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Inquietações dos futuros mestres e doutores

Postado por GaleraPósUFBA em 10/10/2004 11:54

Boa leitura!
Citei trechos deste livro - O Paradigma Educacional Emergente, da Maria Cândida Moraes - no meu blog e pensei que seria interessante colocar aqui também. Segue um trecho com o qual me identifiquei bastante:

"Uma educação espiritual requer maior conscientização de fraternidade humana, a percepção de que não estamos sós e de que não podemos crescer isolados. A evolução é e sempre será coletiva. Depende do crescimento individual e do reconhecimento da necessidade de crescimento mútuo. É uma ligação espiritual que abrange sentimento, conhecimento e sensibilidade. É abertura, confiança, aceitação, um encontro profundo entre pessoas, que envolve relações humanas transformadoras, sem simulações nem fingimentos e a compreensão de que estamos neste planeta numa viagem compartilhada em busca do significado da vida. Pressupõe amor genuíno pela humanidade, uma comunhão intensa com o mundo, com base no fortalecimento da própria individualidade." (1997, p.110)

Concordo plenamente. Não poderia estar melhor expresso em palavras o porquê do meu interesse pela vida das pessoas, de me relacionar com elas aprendendo através da convivência, de trocar experiências, de tentar ajudar a quem me pede ajuda, de não ter vergonha de pedir ajuda e de tentar passar um pouco do que venho aprendendo no decorrer da minha caminhada. Para mim, de nada adianta um crescimento isolado. De nada adianta uma felicidade solitária. Para que se sentir pleno e feliz se ao olharmos pros lados encontramos tristeza e desespero? Divido o pouco do que aprendi até agora e dou conselhos com o intuito de auxiliar de alguma forma no processo de aprendizagem de quem está perto de mim. E, da mesma maneira, ouço experiências alheias e procuro tirar delas lições para minha vida, lições que auxiliem no meu processo de amadurecimento espiritual.

Espero que vocês tenham gostado! Bom domingo!



Comentários (9):

Em 10/10/2004, às 13:43:59, Leo | página pessoal | e-mail disse:
Não há duvidas de que não há alternativas disponíveis, senão a evolução. Uma nova era já está aí: uma era de mais compreensão, de oportunidades iguais, de amor incondicional. E, como educadores, sei que temos um papel fundamental: é a partir desse novo paradigma, e da aplicação dele, que estaremos alavancando o processo de mudança. Mais cabeças precisam pensar dessa forma, mais pessoas têm de se enxergar unas com o todo, tem de compreender o fato de que não há separação, de que o que o outro sente me afeta e vice-versa... e por aí vai.
Em 10/10/2004, às 21:59:23, André Carvalho | e-mail disse:
Gentem, que massa. O paradigma holístico espraiando-se pelas cabecitas pensantes das Letras. Cabe a nós, futuros (ou já) pesquisadores com esta consciência, inaugurar um fazer científico que contemple o ser integral, em seus diferentes domínios - corporal, emocional, mental - para não repetirmos o modelo de cientista com cérebro e sem coração. Se tiverem tempo, leiam a obra de Pietro Ubaldi, filósofo italiano, e (pra quem está aberto a isto) a obra psicológica de Joanna de Ângelis, via psicografia de Divaldo Franco.
Em 10/10/2004, às 23:09:52, André Carvalho | e-mail disse:
Quem vai pa Theresinha quinta-feira? Eu mêrmo vô. Cê vai, Léo? Cê vai, Raquel? E os zôto? 6 vão? Nara, kekiceacha do meu português?
Em 11/10/2004, às 07:40:58, Raquel | e-mail disse:
Ei, Paulinha, doce Paulinha!
Concordo com vc quanto à necessidade de um novo modelo de educação (e de Ciência!). Por isso me aproximei da Análise do discurso, pq é uma investigação comprometida com a realidade e não se vê como um fim em si mesma.
Sabe, gente, essa experiência de interação com o outro, de vida e compartilhamento com outras pessoas, lágrimas e risos, nascimentos e lutos, sempre experimentei na igreja cristã, a despeito das vicissitudes institucionais! Sozinho não vale a pena mesmo!!!
Pessoas comprometidas com a humanidade da humanidade é que continuam fazendo valer a pena ser um educador. Educar com a mente e o coração, em qualquer tempo ou lugar, só pode ser um princípio de vida.
André, seu ridíiiiiculo!!! Isso não é cyberportuguês, é piaduguês!!!!! Muitos beijos e até quinta.
Em 12/10/2004, às 18:03:06, Cláudia Martins | e-mail disse:
Oiiiiii! Genteeeinnn! Apareci. Embora esteja me sentindo meio "pouco contemplada" neste blog. Que história é esta de falar apenas em "mestrandos, mestrandos". E os doutorandos, como eu? por acaso deixamos de ser estudantes? Somos cada dia mais, estamos num caminho um pouco menos íngreme (falo um pouco daquela coisa de escolher o caminho, sobre o qual falou Nara outro dia).É verdade, mas por outro lado, nossa responsabilidade é maior ainda, pois quem tem sempre "coração de estudante", "há que (...) cuidar da vida (...)do mundo(...) tomar conta da amizade (...)" Também tô nesta sempre. Mas quero fazer uma proposta, que tal falarmos dos "pósgraduandos" da UFBA? é um título mais genérico não?
Beijos em todos e feliz Dia das Crianças. Ah, vai rolar ou não o "happy hour" da turma? Tô morrendo de saudade.
Em 12/10/2004, às 18:31:45, André Carvalho | e-mail disse:
Gentem, não contem à minha orientadora não, viu, mas eu 'tou indo tomar sorvete na sorveteria da Ribeira. Podem deixar que eu vou tomar cada bolota pensando em cada um de vocês, heheheh...
Em 13/10/2004, às 19:13:10, Leo disse:
Claudinha, vc está sendo injusta. Olha lá o nome do título. Mencionamos os doutorandos, sim. Acontece, porém, que os doutorandos não aparecem, não postam nada... vc é a única que apareceu ( e só agora, depoois de várias semanas no ar)... Ei amiga... põe um post aí que vamos adorar!! A intenção é criar discussões, filosofar, pensar... esse post de Paulinha mesmo foi muito legal!!! É isso... beijos!!
Em 14/10/2004, às 00:08:32, André Carvalho | e-mail disse:
Nara, jóia rara, Luís Caldas mandou dizer que quer ver você brilhar sem parar, cobrindo seu rosto com manto ou com véu do nosso céu.
Em 10/12/2004, às 19:07:58, Maria Candida Moraes | e-mail disse:
Meus queridos amigos

por acaso, passeando pela Internet, encontrei este blog, com a foto e comentários a respeito do meu livro.
Fiquei muito feliz e espero que tenha contribuido para que vcs possam realmente encontrar dentro de cada um de vcs, um novo significado em sua atuação docente.
Beijos para todos
Maria Candida Moraes

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