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As múltiplas faces da arte de KLÉVISSON VIANA

Veja uma mostra do meu trabalho de ilustrador, compositor, xilogravador e cordelista com mais de cem livros e folhetos publicados e milhares de ilustrações espalhadas mundo afora. São duas décadas dedicadas a arte e a cultura brasileira.

Eu sou um homem do povo:
Ilustrador, cartunista,
Pesquisador da cultura,
Declamador, cordelista,
Percorri muitas paragens,
Domino várias linguagens,
Por ter a sina de artista.

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Categoria: Artes
Postado por Klévisson Viana em 02/10/2009 11:02

Da Série Caricaturas Esportivas - DIDI FOLHA SECA
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Waldir Pereira, mais conhecido como Didi (Campos dos Goytacazes, 8 de outubro de 1928 — Rio de Janeiro, 12 de maio de 2001), foi um futebolista brasileiro, bicampeão mundial pela Seleção Brasileira nas Copas de 1958 e 1962. Eleito o melhor jogador da Copa de 58, quando a imprensa européia o chamou de "Mr. Football", Didi foi um dos maiores e dos mais elegantes meio-campistas da história do futebol.

"O Principe Etíope" era seu apelido, dado por Nelson Rodrigues. Com classe e categoria, foi um dos maiores médios volantes de todos os tempos, e ainda foi um dos líderes do clube Botafogo de Futebol e Regatas, além de possuir o mérito de ter criado a "folha seca". Esta técnica consistia numa forma de se bater na bola numa cobrança de falta, com o lado externo do pé, hoje vulgarmente chamada "trivela". Ela tem esse nome pois esse estilo de cobrar falta que dava à bola um efeito inesperado, semelhante ao de uma folha caindo. O lance ficou famoso quando Didi marcou um gol de falta nesse estilo contra a Seleção do Peru, nas eliminatórias para a Copa do Mundo de 1958.

Na Copa do Mundo de 1970 seria o técnico da Seleção do Peru (classificando o país para a sua primeira Copa desde a de 1930) na derrota para a Seleção Brasileira por 4 a 2 .

No Fluminense, Didi jogou entre 1949 e 1956, tendo realizado 298 partidas e feito 91 gols, sendo um dos grandes responsáveis pela conquista do Campeonato Carioca de 1951 e da Copa Rio 1952 e feito o primeiro gol da história do Maracanã pela Seleção Carioca em 1950. Didi deixou o Fluminense devido a ser vítima de preconceito, era sempre obrigado a entrar pela porta dos fundos das Laranjeiras[1].

Enquanto foi campeão mundial, sempre atuou pelo Botafogo de Futebol e Regatas, clube pelo qual acabou se apaixonando. No alvinegro, era o maestro de um dos mais fortes times da História do futebol. Jogou ao lado de Garrincha, Nílton Santos, Zagallo, Quarentinha, Gérson, Manga e Amarildo. O Botafogo foi o clube pelo qual Didi mais jogou futebol: fez 313 jogos e marcando 114 gols. Foi campeão carioca pelo clube em 1957, 1961 e 1962 e também venceu o Torneio Rio-São Paulo de 1962, mesmo ano em que venceu o Pentagonal do México.

Chegou a jogar no famoso time do Real Madrid, ao lado do craque argentino Di Stéfano e do húngaro Puskas, mas teria sofrido um boicote na equipe.

Didi também vestiu a camisa do São Paulo Futebol Clube em duas oportunidades, em 1964 e 1966. Já pensava em se retirar dos campos de futebol, não conseguindo êxito como nos clubes anteriores em conquista de títulos. A equipe paulista naquela época, não tinha grandes jogadores e estavam empenhados em terminarem a construção do seu principal patrimônio, o Estádio do Morumbi.

No começo de 1981, Didi chegou a ser o técnico do Botafogo, mas foi substituído do cargo durante o ano, tendo sido ele um dos técnicos do Fluminense, na fase que o time tricolor era conhecido como a "Máquina Tricolor", pela qualidade excepcional de seus jogadores.

Nota: ele próprio informou que seu nome era Waldir Pereira



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