bonde - 1964
.

Nada deixou mais saudades aos antigos moradores da Ilha do Governador do que o bonde .
O bondinho verde , no seu vai – e vem , era muito mais do que um meio de transporte .
Era algo que unia quase toda a população insulana. Seus usuários não eram simples passageiros . Eram amigos... Pessoas que amavam a Ilha .
Pelos seus bancos de madeira envernizada, novas amizades surgiam a cada dia , abençoadas pela brisa do mar .
Na foto de hoje podemos ver, depois de passados 43 anos ; a estudante, a dona de casa, o aposentado, o fuzileiro no reboque e o Condutor ( neste caso o que tinha o apelido de “Mané P.M.” ) , aguardando a partida para a Ribeira. Como gostaríamos de estar junto a eles nesta viagem ...

Ao amigo Rubens Bensabat, que nos cedeu a foto, o agradecimento dos Insulanos, por nos proporcionar mais esta viagem no tempo...



Comentários (29):

Em 26/08/2007, às 00:43:57, Nana | fotolog disse:
Jaime,
Adoro bondes.
Eles exercem um fascínio em mim.
Talvez por não ter tido a sorte, de conviver com esse tipo de transporte, como com os trens.
Eles são uma lenda...
Em 26/08/2007, às 03:31:41, Interessado na Penha disse:
Por trás do bonde, seria aquele bar na esquina daquela rua em frente à Pedra da Onça onde o ponto final do Castelo-Bananal estava localizado?
Creio que estou reconhecendo aquela árvore à direita!
Pedra da Onça era a praia favorita de minha família e sempre estávamos lá, mas em 1964 eu já estava deixando de ir à Pedra da Onça pois eu havia criado asas e buscava outras praias mais longínquas, por exemplo Copacabana, na qual os cariocas residentes nos subúrbios eram recebidos com grandes faixas localizadas em pontos estratégicos com ordem aos humildes suburbanos para não visitarem o tão eminente bairro.


Em 26/08/2007, às 03:39:20, Tânia Cox disse:
Olhando essa foto fico imaginando qntas vezes andei neles, indo pro Bananal pra casa de amigos e voltando pra Frequesia onde morava.
Nem pegava no ponto pegava em movimento e saltava tbém. Não pagava , eram tantas idas e vindas que motorneiros e trocadores me conheciam, ia e voltava nos estribos!
Muito boa essa parte da minha infância a adolescência, sou grata aos bondinhos, colaboraram muito pra minha felicidade na epoca. Como a Ilha era limpa.
Lindo Jaime, é gratificante ler vc amigo.
Em 26/08/2007, às 03:45:23, Tânia Cox disse:
Era sim um bar que tinha um pqno quiosque que vendia café e outras pqnas coisas aos motorneiros trocadores e motoristas de ônibus, se eu não me engano era de um Suiço casado com uma mulata, naquele tempo um escândalo eles eram muito bacanas com a minha turma. A cozinheira deles durante anos foi criada na casa de minha avó,chamava-se Enedina,a Ninidi nossa ama de leite, uma pessoa maravilhosa, neta de escravos, gente dá uma saudaaaaaaade!
Em 26/08/2007, às 03:54:43, Interessado na Penha disse:
Tânia, meu período de Pedra da Onça foi mais ou menos entre 1953 e 1965. Eu não era morador da Ilha. Qual a época que você menciona sobre o quiosque?
Observe o uniforme do condutor (ou motorneiro)!!! Em outros lugares do Rio o uniforme dos funcionários de bondes era azul marinho quase preto.
Em 26/08/2007, às 06:25:09, Luiz D' | página pessoal disse:

Quem é que, tendo vivido na época dos bondes no Rio, não sente saudades deles?
Em 26/08/2007, às 07:19:24, Interessado na Penha disse:
Eu tenho uma intensa relação emocional com bondes pois meu pai foi condutor (trocador) de bondes desde o início dos anos 40 até o término dos bondes por volta de 62-63. Quase sempre trabalhou na linha Penha-Praça Mauá e eu durante as férias escolares costumava acompanhá-lo nestas viagens de trabalho. Sempre sentadinho no primeiro banco atrás do motorneiro, à janela. E eu era muito conhecido por estes funcionários dos bondes do subúrbio da Leopoldina o que diminuía minhas possibilidades de andar de carona e pegar/saltar de bondes em movimento. É impressionante como meu pai suportou tantos anos neste trabalho, acordando de madrugada e voltando tarde para casa, cansado, esgotado e de certa forma desiludido da vida dura. Mas o filho está vivendo uma vida muito melhor do que o pobre pai...
Em 26/08/2007, às 09:53:53, JBAN disse:

A foto é muito bacana. E as cores... o máximo.

O bonde poderia ter continuado na Ilha sem o menor problema, mas o Lobby contra era muito poderoso.

Em 26/08/2007, às 11:22:54, Marcelo Almirante disse:
Foto incrível. Quanto ao bonde número 7, tinha visto ele numa publicação do balanço do governo do Henrique Dodsworth (1938-1944). Era uma foto do período 1943-1944 com o bonde tracionando mais 2 reboques. Na legenda dizia inauguração de nova linha.

Fonte: PREFEITURA DO DF 1944
Julho - Comemoração do 7o. ano da Adm.
Henrique Dodsworth
Em 26/08/2007, às 11:36:56, Tânia Cox disse:
Interessado na Penha
bom dia , eu nasci na Ilha em 47, só me mudei de lá em 1982( para minha tristeza saí chorando mas foi necessário)então peguei essa epoca até 65 qndo o bonde foi extinto.
O " quiosque" que falo era de cimento, um apendice do bar, servia só refri pão na manteiga/ mordadela e café puro ou " pingado" coisa bem prática para motoristas, motorneiros e alguns banhistas ocasionais vindos de fora , ficava a direita dessa foto,apenas um quadrado com um balcão onde deveria ser o muro.
Parabéns pro pai que teve, esses homens fizeram parte da minha infância e juventude e eram especiais no carinho com que nos tratavam. Verdadeiros cavalheiros que sabiam até a hora de parar o bonde e dar um pito nos mais ousados! Ficamos quietinhos por alguns minutos! Depois eu não garantia, eramos jovens e inocentes, levados porém sadios, sabiamos respeitar os mais velhos.
Menino se vc imaginar a maravilha de infância que eu tive....graças a Ilha.
Em 26/08/2007, às 13:48:15, Interessado na Penha disse:
Tânia,
Eu nasci em 48 na Penha.
OK, pela tua descrição do quiosque eu sei perfeitamente onde era. Como já disse, a Pedra da Onça era a praia favorita de minha família e certamente nossos passos cruzaram-se naqueles áureos anos. A vida na Ilha era espetacular. Vou te contar uma coisa: uma amiga minha namorou um daqueles fuzileiros navais que ficavam de prontidão na entrada do quartel. Lembro-me ainda hoje que o nome dele era Barnabé. Sim, estranho, mas verdade.
No fim de um longo dia de praia na Pedra da Onça era de costume comer um cachorro quente de um vendedor ambulante que sempre estava sob aquela árvore mais próxima à Pedra da Onça.
Diga-me: como está aquela região próxima ao Bananal e Pedra da Onça nos dias atuais? Ainda existe a linha Castelo-Bananal? Como chegar lá de ônibus?
Saudações e bom domingo.

Em 26/08/2007, às 15:09:06, Otávio | e-mail disse:
Sim, ainda existe a linha Castelo-Bananal, 328, e aquela região continua calma e tranquila. Meu irmão acaba de casar e vai morar num prédio em frente à praia da Guanabara. Algumas casas antigas ainda existem, alguns prédios antigos também, mas se pode ver bonitos e novos prédios agora. Uma forma ainda melhor de ir para lá, é pegar a barca na praça quinze e descer na nova estação do cocotá, e de lá, pegar um ônibus e após 5 min, saltar na pedra da onça.
Em 26/08/2007, às 17:19:33, Interessado na Penha disse:
Otávio, obrigado pelas informações. Há muitas saídas das barcas da Praça XV para o Cocotá diáriamente?
A praia da Guanabara que você menciona é a mesma que era conhecida nos velhos tempos como "Jardim Guanabara"?
No próxima ano vou fazer uma visita à Pedra da Onça. Já fazem cerca de 40 anos que não vou lá.
Em 26/08/2007, às 18:46:11, Tânia Cox disse:
Não a Praia da Guanabara começa na Frequesia qndo termina ( ou começa não sei a numeração) a Praia do Barão, e sim, como disse o amigo acima, ainda existe busão direto pra lá o 328 Castelo x Bananal. Na Penha vc tem o Madureira x Bananal( esqueci o nº, acho que é 910?!?!)
Bananal é um dos poucos lugares tranquilos da Ilha, ainda existem antigos moradores ou seus descendentes.
Vá sim , eu vou qndo posso e volto triste por que tenho que vir e lamentando que nossa Ilha não seja nem sombra do que foi!
Jaime vc está conseguindo além das fotos e comentários um "lar" para os orfãos da Ilha, obrigada amigo.
Em 26/08/2007, às 21:41:02, Sara disse:
Eu frequentava a praia da Pedra da Onça, mas nos anos 80 e ainda era uma praia limpa e havia muitas maritacas nas árvores. Depois do meio dia, a areia sumia e ficava só um pedacinho, o resto era engolido pelo mar. Sinto saudades dessa época.
Em 27/08/2007, às 01:26:11, Roberto Tumminelli | fotolog disse:

Fantástica foto, ainda mais sendo colorida!!!

:-)))
Em 27/08/2007, às 06:04:57, Interessado na Penha disse:
Otávio e Tânia
Obrigado pelas valiosas informações. Mas faltou uma: o tráfego das barcas da Praça XV para o Cocotá é frequente? Não sou morador da Penha a alguns milenios e por este motivo o ônibus Madureira - Bananal não me facilita. Melhor opção é o caminho marítmo, que imagino também ser o mais seguro.
Em 27/08/2007, às 21:52:58, Tânia Cox disse:
Horários de barca estou por fora, sinto mutio Interessado.
Capaz de vc encontar na net. vou tentar e te falo ok?
Em 27/08/2007, às 21:56:23, Tânia Cox disse:
Cocotá ( I. Governador ) / Rio ( Pç. XV )

6h40min

7h30min

8h10min

9h

10h

11h

13h45min

15h20min

16h50min

18h10min

20h25min


Em 28/08/2007, às 05:04:39, Interessado na Penha disse:
Tânia,
Te agradeço imensamente pela ajuda! No próximo ano, em abril, vou visitar este local.
Atenciosamente, cordiais saudações
Em 8/09/2007, às 19:29:51, Marco Aurélio Lacombe Feijó | e-mail disse:
Havia na Ilha um tipo muito interessante conhecido como Cunha.Tinha,ao que parece especial capacidade para controlar a dor,tanto que se deixava bater com força exagerada em qualquer parte do corpo sem reagir.
Um dia,o Cunha desceu da barca na Ribeira,pegou este bonde,sentou-se,e então passou a ser ofendido,sem mais nem menos, por um passageiro,que o ameaçava,na vã esperança de dar-lhe uma surra,sabe-se lá o porquê.O Cunha era baixinho e apesar de entroncado parecia presa fácil para o tal sujeito.Foi aguentando as provocações durante toda a viagem.Quando o bonde chegou ao Bananal,exatamente como na foto, Cunha desceu,pegou o cara no colo,levou-o até o trapiche e,lá no fim,jogou,atirou o provocador ao mar,o mais longe que pôde.O fato foi presenciado por meu pai e seus amigos que,conhecendo o potencial do baixinho,recusaram-se a descer do bonde em seus respectivos pontos,só para presenciarem o que já anteviam inevitável.
Em 16/09/2007, às 10:42:03, MENDES | fotolog disse:
O BANANAL tinha agua azul...o onibus 910 MADUREIRA-BANANAL nos levava até suas águas...era muito legal...eu morava em Ramos e o ônibus passava para nossa alegria de irmos a praia e a preocupação de minha mãe com o perigo a porta de casa na antiga rua das MISSÕES atual Rua Nsa Sra das Graças...
Em 27/10/2007, às 07:46:38, Gina Ferreira disse:
Eu conheci o Cunha. Valeu.
Em 6/04/2008, às 21:26:58, joel gonzaga disse:
o que legal a internet,encontrar esta matéria....Eu andei muito de bonde em 1964 pois fui fuzileiro naval e ia muito de bonde para o quartel aí no bananal.E passeava muito pela ilha, não tinha família aí e morava em uma pensão aí na ilha.Ainda tem o quarrtel? Estou em santa catarina mais quero ainda visitar onde fiz a minha escola de recruta, e depois fui para o batalhão riachuelo que fica aí mesmo na ilha.antes era tão calmo isso aí, e hoje como está? hoje tem balsa para ir até aí, da praça xv? Eu saí daí em 1969, servi na ilha das cobras, no cruzador tamandaré, época que deixaram saudades e que hoje não tem a traquilidade dos anos anteriores.Rio que andei muito quando jovem, como copacabana, central do brasil,praça onze, niteroi,festa da penha, ramos, olaria eu tinha uma namorada lá, campo do santana, bairro de fátima, praça tiradentes, monumento dos mortos da segunda guerra no flamengo, o qual eu dei guarda, é só saudades, pena é que tem muita violencia neste pais.Além da saudade, o que eu trouxe do rio foi minha esposa que eu a conheci num dia de serviço no monumento dos mortos no flamengo,e que está comigo a 38 anos, e quando posso vou a nova friburgo rj onde ela tem familiares, mas passo rápido pelo Rio.Mas quero ir no rio fazer um passeio e fazer umas visita nos lugares onde passei, inclusive onde servi nos quarteis.Quero aproveitar este espaço,se tiver colegas que serviram naquela época de 1964 a 1969 na ilha no batalhão humaitá,batalhão riachuelo, centro de instrução do C.F.N e no cruzador tamandaré, entre em contato comigo, fui fuzileiro naval, SD FN GONZAGA meu email reservabriosa@hotmail.com grato.
Em 13/04/2008, às 14:40:27, Vladimir Nascimento disse:
Tb conheci o Cunha. Eu era criança ainda mas lembro-me das "histórias " destinadas a ele.
Em 22/05/2008, às 01:12:22, Augustinho(Camargo) disse:
Grande Cunha.Muitas lendas em torno de sua pessoa.Impossível de receber injeção pois as agulhas não penetravam em seu corpo..Se enforcava.Deixava que os outros dessem socos em seu corpo e nada sentia.Diziam que após sua morte seu corpo seria doado para estudos científicos.Uma simpatia o pai do Jorginho.
Em 6/06/2008, às 11:28:46, wilson de paula | e-mail disse:
O bonde era e é um simbolo de nossa ilha. Os trilhos estão, até hoje, sob o asfalto. Andava neles todos os dias. Saia do ponto do Zumbi, em frente à escola Cuba, e ia para o Colégio Governador, no Cocotà. Realmente todos eram conhecidos. Gostava de andar nos estribos. Pegava e descia do bonde andando. Nunca cai. Tenho decorados em minha memória todos os pontos de parada do bonde. Começavam a circular cedo. Penso que o primeiro saia da Ribeira um pouco depois das 5hs da manhã. Cansei de pega-lo cedo, 5:30hs mais ou menos, quando tinha educação física. Muita saudade.
Em 18/11/2008, às 11:19:00, joel gonzaga | e-mail disse:
o saudades.... servi nesta época na ilha do governador como fuzileiro naval aí no bananal e andei muito de bonde, a ilha era uma maravilha, e hoje como está? aceito entrar em contato via email para relembrar aquela época, meu email reservabriosa@hotmail.com abraços.
Em 20/08/2009, às 12:41:14, Roberto Thompson Henriques | e-mail disse:
Nasci na Ilha do Governador em 1948. Não sei porque motivo outro dia lembrei das histórias do Cunha contadas por meu pai. Eram coisa absurdas com uma que afirmavam ninguém conseguia dobrar suas orelhas. Casos de feijoadas que ele comia a panela toda etc. Moramos na Freguesia e meu pai foi dono do foto Itamar. Quem lembra do cine Itamar. O Foto ficava no conjunto de salas na lateral do cinema no primeiro andar. Minha mãe, que trabalhava também no Foto, fazia retoque nos negativos com lápis duro de ponta fina. Uma vez refez o olho de um cliente que tinha uma deficiência. Ela contava que o cara pegou as fotos e comcara de admirado pagou e saiu sem nada dizer. Morei até 1958 na Ilha e frequentava demais a praia em frente a praça. Havia também os pic-nic's na Ilha d'agua, hoje depósito de óleo da Petrobras. Não havia poluição na baia e várias vezes pescamos camarão na beira do mar juntos às pedras da freguesia. Realmente foi uma infância muito feliz apesar de algumas dificuldades da época. Realmente a saudade é grande.
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