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Ivan Maurício

Postado por Ivan Maurício em 05/11/2008 15:40

BANDOLINS
Composição: Oswaldo Montenegro

Como fosse um par que
Nessa valsa triste
Se desenvolvesse
Ao som dos Bandolins...

E como não?
E por que não dizer
Que o mundo respirava mais
Se ela apertava assim...

Seu colo como
Se não fosse um tempo
Em que já fosse impróprio
Se dançar assim
Ela teimou e enfrentou
O mundo
Se rodopiando ao som
Dos bandolins...

Como fosse um lar
Seu corpo a valsa triste
Iluminava e a noite
Caminhava assim
E como um par
O vento e a madrugada
Iluminavam a fada
Do meu botequim...

Valsando como valsa
Uma criança
Que entra na roda
A noite tá no fim
Ela valsando
Só na madrugada
Se julgando amada
Ao som dos Bandolins...
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Clique e ouça "Bandolins" na voz de Oswaldo Montenegro:

http://www.youtube.com/watch?v=8uIIzW8SJEY
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OSWALDOMONTENEGRO

Oswaldo Viveiros Montenegro nasceu em 15 de março de 1956, no Grajaú, Rio de Janeiro, filho mais velho de quatro irmãos. Sempre adorou ler e devorava coleções de Júlio Verne, Monteiro Lobato, Malba Tahan.

Aos 7 anos mudou-se para São João Del Rey, Minas Gerais, onde passou boa parte da infância. O espírito seresteiro de Minas influenciou toda a vida de Oswaldo. À noite, pulava a janela de casa para acompanhar amigos de seu pai em serestas noturnas para namoradas. Apaixonado por essa música tão viva e presente em seu dia a dia começou, aos 8 anos, a estudar violão com um desses seresteiros e compôs sua primeira canção, "Lenheiro", nome do rio que corta a cidade.

Aos 13 anos, já de volta ao Rio de Janeiro, venceu seu primeiro festival, com a "Canção Pra Ninar Irmã Pequena", música que mais tarde gravaria na trilha do vídeo "O Vale Encantado", com o título "Canção Pra Ninar Gente Pequena”. Em 1971, mudou-se com a família para Brasília, cidade que viria a adotar e que é tema constante em sua obra. Foi nessa cidade que Oswaldo conheceu e manteve estreito contato com a família Prista Tavares, da qual fazia parte o Maestro Otávio Maul. Essa foi uma influência decisiva. Através deles, entra em contato com a música erudita. Apaixonado, assiste a concertos, conhece obras, passa noites conversando, se interessa pela técnica e teoria musicais. Estuda muito sozinho, lendo sem parar obras que caem em suas mãos sobre Música, História da Música, grandes compositores.

Aos 14 anos, ainda em Brasília, começou a participar com freqüência dos festivais da cidade. Conhece, então, amigos e parceiros que o acompanhariam pela vida a fora como José Alexandre, Raimundo Marques, Ulysses Machado, Madalena Salles. Começa a fazer shows e a escrever arranjos para suas músicas.

Em 1972 teve a música "Automóvel" classificada no último Festival Internacional da Canção, da Globo. Apresenta-se, assim, pela primeira vez, num festival de vulto nacional. Chegou a cursar duas Faculdades, Comunicação e Música, ambas incompletas.

Em 1974, em parceira com o amigo de infância e parceiro Mongol, escreveu sua primeira peça musical, "João sem Nome", encenada em 1975, no Teatro Martins Pena, de Brasília. Em 1976, o espetáculo é reencenado, dirigido dessa vez por Hugo Rodas, coreógrafo uruguaio que viria a ter grande influência no trabalho de teatro de Oswaldo. Essa segunda montagem é apresentada no Rio de Janeiro, onde é assistida pelo renomado crítico de teatro Yan Mishalsky, que compara o grupo aos antigos menestréis que, na Idade Média, sobre uma carroça, corriam de cidade em cidade, apenas com seus instrumentos, suas vestes e sua voz, para contar e cantar histórias para platéias, nas praças. Mishalsky chama o grupo de
"Os Novos Menestréis", título que acompanharia Oswaldo por muito tempo.

Clique aqui e leia mais sobre Oswaldo Montenegro:

http://www.oswaldomontenegro.com.br/historia/bio.html
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TÉCNICA DA ILUSTRAÇÃO: Caneta tinteiro, guache e crayon sobre papel.
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DATA: 2008.



Comentários (5):

Em 5/11/2008, às 15:50:12, Ryan disse:
ÉEÉÉE Siiim.. comoo sempre com estes incriveis posts.. Adoro todos.
Tão nítidoos..
Rian
www.fotolog.terra.com.br/zathura
Em 5/11/2008, às 16:47:10, Ivan Maurício disse:
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Em 5/11/2008, às 17:55:14, Toninho disse:
Muito interessante!!!


Abraços
Em 6/11/2008, às 19:34:21, Aldzuir Junior disse:
Após chegar próximo da "terra de pé juntos", em razão de haver sofrido um derrame cerebral, passado 14 dias numa UTI em Fortaleza e retornar me deleitando com a arte do amigo Ivan, posso, "sem medo de ser feliz", afirmar: aqui é bom demais!!!
Em 7/11/2008, às 13:46:28, Marco Haurélio disse:
Meu prezado Ivan,
senti falta na ENCICLOPÉDIA DO NORDESTE de dois nomes, que se aproximam muito do conceito de herói (ou heroína), do qual a nossa sociedade é tão carente.
São eles: Eugênio Lyra ( http://www.aatr.org.br/Eugenio_Lyra.htm ) e Margarida Alves.
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