Comentários (7):
Em 4/07/2009, às 12:09:21,
http://fotolog.terra.com.br/jcct6
disse:
Olá Amigo JAIME G MORAES, estou passando para agradecer sua visita e dizer que a foto e historico são muito interessante.
Abraços e um ótimo final de semana.
Até.
Em 4/07/2009, às 18:06:45,
Alvaro Botelho
disse:
Quando mudei da Freguesia para o lugar denominado Pixunas, aí ao lado dos Bancários, foi mais ou menos em 1953. Lembro que nossa água era de poço, escavado na parte baixa do morro que havia ao lado da casa. Durante muitos anos várias famílias usaram esse poço, única fonte de água. Tudo era precário. A luz vinha da Estrada da porteira e o relógio da luz (de fusível) ficava lá, num poste de madeira à margem da Estr da Porteira, ainda de barro, a uns 200 metros da casa. A luz era fraquinha e oscilava muito. Era comum queimar o fusível e a gente ficar sem luz com frequência. Não havia eletrodomésticos, só rádio e uma geladeira GE de 30 anos. Banho frio em qualquer época e hora. Quando chovia, lama quando fazia sol, poeira.
Bem, vocês devem esta perguntando como é que alguém pode ter saudades de uma época dessas, pois é, nós temos saudades mais não das dificuldades, temos saudade da liberdade, do espaço, das prais, dos muitos campinhos de futebol para jogar pelada e levantar muita poeira, das brincadeiras de criança todas ao ar livre: Pique, bandeirinha, pular corda, subir em árvore, frutas aos montes, sem cercas e raros muros, e uma grande família, formada por todos que moravam próximos, uma verdadeira irmandade! É disso que temos saudades!
Outra foto próxima do local acima:
http://fotolog.terra.com.br/ilhadogovernador:95
Em 4/07/2009, às 21:21:18,
wilson paula filho
disse:
Querido amigo Alvinho, a sua experiência não é diferente da minha. Nasci na Colônia Z1 dos pescadores e a água lá não era de poço, mas só existia na caixa dàgua central , onde todos tinham que ir busca-la. Na casa que eu fui morar, logo depois da Colônia, ainda bem pequeno, já na Praia do Jequiá, que você conhece, só havia um poço onde tíravamos a água.A água encanada só chegou muito tempo depois. Muitas frutas, muita liberdade, muitos amigos, muito futebol, muita pescaria, muito marisco, muito siri etc, etc, etc. Esse foi o nosso tempo, onde a felicidade era uma constante, apesar de todas as nossas dificuldades. Está comprovado amigo que a felicidade, objetivo maior do homem, não está, necessariamente, atrelada ao progresso e à prosperidade. Obrigado amigo por seu testemunho.
Em 5/07/2009, às 14:11:21,
Maria Thereza Neves
disse:
É dessa liberdade, dessas brincadeiras que temos saudades, das famílias que não tinham medo nem vergonha de ser o que eram, pessoas simples, honestas de amizades sinceras.Tanto que hoje estamos a lembrar com carinho.
Aqui em Rondonia, temos casas com água de poço, as crianças brincam no quintal e nas ruas de barro, levantando poeira, só que as brincadeiras não são com tanta inocência que eram em nosso tempo.
Ontem mesmo estava observando as meninas brincando e percebi que apesar do cenário ser parecido, as brincadeiras são bem diferentes.
Ótima fotos... ótimas lembranças!
Beijos! bom final de domingo.
Em 6/07/2009, às 18:58:17,
Annette Fust
disse:
Maria Thereza, agora lembrei das palavras do nosso querido Jorge Botelho:"Naquele tempo todos se conheciam, parecíamos uma grande família".
Em 6/07/2009, às 23:06:05,
Maria Thereza Neves
disse:
É Annette na verdade éramos uma grande família!
Saudades...!
Em 8/07/2009, às 10:29:01,
Eny Coelho da Paixão
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e-mail
disse:
Jaiminho, fiquei surpresa em saber que a minha família chegou justamente no primeiro dia: 4/04/1953 ! Nesta foto,que meu pai tirou,o Sr. que está de frente , sem camisa, é Sr. Rafael,que era o nosso vizinho.Todo dia,pela manhã,antes de ir para o Banco, papai ficava num vai e vem,levando latas de água, até completar os dois galões (acho que 200 litros cada um ) pois não deixava que nem Mamãe, nem as filhas carregassem água.Apesar desses contratempos, foi uma vida muito feliz que tivemos.Realmente , conseguimos formar uma grande família! Agradeço a você a oportunidade que nos dá.Abraços