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Saudades do Rio - Luiz Darcy

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Categoria: Adulto
Postado por SAUDADES DO RIO em 31/07/2008 06:23

AEROPORTO SANTOS DUMONT - DÉCADA DE 50
.
Foto 2/2

Embora aqui não seja o "Voando para o Rio" - http://fotolog.terra.com.br/jban - , temos hoje duas fotografias com o Aeroporto Santos Dumont como tema.

A primeira registra o momento do embarque do corpo de Getúlio Vargas, após seu suicídio no Palácio do Catete em 24/08/1954, num episódio que comoveu a nação.

Este avião o levaria para o Rio Grande do Sul, onde seria enterrado.

A segunda fotografia, acima, mostra uma cena que não mais se repetirá: o embarque/desembarque de passageiros pela própria pista do aeroporto.

Há algum tempo, com a construção dos "fingers" (como já foi discutido em outros "fotologs"), a modernidade acabou com o "passeio" entre o terminal de embarque/desembarque e os aviões.

Eu, pessoalmente, gostava de caminhar pela pista, observando a maravilhosa paisagem em torno.

Outros preferem o conforto de caminharem pelos "fingers", ao abrigo das intempéries, além de evitarem longas distâncias.

Foto 1: Acervo de Documentação de História Contemporânea do Brasil.

Foto 2: Edições Melhoramentos.



Comentários (18):

Em 31/07/2008, às 07:53:09, Conde di Lido disse:
.
Os "fingers" são extremamente confortáveis mas o charme de passear entre os aviões era demais, salvo quando a mala era pesada...
Em 31/07/2008, às 07:59:20, JBAN disse:

Com a faca ainda enterrada às costas afirmo: Aqui não é o "Voando para o Rio" !

Não há nada como chegar ao Rio de Janeiro depois de dois dias de trabalho em São Paulo, sair do Electra e pegar aquela brisa que entra pela Baía. Depois caminhar até o terminal apreciando a paisagem... Eu que trabalhei nessa pista por quatro anos, sinto saudades.

Em 31/07/2008, às 08:16:32, Rafael Netto | fotolog disse:
Se não me engano aeronaves menores como os ATR e Fokker 50 ainda param no pátio. Mas provavelmente há ônibus para conduzir os passageiros.

Recentemente saiu no jornal que a obra do SDU foi abandonada assim que iniciou a "operação provisória" do novo terminal, deixando as salas de desembarque e as lojas e restaurantes do terminal novo inacabadas. Isso já tem 1 ano.
Em 31/07/2008, às 08:26:25, Carlos Correa disse:
Pois eu não sei o que é o melhor, se aproveitar o charme de caminhar pela pista num cenário magnífico ou usufruir o conforto do finger.
Alguém poderia me dizer que tipo de avião era o que levou Vargas para o Rio Grande?
Em 31/07/2008, às 09:08:19, Rouen | fotolog disse:
Rafael , vc ainda não entendeu nada !!! EU quero andar na pista. NÃO quero ônibus !!!!!
Em 31/07/2008, às 09:23:24, Andre Decourt | página pessoal disse:
O anexo do SDU é feio, bodoso e nada tem a ver com o terminal original, o aeroporto de verdade.

A construção dos charutos que abrigam os finguers onde ficavam os jardins também é outra excrescência patrocinada pela Infraero, que entende muito pouco de arquitetura, vide os terminais do país.

Ah sim !!!! Temos post duplo: http://www.rioquepassou.com.br/2008/07/31/
Em 31/07/2008, às 09:26:35, Rouen | fotolog disse:
Já falei em outro blog que cada vez que passo no finger dos aeroportos em direção ao avião me sinto como sendo um espermatozóide indo na hora “H” para o seu segundo e derradeiro lar por 9 meses. Que saudade de andar na pista, mas como hoje é o “Dia Internacional do Orgasmo” viva o finger.


Em 31/07/2008, às 09:53:21, RENATO disse:

Questão de gosto, prefiro as plataformas móveis sanfonadas.

Não gosto daqueles ônibus. O que me espantou foi o fato de em junho quando fui para Salvador, tive de embarcar num busão daqueles atravessar o pátio e embarcar num aibus A320 da TAM que estava parado do outro lado sendo que haviam várias plataformas móveis sanfonadas vazias. Vá entender ?!

Sem as plataformas móveis sanfonadas, o embarque é mais demorado, geralmente são necessárias 3 viagens para transportar os passageiros até a aeronave, em dias de chuvisco se molha. A grande vantagem sem as plataformas móveis sanfonadas é o desembarque que é mais rápido pois podemos sair pela frente ou por trás.

Finalmente no Brasil, avião deixou de ser deslumbre de uma minoria previlegiada. Tal qual fogão a gás, liquidificador, refrigerador, batedeira de bolos, aparelho de Tv e som estéreo, viajar de avião deveria ser algo curriqueiro neste país e não um evento up do jet-set. Nos EUA há décadas que voar é popular. Avião foi inventado para se chegar mais rápido encurtando o tempo entre as distâncias e não para performances de glamourrrrrr na champanhota e no foie-gras.

Pura frescura!

No Brasil via de regra, os aviões ficam muito tempo chocando ovo com pelo nos pátios.

E o Santos Dumont é sub-utilizado, seja por culpa das cias aéreas, seja por culpa da ANAC e ou do DAC, os serviços ao seu redor são precários, depois da obra, gastou-se muito na ampliação tendo-se como resultado um espaço rico em granito para ter-se como resultado a diminuição do movimento estando o aeroporto como um todo entregue ao abandono e a solidão. Sua maior vantagem, sem dúvidas, é a localização central da cidade.
Em 31/07/2008, às 11:11:43, Derani disse:

Renato,

Todos os dois aeroportos do Rio são sub-utilizados.

Depois de dois governos federais paulistas, tudo foi transferido para São Paulo, congestionando os de lá.

Sem dúvida, agradáveis recordações de um desembarque na sexta-feira direto na pista do SDU, todos temos.
Em 31/07/2008, às 11:32:02, RENATO disse:

Derani,

Pois é! e agora pasme é projeto da ANAC em transformar o AIRJ em estacionamento de aeronaves de voos internacionais com intuito de desafogar o pátio de cumbica. Vão baixar as tarifas de permanência no Rio para que as cias aéreas chegem em sp e retornem ao Rio onde aguardarão a hora de embarcar novamente indo de novo para lá e depois para o seu destino final. o AIRJ vai virar estacionamento de avião! é o cúmulo da decadência.
Em 31/07/2008, às 12:21:17, Tumminelli | fotolog disse:

Carlos,

o avião que levou vargas para são Boja era um DC3 da Cruzeiro do Sul.

Tennho duas fotos boas dele nos meus arquivos.
Em 31/07/2008, às 12:39:42, JBAN disse:

Laaaá no quarto de empregada....

Em 31/07/2008, às 14:35:52, Fabio Henrique | página pessoal disse:
Te digo que por conta do caos aéreo andei " passeando " forçadamente por algumas pistas Brasil afora , num troca troca de aeronaves em que ninguem se entende . rss Parabens pelo flog
Em 31/07/2008, às 16:09:06, Bouhid disse:

Acho que a gostosa sensação de caminhar pela pista terminava na primeira garôa...
Em 31/07/2008, às 18:13:16, Observador Atento disse:

Garôa ? E por acaso estamos em SUM PAULO ?

Francameeeeeinte !!!!

Em 1/08/2008, às 05:05:48, Beatrice Portinari disse:

Caminhar pela pista me tras boas recordações.
Em 22/08/2008, às 22:07:31, LUIZ C. F. SOUZA | e-mail disse:
A pretexto de 'Segurança', as coisas sempre ficam piores e sem graça. A INFRAERO, sempre foi uma empresa adversária dos passageiros, aeronautas e usuários dos aeroportos. Simplesmente extinguiu os terraços abertos, colocou vidros que refletem luzes e não permitem que se veja nada à noite, e instalou os horríveis 'fingers', que deveriam ser empregados apenas em aeroportos que atendem aeronaves de grande porte como Boeings 747 e MD-11. Contribuindo mais ainda para acabar com a 'mentalidade aeronáutica', pois no Brasil, só o lucro importa, a estatal loteou os aeroportos, e permitiu a instalação de lanchonetes e restaurantes que cobram preços aviltantes, vergonhosos, e que oferecem péssimo serviço. Além disso, os usuários não podem mais ver os aviões, pois as janelas foram obstruídas por outras construções. O que foi feito no Santos Dumont, é coisa de ignorantes, pessoas sem tradição, estética e que não respeitam a condição histórica do local. Como não podiam demolir o aeroporto antigo, o cercaram com uma obra nova, que desvirtuou sua bela arquitetuta. É lamentável que cheguemos à este ponto, pois a aviação no Brasil sempre foi uma atividade elistista, pouco divulgada, e ações como estas, de se impedir o simples acesso da população ao aeroporto só para ver aviões, afasta mais ainda a comunidade de nossa atividade. Aí, aparecem os órgãos de imprensa, o governo, sempre arpveitando a primeira oportunidade, como a ocorrência de um acidente, para 'baixar a lenha' nos pilotos, e transmitir a idéia que a aviação é uma atividade perigosíssima.
Em 23/05/2009, às 23:10:33, FERNANDO ANTONIO CHAVES | e-mail disse:
Infelizmente, nossa juventude não tem
condições de apreciar o movimento dos aviões no pátio/pistas, na maioria dos aeroportos brasileiros,devido à insen-
sibilidade dos burocratas da Infraero,
os quais dão prioridade ao comércio que explora os incautos passageiros ;
ignorando que crianças e jovens com
seus familiares gostam de observar os
aviões decolando e aterrisando,pois a
aviação brasileira ainda está disponí-
vel somente para as classes média/rica.
Vamos democratizar a aviação comercial!




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