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O UIVO DO LOBO

BLOG/FLOG DO QUADRINHISTA LORDE LOBO

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Categoria: Artes
Postado por Lorde Lobo em 30/10/2009 13:05

Tudo bem... desisto de desistir - PARTE 2
Olá, amigos!
Parece que estamos precisando continuar o debate, pois mesmo quando postei o anúncio do concurso de HQs, o pessoal permaneceu postando comentários na postagem que discutia a nossa realidade nacional e me mandando e-mails.
Pois se a coisa tá rendendo, vamos lá:
Gente, quero dizer que nem sou assim tão radical quanto está parecendo! Não sou dono da verdade e sou até muito aberto a opiniões contrárias às minhas, seja referente ao assunto que for: futebol, política, religião e, é claro, quadrinhos!
A mim, só cabe respeitar a opinião do outro e expor a minha!
E se querem saber mais sobre o que eu penso, nem cheguei a falar lá, mas sou SIM a favor da Lei de Cotas para as publicações nacionais! Não vejo NADA DE ERRADO em um país querer defender sua produção nacional! Já é assim que funciona em relação a qualquer outro produto! Por que não aplicam esta mesma proteção para com a NOSSA produção de HQs?!

"- Ah! Mas como é que vais querer obrigar os leitores a comprar quadrinhos nacionais só porque são nacionais?!"

E quem falou em obrigar os leitores a comprar? Eles continuarão não sendo obrigados a nada! Tendo opção nas bancas, o leitor compra sim! Prova disso é o ótimo movimento do Quarto Mundo e o resultado que vem alcansando!

"- Mas vais querer que as editoras (Não! O certo é chamá-las de REPUBLICADORAS) a publicarem quadrinhos nacionais, mesmo que eles não vendam bem?! Eles não fazem filantropia, fazem negócio e querem lucro"!

Rapidinho alguém vem com esta argumentação! Bem, meu amigo, não estou falando de filantropia mesmo! Estamos sim, falando de negócio, de proteção e investimento em mercado local! E se for pra dar uma forcinha, por que tem que ser pros gringos?! Eles que invistam, sim, na produção local!

Sobre estas duas questões, recebi um e-mail muitíssimo interessante, de alguém que prefere nem ser citado, que dizia assim:

"Ora, o leitor comum não é quadrinhista Brasuca. Ele não tem obrigação de boicotar aquilo que ele gosta de ler, mesmo que tenha sido por indução, lavagem cerebral ou preguiça.
Mas, o quadrinhista Brasileiro, sim, tem obrigação de ser esclarecido e não bancar o bobo alegre consumidor dos quadrinhos gringos concorrentes. E aí, não entra nacionalidade e nem bairrismo. Trata-se de simples NEGÓCIO, ou sobrevivência daquele que quer se estabelecer e ganhar seu espaço. E pelo jeito, a maior parte dos quadrinhista Brasileiros não quer ter espaço algum, já que continuam a agir feito jumentos sem raciocínio.
Nem ao menos chegam à conclusão de que precisa haver uma mudança de atitude. Pois, poderiam pelo menos usar a antítese daquela frase futebolística que diz: 'Em time que está ganhando, não se mexe.'
No caso dos quadrinhos, o Brasileiro está perdendo SEMPRE e quase às portas da morte, e os sujeitos não mexem no time e nem mudam de tática."

E é exatamente isso que penso! Na verdade, enquanto LEITOR, também sei selecionar HQs que me agradavam e que vem de fora do país... Mas não dá pra continuar comprando, por uma simples questão de REAÇÃO! Até quando ficaremos apanhando sem revidar?!
Mas vejam bem, esta é uma questão pessoal!
Além do mais, quando as coisas tiverem melhorado, quando já tenhamos conseguido a nossa parcela no mercado, aí, tudo bem! Por exemplo: Eu prefiro muito mais ouvir rock NACIONAL, mas não deixo de ouvir os gringos! Porque a balança está equilibrada!
O cinema brasileiro também está conseguindo chegar lá! Pra mim, "Tropa de Elite" foi o divisor de águas! E estou esperando muito pelo "Besouro", um filme de artes marciais, mas não de kung Fu, mas sim de capoeira! Aposto que tem bobão torcendo o nariz por causa disso!
E a música e o cinema nacional só conseguiram ou estão conseguindo chegar num patamar de igualdade com os gringos, porque receberam incentivos e investimentos! Por que temos que estar sozinhos, lutando sem as armas corretas ou sem proteção?!
Enfim... Acredito sim na produção nacional... e de QUADRINHOS!
Obrigado!



Comentários (27):

Em 30/10/2009, às 13:33:01, Gabriel Rocha | página pessoal disse:
É isso aí, Lobo! Não fazemos quadrinhos nacionais. Fazemos apenas quadrinhos. É assim que gosto de pensar atualmente. Mas NACIONAL é um rótulo que eu o aceito bem! Não é pejorativo. Abração, Lobo!
Em 30/10/2009, às 13:50:36, JJ Marreiro | página pessoal disse:
Pois é..que bom que o assunto voltou!
Agora vamos super-lotar de comentários:

Também sou a favor das cotas. Elas são uma proteção até para a cultura brasileira. NA história humana as civilizações mais avançadas tecnologicamente sempre devoraram, destroçaram e corromperam as menos avançadas...Nos quadrinhos somos menos evoluídos porque não temos visão de negócio. Nos anos 50-60-70 havia quadrinho em banca, havia artistas sendo remunerados e vivendo com dignidade nesse ramo (sem precisar desenhar pra fora, ou lavar oupa pra fora:) As crises econômicas que assolaram o país à partir dos anos 70 sepultaram os editores e os transformaram em republicadores. Uma lei de cotas seria uma maneira de resistir ao império do quadrinho gringo. E tem outra coisa os caras não são bobos, eles querem o monopólio da produção...muitos empresários pensam assim. A mera existencia do quadrinho japonês deixa os executivos MArvel-DC com chilique. Imagina se começam a ganhar popularidade os quadrinhos brasileiros.
Se o quadrinho de fora ganha mais popularidade atrelada a uma pretensa qualidade é porque seus autores tiveram como evoluir suas técnicas enquanto produziam. Aqui o quadrinho é feito na marra. Não há continuidade e não há remuneração. Deve ser muito frustrante pros caras tentarem gerar um monopólio e ver que há um pequeno grupo de pessoas que insiste na existencia de um quadrinho "fora de rota". Um grupo que não desiste. E não pode desistir mesmo! Se os produtores independentes pararem de fazer quadrinho, o quadrinho brasileiro morre.
-O Maurício de Souza, é uma quintessencial exceção dentro desse tema e com todo mérito de suas conquistas não deveria ser apontado como a única exceção. Holy Avenger de Cassaro e Awano pode encorpar essa lista de exceções como outro sucesso editoraial brazuca. Assim como Laerte e Angeli.
É difícil atingir um nível de qualidade editorial e gráfica sem produção e continuidade.



Em 30/10/2009, às 14:03:16, xandro disse:
É isso ai..eu apoio!hehe...

www.blogdoxandro.blogspot.com
fotolog.terra.com.br/xandrohq
Em 30/10/2009, às 14:04:21, Bruno Leal (cores) | página pessoal | e-mail disse:
MINHA OPINIÃO é a seguinte, acho q é uma questão de bom senso, de quem lê e de quem pode "dar espaço" para os quadrinhos nacionais. Se o material é bom, pq não dar um grande espaço pro material nacional? Eu costumo comprar 1 revista dos gringos por mês, mas pq eu gosto da história, desenhos, etc. E faço o mesmo com quadrinhos nacionais, mas é mais difícil pelo acessoa a eles. E as pessoas deveriam fazer o mesmo com nosso material, se é bom, compre, absorva, etc. Não acho q devemos ter barreiras ou boicotar o que é estrangeiro, mas acho que "os peixes grandes" não devem boicotar justamente o NOSSO material, seja quadrinhos, cinema, música ou que for produzido aqui.
Enfim, acho completamente saudável absorver o que consideramos de bom gosto ou de qualidade, mas quanto aos quadrinhos nacionais, acho q deve haver um espaço maior, sem precisar boicotar o material importado... se não, fica um clima de lavagem cerebral e tenho certeza q não é disso que precisamos. Só precisamos de mais espaço na mídia (ou numa banquinha de jornal rs) pra mostrar nosso trabalho.
Abraço
Em 30/10/2009, às 14:07:41, Bruno Leal (cores) | página pessoal | e-mail disse:
E sim, tmb sou a favor de cotas pra quadrinhos nacionais...
Em 30/10/2009, às 14:57:13, Lene Chaves | página pessoal | e-mail disse:
As cotas são uma boa idéia, desde que não sejam usadas como muleta pra se publicar qualquer coisa só pra preencher a cota, sem levar em consideração a qualidade do qus se está publicando. Alem do que foi exposto nessa discussão, acho que cabe aqui mencionar um aspecto às vezes esquecido, que deliberadamente chamo de "o que o público quer?". Ainda que o gibi tenha toda a qualidade do universo, se ele não for o que o publico quer, ele não decola. É como musica clássica. Acho que quase todos voces acham esse tipo de musica bonita, mas quantos compram discos de musica classica? (se voces disserem que compram mais musica classica que musica popular, calo-me agora. hehehe!). Acho que as honrosas excessões que o JJ mencionou (mauricio de souza, holy avenger, etc) conseguiram vencer porque, alem de ter qualidade, eram o que o publico queria. Claro que existe publico pra tudo, mas imagino que obras que acertam aquilo que uma GRANDE quantidade de pessoas quer ver tornam-se inesquecíveis. Na minha opinião, o caminho é esse. E se não for, talvez seja outro. =]
Em 30/10/2009, às 15:50:47, Lorde Lobo disse:
ATENÇÃO:

Comentários de anônimos serão apagados!
Comentários de gente que assina um nome qualquer como "José" e não deixa e-mail ou link, também serão deletados!
Não me interessa a opinião de pessoas que preferem se acovardar no anonimato.
Desculpem, mas prefiro lidar com pessoas que assumem suas opiniões. Prefiro lidar com adultos responsáveis e não com moleques covardes.
mais uma vez, desculpem, mas é essa a minha posição, por isso que deletei o comentário que havia aqui...
Em 30/10/2009, às 15:59:24, Carlus Alexandre disse:
Então galera pra começar concordo com o Gabriel quando ele "diz Não fazemos quadrinhos nacionais. Fazemos apenas quadrinhos", pois como disse antes não gosto dessa coisa de atrelar uma bandeira a um sujeito, mas acho que o problema das nossas hqs não apenas mera nomenclatura. E pra piorar a situação sou contra essa coisa de cotas, eu não preciso de cotas, vcs não precisam de cotas somos talentosos o suficiente pra não depender disso pra podermos ter um mercado equilibrado (tudo bem muitos vão pensar c#$&25$#@ o cara tá atirando nos dois pés) mas a coisa vai muito além disso do que adianta as cotas se contamos com pouquíssimos leitores de hqs, puts caras será que estamos fazendo nossa parte em relação a isso, em casa todo mundo lê quadrinhos mas nem sempre foi assim, mas começou pq eu incentivei apresentei materiais bacanas pra eles, de acordo com a faixa etária de cada um e deu certo até minha mãe lê quadrinhos, rsrs, não é sério quando eu entrei na facu fiquei pasmo numa turma de artes plásticas de 35 alunos só eu lia quadrinhos frequentemente e aos poucos fui novamente fazendo o meu papel de forminguinha apresentando pra o que eu achava legal tanto que um deles o João Ricardo iniciou há pouco tempo uma pesquisa para mestrado sobre os quadrinhos de terror dá década de 80, um cara descolado que ficou fascinado com o traço do mestre Flávio Colin, mas que não sei pq raios mantinha um certo distanciamento das hqs e agora é um leitor compulsivo, em todas as empresas que trabalhei eu mostrava quadrinhos pros companheiros, incentiva o povo a ler nossa nona arte, que muitos, muitos mesmo ainda acham que é só pra criança, que são apenas uns desenhinhos coloridinhos, em breve pretendo começar a lecionar em escolas públicas, e com certeza nas minhas aulas de artes não vão faltar assuntos relacionados a quadrinhos, mas isso o mínimo que eu deva fazer pois pretendo também levar isso a outros colegas, que trabalhem quadrinhos em sala de aula pq é legal, tem qualidade...
Em 30/10/2009, às 16:03:42, Carlus Alexandre | fotolog disse:
... não pq agora o governo está disponibilizando isso, com edições que muitas vez estão sendo feitas nas "coxas" para atender o FNDE, pra serem vendidas por um preço alto pelas editoras enquanto elas pagam uma porcaria para os autores.

Bem é complicado, não é facil mesmo mas creio que vamos conseguir, e discussões como essa são fundamentais para isso.

Abraço à todos e desculpem por eventuais erros de digitação pois estou aqui postando no meio deo expediente na correria do trampo, rs!
Em 30/10/2009, às 17:20:13, Lorde Lobo disse:
Carlus (e demais amigos), se não precisamos da Lei de Cotas para ter um mercado equilibrado, qual seria a outra opção para se quebrar este monopólio?
Sinceramente, não vejo mais nenhuma outra possibilidade!
Porque material de qualidade é o que não falta! Mas sem uma estrutura por trás, ficamos relegados a pouquíssimos leitores!
Se as editoras fossem obrigadas a investir em nacionais, poderia acontecer duas coisas:
1ª - Elas poderiam imprimir qualquer merda, só para poderem dizer que fizeram o que estavam obrigadas e não vendeu. Seria uma estratégia para continuar como está.

2ª - Se fossem inteligente, selecionariam material nacional de QUALIDADE e investiriam em distribuição, midia e etc, para garantirem um bom retorno financeiro.

Mas eu realmente não consigo ver outro meio...
E sem essa fantasia de acharmos que com material de qualidade chegaremos lá! Só com isso não passaremos de onde já estamos!
Gente, abram os olhos!
Mercado é competição! É guerra!
Não acredito que ainda tenham esta visão romântica da coisa de que "tem espaço pra todos"! Não tem não!!! E não tem, porque eles nos tomaram! Como bem já citou o JJ Marreiro, houve um tempo em que ser quadrinhista, era ter profissão digna!
É por isso que temos que lutar!!!
Acordem para a cruel realidade!
Reajam!!!
Em 30/10/2009, às 17:25:54, Gabriel Rocha | página pessoal disse:
Sou mais pela visão do Carlus Alexandre. Lembrando que não vou virar "inimigo" de ninguém que pense de outra maneira! :)

O Estado atua no sentido de inibir a autotutela por parte do cidadão. A lei persiste onde a iniciativa privada fracassa. No que diz respeito aos quadrinhos, ou a coisa toda é uma atividade lucrativa, ou é uma brincadeira para quem curte o que faz. Exigir atuação estatal no sentido de tutelar a iniciativa privada como única forma de atividade lucrativa para produção dos quadrinhos nacionais é assinar um atestado do próprio fracasso comercial da atividade em si. Coisa que eu não pretendo fazer e não recomendo que façam.

Se a atividade de produzir quadrinhos não é lucrativa para o independente, certamente não o será para a empresa submetida ao regime de cota que publica o mesmo independente. Se não há lucro, não há atividade. Somos capitalistas, certo? Se não somos capitalistas e somos apenas artistas em busca do meio de expressão, então não devemos nos importar com o ingresso de nossos trabalhos na indústria do consumo.

A busca por qualidade (eterna e permanente), pela qual aplaudo as iniciativas sempre presentes na comunidade de fotologs, entre outras mais, não pode se diluir pelo anseio do conforto das medidas paternalistas protecionistas de qualquer natureza.

Em 30/10/2009, às 17:26:36, Gabriel Rocha | página pessoal disse:
O material independente é hoje muito mais interessante tecnicamente do que há 10 anos atrás. As produções em formato fotocópia não deixaram de existir, mas agora dividem lugar com dezenas de lançamentos anuais, impressos com boa qualidade, e com preços competitivos. São trabalhos que vem destruindo a inércia de lançamentos, e conquistando espaço, e reconhecimento onde antes não havia, ou se havia, havia muito pouco do mesmo. Tudo isso sem ajuda de nenhum deputado envolvido em escândalos ou coisas assim.

Dizer que precisamos de cotas parece diminuir o valor do esforço das iniciativas das pequenas editoras independentes, que se multiplicam a cada ano. Ou desabonar o valor dos que atuam profissionalmente, muitas vezes até mesmo para mercado de trabalho internacional.

Vale muito mais a pena, tem muito mais valor, é muito mais interessante, discutir: como distribuir melhor os lançamentos; como divulgar melhor os personagens; como efetivar a obliteração do sentimento pejorativo que existe em relação aos quadrinhos que queremos impulsionar; como fazer quadrinhos de forma lucrativa para o profissional envolvido. Existem muitas iniciativas interessantes, e outras que são verdadeiro desastre, como os que confundem crítica com cafajestagem.
Em 30/10/2009, às 17:28:59, Gabriel Rocha | página pessoal disse:
"Porque material de qualidade é o que não falta! Mas sem uma estrutura por trás, ficamos relegados a pouquíssimos leitores!" - Perfeito! Apenas penso que não precisamos do governo para buscar por essa estrutura. Abração!
Em 30/10/2009, às 17:40:37, Carlus Alexandre | fotolog disse:
Então meu caro não que eu seja contra assim no sentido de levantar uma bandeira, talvez, melhor com certeza eu até apoiaria os movimentos, iria em plenárias mas acho que talvez eu tenha me expressado erroneamente, só acho que essa não é única solução, tipo o Marício de Souza tem esse império todo, e não precisou de cota de 20%, assim como a Edrel, a Vechi, Graphipar, editoras que tinham a frente artistas e não executivos mercenários que durante algum tempo conseguiram bons resultados com quadrinhos se não se firmaram como o Maurício não foi necessáriamente por falta de leitores,se ele conseguiu pq não podemos também, pensem bem, toda cocorrência é bem vinda, quem trabalha com comércio sabe disso se vc tem um comércio e está isolado simplesmente o seu público alvo não circula por ali, mas quando temos centros de comércio o movimento é bem maior, é mais ou menos o que acontece com a 4ºMundo eu acho eles não concorrem entre sí, ao contrário um faz propaganda do outro.
Bom eu penso assim, se garantir por leis aqui no Brasil é complicado, ai aprovam a parada e de repente inventa uma emenda, disso daquilo outro, ai vão inventar que o cara que trabalha na gráfica, na impressão entra na cota, que o cara que dirige o caminhão também e ai quando percebemos nem vai ter espaços pra nossa arte, infelizmente, politica aqui no Brasil quase não existe o que acontece é essa POLITICAGEM cara de pau, mas esse é outro papo.

Oque acho é que quando começam a misturar arte e política começa a vira outra coisa entendem, acaba perdendo o sentido.

É isso abraço aos que discordam e aos que concordam!!!
Em 30/10/2009, às 18:00:28, Carlus Alexandre | fotolog disse:
Nossa estava digitando e não tinha visto o post do Gabriel, caraca véio, é tudo que eu queria escrever sem todas essas voltas e vícios de linguagem que eu tenho, rs, concordo plenamente com ele, tudo que "imposto" (eita palavra orrenda) é esquisito.
Em 30/10/2009, às 18:04:00, Roberto. A. Mendonça disse:
Lobo, o monopólio de quadrinhos existe sim. e um dos grandes é o próprio Mauricio de Sousa, (não que seja ele o responsável direto) mas faz parte disso sim. e nem adiante defender. Sei que é nacional, coisa nossa mas existe sim. e sobre os gringos, nem preciso falar. Queres vencer? vai ter que enfrentar essa turma. E te digo outra. O Penitente tem tudo pra conseguir isso, mas as histórias estão super fracas, preste mais atenção nisso e vc vai longe. Não estou aqui pra puxar seu saco e sim pra te ajudar a ver um erro grave. Dizer " caraca Lobo que maneiro" é fácil não é? e não acho que vc queira só isso. Sobre o Mauricio, veja uma entrevista dele no Discovery e escute o que uma diretora do estúdio dele fala. ela chama os desenhistas práticamente de "merda" e só ele é o gênio. sei que tem gente boa como o Cedraz, o Christian Queiroz e um outro que não lembro o nome mas tem um bichinho amarelinho (acho que é um cachorrinho)os caras são bons mas dúvido que tenham conseguido uma editora.

Abração
Em 30/10/2009, às 18:21:42, Lorde Lobo disse:
Bem, Roberto, obrigado pelo teu posicionamento. Só peço que, numa próxima ocasião, deixe um contato!
Bem, a discussão aqui é sobre mercado e tal...
Sobre o Penitente propriamente dito, seria outro assunto. Mas sobre os roteiros, bem nunca se pode agradar a todos! Há quem prefira coisas mais voltadas a uma crual realidade, com personagens mais sombrios; outros acham melhor uma HQ que remeta às HQs da Era de Ouro, com mais inocência e tal... O que posso dizer em relação aos roteiros do Penitente, é que faço o que dá pra fazer e da melhor maneira possível! Cada edição tem apenas 20 páginas, não tenho uma periodicidade fixa e tudo mais. Mas o que realmente posso garantir é que cada edição oferece o melhor resultado que se poderia alcançar, dentro das nossas possibilidades!
Mas estamos sempre abertos a novas sugestões e a colaborações!
Tem gente me ajudando nas etapas de arte, de cor e também de roteiro! Se quiseres apresentar tuas ideias de roteiros, serão bem-vindas, desde que não deturpem o personagem, é claro!
Mais uma vez, obrigado pela colaboração!
Em 30/10/2009, às 20:10:55, lobo negro disse:
ola de novo, obrigado pelo comentario e pelos elogios espero ver meu personagem com seus traços, ha e Valok era o nome do meu cachorro que se parecia com um lobo. valeu abraços.
Em 31/10/2009, às 03:01:03, Rob Machado | e-mail disse:
Boa discussão, a minha visão é esta:

Os Estados Unidos da America há muito tempo é o maior mercado consumidor do mundo, o poder aquisitivo do americano comum é alto em relação ao nosso e foram eles praticamente que criaram a indústria dos quadrinhos, não pode haver uma comparação justa com o Brasil onde mais de 70% da população brasileira é analfabeta funcional, onde o salário mínimo é o que é e onde tudo é muito caro, até o dinheiro aqui é caro, nosso país é grande mas ainda é subdesenvolvido por maior que seja o ufanismo de alguns do nosso povo e do nosso governo, Pelo perfil da nossa população que nem dos livros quer saber e pelos preços praticados, HQ aqui é supérfluo, aliás, é o supérfluo do supérfluo, isso sem falar da perda de leitores da nova geração para outros tipos de entretenimento.
Sobre outros países, eu vi um bom quadrinista inglês comentar da dificuldade de se publicar quadrinhos na Inglaterra, um país de primeiro mundo com educação, cultura e poder aquisitivo muito maior do que o nosso, o próprio Alan Moore para hoje se dar ao luxo de ser “independente” teve que criar nome e ganhar dinheiro na indústria dos quadrinhos americana, começando por um titulo de segunda, como o Monstro do Pântano, do mesmo jeito que grandes desenhistas brasileiros começaram por lá, então eu fico imaginado, se já está difícil se publicar com regularidade por lá, imagine por aqui. O Japão tem uma indústria própria baseado num país de economia forte, que nunca curtiu o comics, mas ainda assim com a revolução do entretenimento no mundo, a indústria tradicional do mangá esta retraindo lá dentro. Esses países que eu citei e mais alguns europeus valorizam a produção cultural mais do que nós, e outra coisa, valorizam e dão suporte ao cidadão que quer virar empresário e industrializar aquilo que produz, o Brasil não.

Em 31/10/2009, às 03:03:29, Rob Machado | e-mail disse:
O Maurício de Souza começou num tempo em que quadrinhos eram uma das poucas formas de diversão de massa, até a TV não tinha tanta penetração nos lares dos brasileiros como tinham as mídias impressas, ele tem os seus méritos, mas quadrinhos não vendem nem nunca venderão como vendiam naquela época, porque hoje as crianças têm uma infinidade de opções para se divertir e se ocupar, o Mauricio se fez numa época boa para produzir quadrinhos, pois era uma das poucas formas de diversão da garotada, e assim vai, o pai que leu mostra e compra pro filho e depois vêm os netos depois disso vira uma bola de neve, pois os personagens começam a ser franqueados e gerar lucro mais pela franquia do que pela HQ em si.
Voltando aos comics, como competir com uma Marvel Comics aliada com uma multinacional republicadora como a Panini, a Marvel tem os melhores desenhistas, coloristas, e profissionais em varias áreas além de uma estrutura absurda de marketing que conta com personagens populares há muito tempo que foram exaustivamente expostos em todo o tipo de produto e já estão no nosso inconsciente coletivo.

Em 31/10/2009, às 03:05:16, Rob Machado | e-mail disse:
Reserva de mercado parece um tabu para alguns ultra liberais aqui no Brasil, mas a verdade é que mesmo a nação que se arroga de ter a democracia mais pujante do planeta, (o Tio Sam) faz o bom e velho protecionismo, na agricultura isso é bem claro, como estamos vendo nesse caso mais recente com aquela merda de álcool feito de milho que rende menos que o nosso de cana mais os produtores de milho americanos querem enfiar no mercado deles e impedir que o nosso entre lá. O que serve pra eles serve para nós também, temos que defender o nosso mercado porque como já disse é impossível competir com uma indústria gigantesca como se fossemos Dom Quixote achando que só com um bom produto vamos prevalecer, uma ova, mesmo que tenhamos o melhor escritor do mundo e um cara com um traço fodido, se não criarmos uma estrutura de mercado através da reserva seremos devorados pela maciça produção de conglomerados multinacionais com tentáculos e profissionais capacitados em várias áreas de negocio, além do que, se aparecer um roteirista como Alan Moore por aqui, rapidinho os gringos vem e o contratam, (como é o caso do desenhista Ivan Reis e tantos outros) incorporando-o a sua estrutura já pré-estabelecida e pagando os caras em dólar, e o dito cujo, como um bom artista que é, vai se preocupar exclusivamente com a sua arte, (como tem que ser) deixando os outros setores do negocio na mão de profissionais capacitados, e por aqui quem consegue fazer isso?

Em 31/10/2009, às 03:06:21, Rob Machado | e-mail disse:
Entretanto deixo claro o seguinte, sou contra a proibição de publicação de material estrangeiro aqui e acho também há ainda muita desorganização por parte dos que atuam nessa área, felizmente isso já esta mudando com o ótimo projeto do Quarto Mundo e realmente não tem desculpa para os artistas não se virarem com aquilo que tem, quem não tem cão tem que caçar com gato mesmo, mas seria ótimo algum amparo ao nosso pequeno mercado de HQSBR tão asfixiado por gigantes internacionais do entretenimento, isso não é esmola e sim uma forma de tornar a luta menos desigual, lembrando que pra além de um negócio, HQ é uma forma de arte popular que merece ser fomentada no nosso país para alcançar o maior numero de leitores possíveis, e um patrimônio cultural do nosso povo que tem que ser defendido assim como os nossos artistas que além de tudo precisam colocar o pão na mesa.
Em 31/10/2009, às 11:09:34, Gabriel Rocha | página pessoal disse:
A argumentação do Rob Machado é interessante, embora eu atualmente seja contra as cotas, já fui no passado favorável as leis de quadrinhos. Inclusive elas estão divulgadas no site do Lagarto Negro. Fui mudando de opinião ao longo do tempo conforme estudava o assunto.

"HQ é uma forma de arte popular que merece ser fomentada no nosso país para alcançar o maior numero de leitores possíveis" - Perfeito! Esbarramos na questão da divulgação. Reparem como agem os sites de HQ. Começam divulgando os esboços à lápis de alguma porcaria qualquer sem saber do que se trata. Depois imagens oficiais de algum projeto que dizendo que ele será anunciado em alguma convenção qualquer. Depois o projeto ganha nome oficial e data de lançamento para uns 6 meses pra frente. Durante esses 6 meses os sites não deixam você esquecer o lançamento com pequenas chamadas esporádicas. Fazem grande chamada para a repercussão do lançamento lá fora. E por fim anunciam a saída do lançamento pela panini aqui no Brasil. É ou não é assim? Tudo para tentar criar alguma ansiedade e espectativas sobre tais lançamentos, sejam bons ou ruins... E o lançamento nacional?
Uma notinha muito razoável, muitas vezes grosseira, mesmo assim após o lançamento e depois nada mais.

É traço cultural. Os noticiadores nem percebem que agem dessa forma, pois em grande parte apenas copiam as notícias de fontes estrangeiras e não sabem fazer essa construção com os lançamentos nacionais.

Não creio que regime de cotas façam os noticiadores "especialistas" mudarem de atitude. No entanto aqui nos fotologs tenho acesso a todas as notícias que me interessam e ainda por cima com vantagem de afirmar contato direto com os autores! Vantagem fruto da iniciativa dos próprios criadores! Essa construção é gradual e lenta, e não será uma lei batendo como um raio que irá mudar as mentalidades das pessoas. É o acesso ao nosso trabalho que irá!
Veja o exemplo do David: http://fotolog.terra.com.br/lagartonegro:98

abração,
Em 31/10/2009, às 11:59:29, Lorde Lobo disse:
Tens razão no que disseste agora, Gabriel!
Mas penso que a Lei se refere ao apoio de impressão! A questão da divulgação é outra etapa!
Mas também tem uma coisa: se mesmo em um futuro essa lei for aprovado e as republicadoras tiverem que passar a investir no quadrinho nacional, quem não gosta da ideia é só não mandar material e continuar publicando por conta própria!
Eu mandaria sim o meu trabalho para avaliação e possível publicação...
Simples assim!
Em 31/10/2009, às 14:57:02, JJ Marreiro | página pessoal disse:
É engraçado essa história de rótulo.

A gente acaba usando o rótulo como uma maneira de identificar padrões gerais de uma produção. Claro, que faz muito sentido pensar em quadrinhos bons e ruins - sem rótulo de nacionalidade. Mas às vezes o rótulo surge por necessidade de identificação.

O quadrinho nacional é tido assim por mercadologicamente ser restrito e por trazer na sua denominação um significado subreptício de oposição ao que não é nacional. Puxa, se há uma presença tão esmagadora de quadrinhos estrangeiros, a pouca produção brasileira acaba ganhando ares de resistencia que vem junto com o rótulo do "Nacional". Daí podemos pensar que o leitor que se opõe ao quadrinho nacional e exclisivamente se interessa por material estrangeiro reflete uma especie de cegueira que não lhe permite enxergar o que de bom possa haver dentro da produção nacional.

Particularmente sou um leitor careta! Odeio quadrinho porra-louca experimentalista e essa pasmaceira pseudo intelectual tida como genial e comentada nas revistas semanais. O rótulo "quadrinho de arte" afasta qualquer produto do meu possível interesse, mas este é um preconceito que eu assumo. E assumo também que dentro deste mesmo gênero que odeio e nutro profundo preconceito posso encontrar algo que eu ache legal. E já aconteceu...mas de todo esse lixo intelectualóide que vai direto pra livrarias (e não pras bancas) muito pouco me convenceu.

O fato é que a crítica especializada de qualquer área adora os vanguardistas e os vanguardistas só aparecem se fizerem material polêmico. As pessoas elegem um quadrinista como gênio se ele produzir quaçlquer coisa incompreensível e escatológica. É isso!
Desenhar com clareza e contar histórias objetivas não garantem seu lugar numa prateleira de livraria...Por sorte pra toda regra existem exceções:)
Em 31/10/2009, às 22:26:08, Rafael Tavares | página pessoal disse:
Fala, Lorde!! Saudade de nossos papos e desculpe por ter ficado um tempo sem contato!! Parabéns pelo espaço e sua forma de condução desse assunto!! Pra isso servem também esses fotologs!! Cara, tá na hora mesmo de abandonarmos os velhos paradigmas e o pensamente cristalizado e negativo que muitos tem sobre a produção nacional!! O povo ainda se apega a ideias e argumentos mais que ultrapassados e que sempre foram um desfavor ao progresso dos quadrinhos que temos!! Mas coisas boas já estão rolando, temos a revista do Penitente, o coletivo Quarto Mundo, gente boa ainda na luta e esse é o negócio!! Que o papo aqui continue!! Abração!!
Em 4/11/2009, às 17:55:38, Rod | página pessoal disse:
Alô pessoal! Tudo certo?
Continuo acompanhando o que acontece nos fotologues.
Em 2005 fui o primeiro a propôr o BOICOTE AOS QUADRINHOS ESTRANGEIROS e a aplicação da LEI DE COTAS PRO QUADRINHO NACIONAL junto com o Marconi Lapada e o Evandro Molina, ocasião em que fundamos a CQB (Central de Quadrinhos Brasileiros).
No começo achamos que todos quadrinhistas que participavam dos fotologues iam aderir, mas não rolou.
Muitos pediram inscrição, mas poucos vestiram a camisa do time.
A CQB agitou, levantou discussões, e ganhou o respeito e a admiração de mestres.
Passaram pela CQB os finados Eugenio Colonnese, Gedeone Malagola, Claudio Seto, Bartolomeu Vaz e Joaci Jamys, veterano dos fanzines.
Fico feliz de ver que alguns dos que na época não concordavam com as nossas propostas hoje pensam igual a nós.
A CQB continua existindo agora presidida pelo Jonhhy Fonseca que deve inaugurar a nova página em breve e ainda está aberta para ser uma organização maior.
Eu continuo afastado dos fotologues pra mostrar na prática.
Abraço pra todos,
Rod

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