Terra Terra Fotolog
Ver & Ler

Postado por Talis Andrade em 27/03/2005 11:07

SEGUNDA ELEGIA PARA SHELLEY
.
Fugindo do tumulto da cidade
um adolescente virá mirar-se
nas águas dormentes
que preservam teu corpo
infinitamente jovem
infinitamente belo

O adolescente tocará
em uma flauta de bambu
cantilenas de inclinação
que os ventos de feição
soprarão nos teus ouvidos
te acordando do sono eterno

Ao contemplar teu rosto
do adolescente a ilusão
de se ver
de se reconhecer

Enamorado o adolescente
na hora vespertina
deixará a torre em que se esconde
e seguindo os caminhos
que margeiam os muros da cidade
virá tocar cantigas de amigo
virá cantar cantigas de amor

Encantados versos
cairão sobre teu rosto
atendendo uma carência oculta
que te entristece a alma
te entorpece o corpo


-
talis andrade/ brodsky



Comentários (4):

Em 27/03/2005, às 12:25:48, Talis Andrade | página pessoal | e-mail disse:
Ver início do poema in

http://poesia_talis.weblogger.terra.com.br
Em 27/03/2005, às 16:15:04, ELKA | página pessoal disse:
Seus poemas são lindos e consegues colocar sempre uma tela interessante.
abs
Em 30/03/2005, às 14:06:18, Iracema Torquato disse:
Todo poeta é um eterno adolescente. Aqui o eu-poeta menino que há universo mítico de Talis rompe o tempo e revisita as cantigas românticas de outroras. Outroras (outras+horas) que o poesa quer roubar ao Tempo, como a cobrar dele próprio um resgate impossível.
Em 30/03/2005, às 14:06:51, Iracema Torquato disse:
Todo poeta é um eterno adolescente. Aqui o eu-poeta menino que há universo mítico de Talis rompe o tempo e revisita as cantigas românticas de outroras. Outroras (outras+horas) que o poesa quer roubar ao Tempo, como a cobrar dele próprio um resgate impossível.
Nome:
Mensagem:
caracteres disponíveis
E-mail (opcional):
URL (opcional):