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Ilha do Governador

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Categoria: Bairros e Cidades
Postado por Jaime G. Moraes em 03/07/2009 22:22

Bancários - 1953
.

Os primeiros moradores a ocuparem o então Conjunto Residencial Jardim Duas Praias, chegaram às suas novas residências em 4 de abril de 1953.
As casas, construídas em quatro padrões diferentes eram chamadas de A ; com três quartos e dependências de empregadas, localizadas na Avenida AB, ou “ Rua do Canal” , Tipo B, com três quartos , localizadas em ruas transversais, juntamente com o tipo C , de dois quartos e as de tipo D, algumas poucas unidades com uma área de terreno menor , localizadas na Rua “M”, atual Max Yantok.
No entanto, devido a necessidade urgente da mudança, os moradores aceitaram em ocupar suas casas , mesmo sem água e com o fornecimento de energia elétrica precária.
Durante algum tempo, todas as residências eram iluminadas à noite por lampiões de querosene.
A água era um outro problema... Por ser uma região de aterro, não adiantava cavar um poço. O máximo que se obtinha era uma água escura e salobra.
A solução era apanhar a água em uma bica situada na pracinha , logo na entrada do conjunto, mesmo que para aqueles que residissem mais próximo da praia, representasse uma caminhada com quase um quilômetro.
Esta tarefa passou a ser executada principalmente pelos chefes de família, após o regresso do trabalho , fazendo com que uma fila se formasse defronte a biquinha. Enquanto aguardavam, os novos moradores trocavam idéias , felizes por estarem residindo em casas que um dia se tornariam de sua propriedade.

Na foto, o “ barracão”, onde funcionou o escritório da empresa construtora ( ECOR ) , junto a bica. A rua a direita é a atuam Benedito Patrício ( antiga rua P ) e a transversal a atual Avenida Ilha das Enxadas ( antiga Avenida AB ).

Agradecimentos a Eny Coelho Paixão pelo envio da foto.

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Comentários (7):

Em 4/07/2009, às 12:09:21, http://fotolog.terra.com.br/jcct6 disse:
Olá Amigo JAIME G MORAES, estou passando para agradecer sua visita e dizer que a foto e historico são muito interessante.
Abraços e um ótimo final de semana.
Até.
Em 4/07/2009, às 18:06:45, Alvaro Botelho disse:
Quando mudei da Freguesia para o lugar denominado Pixunas, aí ao lado dos Bancários, foi mais ou menos em 1953. Lembro que nossa água era de poço, escavado na parte baixa do morro que havia ao lado da casa. Durante muitos anos várias famílias usaram esse poço, única fonte de água. Tudo era precário. A luz vinha da Estrada da porteira e o relógio da luz (de fusível) ficava lá, num poste de madeira à margem da Estr da Porteira, ainda de barro, a uns 200 metros da casa. A luz era fraquinha e oscilava muito. Era comum queimar o fusível e a gente ficar sem luz com frequência. Não havia eletrodomésticos, só rádio e uma geladeira GE de 30 anos. Banho frio em qualquer época e hora. Quando chovia, lama quando fazia sol, poeira.
Bem, vocês devem esta perguntando como é que alguém pode ter saudades de uma época dessas, pois é, nós temos saudades mais não das dificuldades, temos saudade da liberdade, do espaço, das prais, dos muitos campinhos de futebol para jogar pelada e levantar muita poeira, das brincadeiras de criança todas ao ar livre: Pique, bandeirinha, pular corda, subir em árvore, frutas aos montes, sem cercas e raros muros, e uma grande família, formada por todos que moravam próximos, uma verdadeira irmandade! É disso que temos saudades!
Outra foto próxima do local acima:
http://fotolog.terra.com.br/ilhadogovernador:95
Em 4/07/2009, às 21:21:18, wilson paula filho disse:
Querido amigo Alvinho, a sua experiência não é diferente da minha. Nasci na Colônia Z1 dos pescadores e a água lá não era de poço, mas só existia na caixa dàgua central , onde todos tinham que ir busca-la. Na casa que eu fui morar, logo depois da Colônia, ainda bem pequeno, já na Praia do Jequiá, que você conhece, só havia um poço onde tíravamos a água.A água encanada só chegou muito tempo depois. Muitas frutas, muita liberdade, muitos amigos, muito futebol, muita pescaria, muito marisco, muito siri etc, etc, etc. Esse foi o nosso tempo, onde a felicidade era uma constante, apesar de todas as nossas dificuldades. Está comprovado amigo que a felicidade, objetivo maior do homem, não está, necessariamente, atrelada ao progresso e à prosperidade. Obrigado amigo por seu testemunho.
Em 5/07/2009, às 14:11:21, Maria Thereza Neves disse:
É dessa liberdade, dessas brincadeiras que temos saudades, das famílias que não tinham medo nem vergonha de ser o que eram, pessoas simples, honestas de amizades sinceras.Tanto que hoje estamos a lembrar com carinho.
Aqui em Rondonia, temos casas com água de poço, as crianças brincam no quintal e nas ruas de barro, levantando poeira, só que as brincadeiras não são com tanta inocência que eram em nosso tempo.
Ontem mesmo estava observando as meninas brincando e percebi que apesar do cenário ser parecido, as brincadeiras são bem diferentes.
Ótima fotos... ótimas lembranças!
Beijos! bom final de domingo.


Em 6/07/2009, às 18:58:17, Annette Fust disse:
Maria Thereza, agora lembrei das palavras do nosso querido Jorge Botelho:"Naquele tempo todos se conheciam, parecíamos uma grande família".

Em 6/07/2009, às 23:06:05, Maria Thereza Neves disse:
É Annette na verdade éramos uma grande família!
Saudades...!

Em 8/07/2009, às 10:29:01, Eny Coelho da Paixão | e-mail disse:
Jaiminho, fiquei surpresa em saber que a minha família chegou justamente no primeiro dia: 4/04/1953 ! Nesta foto,que meu pai tirou,o Sr. que está de frente , sem camisa, é Sr. Rafael,que era o nosso vizinho.Todo dia,pela manhã,antes de ir para o Banco, papai ficava num vai e vem,levando latas de água, até completar os dois galões (acho que 200 litros cada um ) pois não deixava que nem Mamãe, nem as filhas carregassem água.Apesar desses contratempos, foi uma vida muito feliz que tivemos.Realmente , conseguimos formar uma grande família! Agradeço a você a oportunidade que nos dá.Abraços
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