Comentários (20):
Em 6/11/2009, às 11:23:01,
Derani
disse:
Essa escadinha aí é meio marota...
Um passo em falso e tchibum!
Acho que por isso nem deviam servir bebida à bordo.
Em 6/11/2009, às 11:30:43,
Pgomes
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página pessoal
disse:
Com o balanço da aeronave pousado na água, descer ou subir por aí, devia ser pior que entrar ou sair de um barco. Imagine as senhoras com seus sapatos de salto alto.
Em 6/11/2009, às 11:41:26,
Gustavo Lemos
disse:
As latas de gasolina tinham 5 galões americanos. Aprox. 19 litros, e custavam 2000 réis nos anos 30. Para se ter uma idéia, uma passagem de bonde na mesma época custava 200 réis.
Em 6/11/2009, às 12:20:28,
Lavra
disse:
Tudo bem, mas por que que estaria o cavalheiro de terno, tomando parte na foto?
Em 6/11/2009, às 12:47:27,
Explicador
disse:
Ô, Lavra, você não vê que ele era o dono da máquina fotográfica. Não podia ficar fora da foto.
Em 6/11/2009, às 12:51:07,
Alex
disse:
Calculo por baixo uns duzentos kilos de peso sobre a escada, realmente podia ser estreita, mas era muito forte.
Em 6/11/2009, às 13:21:30,
Alcyone
disse:
Boa pergunta do Lavra. Estaria ele de folga ou teria ido apanhar algum avião?
Nunca saberemos.
Hoje, com a permissão do JBAN vou contar uma história engraçada dele.
Ele sempre adorou animais e à cada volta, principalmente do norte do país, tinhamos um bicho novo na casa.
Até 1946, tudo ia bem pois morávamos na V.de Pirajá, em uma casa com um enorme quintal. Quando fomos para o apartamento que era térreo, na Prudente de Morais, os bichos tiveram que ser distribuidos, uma vez que só tínhamos duas áreas internas pequenas. Ficamos com Chiquita, uma macaca barriguda que era a paixão dele e só. Uma noite, ele chegou de viagem, trazendo dois papagaios, que dizia ele, ter comprado porque a pessoa que vendeu, assegurou que os dois conversavam muito e eram muito engraçados. Era noite, os bichinhos cansados da viagem,estavam totalmente mudos. Mamãe os colocou em uma das áreas internas, área esta, circundada pelos outros apartamentos do prédio de 3 andares. Quando o dia amanheceu as duas figuras começaram à conversar entre eles e aos gritos diziam todos os impropérios e palavras de baixo calão que se possa imaginar. Segundo meu pai, havia nomes feios que ele nunca tinha ouvido. A baixaria foi grande, com vizinhos aparecendo na janela para ver o que estava acontecendo e minha mãe dentro de casa quase desmaiando de vergonha.
Meia hora depois do barraco ter sido armado, papai os levou para algum lugar e nunca mais foram vistos. Talvez seus descendentes ainda estejam aí pela zona sul da cidade.
Passou aquele dia, batendo de porta em porta, apresentando seu pedido de desculpa.
Em 6/11/2009, às 14:01:15,
Luiz D´
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página pessoal
disse:
A elegância do pai da Alcyone, num típico terno (vide o colete) é inacreditável.
Não tenho a menor dúvida que um IBAMA desses da vida o teria enquadrado em um sem número de artigos do código de proteção a animais silvestres.
Finalmente identifiquei o responsável pelo transtorno relatado e ocorrido na Prudente de Morais. Meu amigo Dr. Flores, um dos mais antigos moradores de Ipanema e residente numa belíssima casa no nª 361 da Prudente, sempre me falava deste caso que abalou a região.
Francamente.
Em 6/11/2009, às 14:14:57,
JBAN
disse:
Por acaso seu pai trouxe uma Anta para o Rio de Janeiro em uma das viagens e a soltou em Copacabana ?
Isso explicaria algumas coisas.
Em 6/11/2009, às 14:15:42,
Alcyone
disse:
Luiz, foi um caso vergonhoso. Eu nunca ouvi meus pais dizerem um nome feio em toda a minha vida e fomos obrigados a conviver com essa mácula, através dos anos, por conta de 2 papagaios, que devem ter sido criados e educados por "Sacerdotisas de Venus", tal o teor do vocabulário.
O nosso prédio era o 519. Pela gritaria que fizeram, o Dr.Flores no 361, bem poderia ter ouvido a conversação. Por favor, nunca diga ao Doutor que me conhece.
Em 6/11/2009, às 14:41:52,
JBAN
disse:
O Papagaio gritava:
"Duduco é fruta ! Duduco é fruta !"
Até o papagaio sabia disso.
A grande pergunta é:
ONDE O SEU PAI COMPROU OS PAPAGAIOS ????
Em 6/11/2009, às 15:08:38,
Candeias
disse:
Alcyone, coincidência de número 90... Meu pai, que viajava o Brasil inteiro pelo Correio Aéreo Nacional, vivia trazendo animais para casa, levando minha mãe, uma urbanóide típica, ao mais completo desespero. Papagaios, periquitos, araras, micos, até uma garça com a asa machucada, enfim, tudo o que encontrasse dando sopa.
Essa história dos papagaios é ótima! O papagaio Eleutério, de Caxias, famoso nos anos 50 por ter sido preso e fotografado no xadrez pela revista O Cruzeiro devido à torrencial quantidade de palavrões que gritava o dia inteiro, deve certamente ser descendente de um dos dois de Ipanema.
Em 6/11/2009, às 15:08:48,
Alcyone
disse:
Comprou em Manaus. Quanto à anta não é de responsabilidade dele. Tinhamos, quatí, três macacos, uma cotia, uma tartaruga enorme, que uma vez botou quase 100 ovos e outros mais do tipo "pets". Minha mãe foi uma santa, pois não era muito chegada aos animais.
Em 6/11/2009, às 17:17:28,
JBAN
disse:
FORA DO FOCO !
http://www.ina.fr/economie-et-societe/vie-economique/video/CPF0400719
5/lignes-d-amazonie.fr.html
Um sensacional filme sobre a Panair do Brasil.
juntem os dois pedaços para ter o link comleto.
Em 6/11/2009, às 17:45:16,
Alex
disse:
Eu não queria dizer nada, mas não aguento.
Seu pai comprou o casal 'indecoroso' na zona de Manaus, onde nasceram, cresceram e foram educados. Aqui no RJ, com certeza foram parar na 'Pinto de Azevedo', que era o lugar mais adequado para os dois. Nem no ZOOLÒGICO poderiam ficar, que mau exemplo para as outras aves puras, com boa educação.Com certeza iriam bagunçar o ambiente. Concluíndo, autenticos papagaios de ZONA.
Em 6/11/2009, às 18:15:00,
Alcyone
disse:
Muito bem colocado, Alex. Aqueles dois eram puros papagaios ZBM. Uma vergonha para a espécie.
Em 6/11/2009, às 19:10:32,
Alex
disse:
Alcyone, o que uma mulher não faz para estar bem com o marido, aguentar as manias, vícios, gostos.
Em 6/11/2009, às 22:04:09,
Senna
disse:
Papagaios duram muito tempo, acho que podem chegar aos 100 anos. O Eleutério, citado pelo Candeias, poderia ser um dos dois da história contada pela Alcyone. Pensando bem é possível que estejam por aí em algum lugar.
Em 7/11/2009, às 01:49:58,
Maria Eduarda
disse:
Morei no 564 da mesma Prudente de Morais desde 1953 e meu irmão, lá por 1958, esteve em Belém de onde trouxe um esquilo (caxinguelê)! O Bonifácio Tocantins era um encanto, um bichinho arisco que corria feito louco pela casa para o encanto das crianças e que surpreendendo a todos acabou razoavelmente domesticado. Ele passou a gostar de ficar aninhado na cabeça do meu irmão e vivia em cima da gente. Uma vez desapareceu e o achamos 3 dias depois dormindo (hibernando?) dentro do bolso de um terno pendurado no armário. Algumas vezes ele caiu da janela do 3º andar no pátio interno quebrando pelo meio os longos dentinhos da frente que em pouco tempo cresciam de novo. Ele era alimentado com castanhas do pará e as que sobravam ele escondia pelos cantinhos da casa se prevenindo contra uma possível escassez futura. Não havia castanha que fosse suficiente para gastar seus dentes que não param de crescer e então ele começou a roer os móveis da casa que ficaram para sempre com as marquinhas duplas de seus dois dentinhos. Sempre tivemos a consciência de que era uma malvadeza mantê-lo em casa e que, mais dia menos dia, até que o bom senso vencesse nosso encantamento, ele deveria ser devolvido à natureza. Essa foi a principal razão, além claro dos móveis comidos, pela qual ele foi deixado no Jardim Botânico com a permissão dos administradores, pois era exatamente da mesma espécie dos que estão até hoje lá e que certamente são seus politetranetos. Inesquecível até hoje a emoção da cena do Bonifácio subindo livre e entusiasmado pelo troco de uma palmeira imperial para depois parar a meio caminho, olhar para baixo onde estávamos, descer aos pouquinhos e voltar para os ombros do meu irmão. Depois, claro, desta linda e inesperada despedida por parte de um bichinho tão selvagem, lá se foi ele embora todo alegrinho e ficamos com a impressão de termos sido de alguma forma perdoados por tê-lo mantido por um tempo longe da sua floresta.
Em 7/11/2009, às 02:13:45,
Maria Eduarda
disse:
troco de uma palmeira = tronco de uma palmeira