
Postado por Jorge Carneiro em 28/03/2008 09:37
RS sedia primeiro encontro da mídia livre após reunião de SP
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No dia 20 de março, às 18h, na UFRGS, em Porto Alegre, foi realizado o encontro de mídia alternativa, primeira reunião regionalizada, após o encontro de São Paulo para discutir o tema. Estiveram presentes Joaquim Palhares e Marcos Dantas, os quais expuseram o contexto daquela primeira reunião.
Por Claudia Cardoso, da Executiva Nacional Ética na TV, para a Carta Maior
Além deles, 49 pessoas, entre elas professores universitários, jornalistas, estudantes de jornalismo, universitários em geral, representantes dos movimentos sociais, políticos, dirigentes sindicais, blogueiros, donos de jornais de bairro e público em geral.
A partir do consenso de que temos um problema com a qualidade da informação, não só no Brasil, uma vez que as grandes corporações de mídia dominam a pauta daquilo que se deve ou não informar à população, um problema comum a todos, enfatizaram-se quatro pontos a serem considerados pelas pessoas que desejem compor esse movimento, ainda que não se saiba o caráter definitivo, pois está em construção:
1) o respeito à diversidade, já que não existe o objetivo de unificar o pensamento, nem a forma de fazer de cada um;
2) o cuidado com a formação do estudante de jornalismo, o desafio da universidade em romper com o paradigma do mercado, preocupação real do estudante universitário;
3) o fortalecimento da chamada mídia alternativa (ainda que, neste caso, não tenha se debatido o seu conceito);
4) a criação de uma legislação que garanta recursos para a mídia alternativa.
Os encontros regionais são preparatórios ao encontro do Rio de Janeiro, a acontecer em maio deste ano, na ECO/UFRJ.
Nas contribuições dos participantes do encontro de Porto Alegre, foram expostos:
a) A importância do encontro em Porto Alegre, uma vez que o RS tem grande participação no SIVUCA (www.sivuca.com), grupo de blogueiros que se preocupam em produzir informação e opinião diversa da mídia hegemônica, e iniciativa do jornalista Luiz Carlos Azenha.
b) Debater uma legislação sobre recursos para a mídia alternativa, como uma política de estado, desatrelando-a do governo eleito da vez, tanto em nível federal, estadual e municipal. E, ao mesmo tempo, implementar meios de controle social, através de conselhos com caráter deliberativos.
c) Dentro dos cursos de Comunicação Social, existe um número considerável de estudantes que se preocupam com a qualidade da sua formação acadêmica e com postura crítica à mídia corporativa.
d) O debate sobre mídia alternativa precisa ser levado para a população em geral.
e) Observar os movimentos da mídia tradicional, que está tomando força e ocupando espaços, através de blogues de seus jornalistas, com grande visitação.
f) A mídia alternativa precisa confrontar a mídia tradicional, na medida em que a versão dos fatos, ou a distorção da realidade, é que entra em pauta, não o fato em si. Por isso, em Porto Alegre, os jornais de bairro têm grande incidência como fonte de informação.
g) É preciso implodir o sistema vigente. As ações precisam ser incisivas, a fim de que haja rupturas em relação à mídia corporativa.
h) A Conferência Nacional de Comunicação tem verba orçamentária em 2008, não se sabe o valor. Os movimentos sociais precisam estar atentos e participarem, uma vez que o novo marco regulatório das comunicações, bem como legislação, serão temas a serem debatidos na conferência.
i) Houve preocupação com o financiamento dos encontros para tratar a mídia alternativa. Foi informado que, no encontro de São Paulo, os custos ficaram a cargo da Agência Carta Maior e que, para o encontro do Rio de Janeiro, há possibilidade de apoio por parte de alguns sindicatos.
A maioria dos participantes ficou sabendo do encontro por meio de convites enviados pela internet. Como não houve discussão sobre o conceito "mídia alternativa", optou-se por utilizar este termo na ata, atendendo ao convite lançado.
Em Salvador o tema será debatido na UFBA
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