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CORDELISTA JOÃO GOMES DE SÁ

Sou João Gomes de Sá
Natural das Alagoas
Aprendi fazer cordel
Pra falar de coisas boas
Levando a nossa cultura
Para todas as pessoas.

Categoria: Artes
Postado por João Gomes de Sá em 16/09/2009 14:37

Coleção Clássicos em Cordel na Folha online
Autores adaptam clássicos da literatura mundial para o cordel
GUILHERME SOLARI
Colaboração para a Livraria da Folha

A literatura de cordel é um tipo de poesia popular rimada típica do nordeste brasileiro. Inicialmente oral, essa forma passou a ser publicada em folhetos rústicos de papel jornal que eram expostos para a venda em cordas, ou cordéis. A força dessa expressão popular inspirou obras de outros gêneros, como a peça "Auto da Compadecida", de Ariano Suassuna. Mas longe de ser uma tradição estacionada, os cordelistas presentes na Primavera dos Livros, em São Paulo, mostraram que essa forma tradicional continua muito viva e se reinventando a cada momento.

Uma das principais novidades dessa nova onda cordelista é a adaptação de grandes clássicos da literatura mundial para o cordel. Não deixa de ser curioso encontrar versões de "A Megera Domada", do saxão William Shakespeare, ou até a ficção científica "Viagem ao Centro da Terra", de Julio Verne, transpostas para esse formato tipicamente nordestino.

Se a maioria dos autores utilizava apenas os enredos dessas grandes obras para o formato métrico e rimado do cordel, alguns se aventuram a transpor esses clássicos para a realidade nordestina. É o caso do cordelista João Gomes de Sá, que recentemente fez uma versão de "O Corcunda de Notre Dame", do francês Vitor Hugo, ambientada no sertão, retirando a pesada atmosfera gótica do original para colocar um pouco do gostinho tropical à narrativa. O autor conta ainda como no livro "Alice no País das Maravilhas em Cordel", que será lançado em breve, ele até mesmo incluiu frutas e animais característicos do nordeste dentro da famosa história de Lewis Carrol.

"Na história, a Alice vai atrás de um coelho engravatado e cai em um buraco, e eu coloco que ela caiu em uma cacimba (poço artesanal), que é algo regional, próximo da gente", contou Gomes de Sá. Essa tradição de dar um "tempero nordestino" pode ser encontrada em muitos outros assuntos cotidianos. "O cordel sempre divulgou temas atuais", disse o autor. Ele aponta como os poetas no nordeste tiraram sarro do "e que tudo mais vá para o inferno" de Roberto Carlos escrevendo na época um cordel no qual Satanás pedia que o cantor parasse de mandar gente para as profundezas, que já estava lotada. Com a internet, o cordel ganhou outro grande aliado de divulgação e é possível encontrar na rede poemas retratando a chegada de Michael Jackson ao portão celestial e até sobre a gripe suína.

"São Paulo é a maior cidade nordestina do mundo. E esses milhões de imigrantes trouxeram junto consigo suas histórias, sonhos e tradições", disse o cearense Moreira de Acopiara, que publicou o livro "Medo? Eu hem?" de histórias assustadoras do Brasil e do mundo em cordel. Essa influência está criando interesse entre os editores, que começam a lançar livros de qualidade desse formato que antes era apenas publicado em folhetos de aspecto caseiro, mas sem perder o sabor que torna o cordel um importante patrimônio da nossa cultura.

"A Megera Domada em Cordel"
Adaptação: Marco Haurélio
Editora: Nova Alexandria
Páginas: 48
Quanto: R$ 25,00
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

"Viagem ao Centro da Terra em Cordel"
Adaptação: Costa Senna
Editora: Nova Alexandria
Páginas: 48
Quanto: R$ 25,00
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

"O Corcunda de Notre Dame em Cordel"
Adaptação: João Gomes de Sá
Editora: Nova Alexandria
Páginas: 48
Quanto: R$ 25,00
Onde comprar: Pelo telefone 0800-140090 ou pelo site da Livraria da Folha

PUBLIEDITORIALLIVRARIA DA FOLHA

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/livrariadafolha/ult10082u623624.shtml



Comentários (6):

Em 16/09/2009, às 18:38:35, João Gomes de Sá disse:
Poetas amigos cordelistas;

Aproveito este espaço nosso para agradecer a todos os organizadores da Primavera do Livro em especial a todas as editoras presentes e os nossos amigos poetas cordelistas!
Quando espontaneamente bradei É O MUNDO DO CORDEL PARA TODOS MUNDO,foi porque passei a conviver com notáveis poetas cordelistas e assim fui amealhando mais experiência, conhecimento, empenho, compromisso e sobretudo especial atenção e gosto pela literatura popular - o cordel.E agora, estamos azeitando a Caravana do Cordel para andar nos trilhos em busca de novos horizontes.
Só me resta senão agradecer a todos os amigos poetas cordelistas!
Estou aqui: jgsacordel@ig.com.br
fui!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Em 16/09/2009, às 23:43:41, Varneci Nascimento disse:
Parabenizo aos poetas Marco Haurélio, João Gomes de Sá e Moreira de Acopiara que brilharam na Primavera dos Livros, discorrendo com maestria sobre a Literatura de Cordel, a categoria foi muito bem representada, em uma atividade mesclada com informações pertinentes sobre a Coleção Clássicos em cordel fornecidas pelo Marco Haurélio, um pouco de história da poesia popular tão bem dita por João Gomes e um pouco de poesia recitada pelo Moreira. Quem não foi perdeu uma boa chance de ter uma aula sobre a poesia popular e encantar-se com o cordel. Parabéns aos três grandes bardos.
Em 24/09/2009, às 12:05:25, KLÉVISSON VIANA disse:
*****

AO MESTRE ALBERTO PORFÍRIO
Autor: Klévisson Viana


Artista como Porfírio
Não nascerá mais nenhum
Com seu talento incomum
Tinha a pureza do lírio
Sofreu amor e martírio
Como todo menestrel
Mas sendo à arte fiel
Tinha talento de sobra
Morre o homem, fica a obra
Gravada em pedra e papel.

Lapidou versos na rocha
Fez esculturas nos versos
Rompeu vários universos
Empunhando a sua tocha
Como a flor que desabrocha
Seu estro de menestrel
Tinha a doçura do mel
Um gigante da palavra
Morre o homem fica a lavra
Gravada em pedra e papel.

Foi repentista inspirado
No verso foi professor
Seguiu sempre com amor
Tendo a viola de lado
Cantou bem, foi respeitado
Foi gigante do cordel
Ganhou palmas e laurel
No Nordeste em toda parte
Morre o homem fica a arte
Gravada em pedra e papel.

Vá em paz, meu bom poeta
Nessa nova caminhada
E lá na mansão sagrada
Onde a alma se completa
Jesus, o maior profeta
Lhe abrace com São Miguel...
E que o trono de Emanuel
Lhe dê amável acolhida
Morre o homem fica a vida
Gravada em pedra e papel.

Seja mais um passarinho
No pomar do Criador
Castro Alves, o Condor
Seguiu no mesmo caminho
Aderaldo, Canhotinho...
E todo bom menestrel
Que contemplando o vergel
Escreve para os ateus
Que o poeta é a voz de Deus
Gravada em pedra e papel.

Em 29/09/2009, às 16:32:23, KLÉVISSON VIANA disse:
CONHEÇA O BLOG DO POETA POPULAR ALBERTO PORFÍRIO. VISITE, DEIXE COMENTÁRIOS E ADICIONE AOS SEUS FAVORITOS:

http://fotolog.terra.com.br/albertoporfirio:5
Em 13/10/2009, às 18:40:45, Maria José Freitas Gomes de Sá | e-mail disse:
Senhor poeta, parabens pela sua criatividade, me sinto imensamente gratificada por compartilhar do seu trabalho, da sua sensibilidade e poesia.
Em 13/10/2009, às 20:21:51, João Gomes de Sá disse:
Minha Querida Maria;

Fico muito contente com esta visita aqui em nossa página. Serei eternamente grato pela sua especial atenção ao nosso trabalho sobre a literatura popular brasileira!
Um forte abraço.
Somos todos gratos!
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