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Postado por Talis Andrade em 26/03/2005 08:38

O ESPELHO DE PRATA
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Na prata do espelho
dançam revoltos teus cabelos
Teus olhos narcisistas
querem a rosa dos ventos
querem os pássaros
que os poetas trazem no peito
querem os cavalos brancos
que correm pela memória
pisoteando lembranças inutilmente
que as lembranças ressuscitam amargas
refletidas no espelho de prata

Na prata do espelho
dançam revoltos os teus cabelos
Mas esta face que vês não é tua face
não é tua face não é tua face
Nada perguntes para não chorares ao espelho de prata
mas esta face que vês não é tua face não é tua face


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talis andrade/ rubens



Comentários (2):

Em 26/03/2005, às 17:05:00, ELKA | página pessoal disse:
Refletir em Rubens uma poesia assim...é bela
muito linda Talis
abs
Em 27/03/2005, às 00:38:26, Iracema Torquato disse:
Imagens de imagens e a face não tem face. Parabéns, Talis, belíssima poesia. Abração
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