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Saudades do Rio - Luiz Darcy

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Categoria: Adulto
Postado por SAUDADES DO RIO em 11/11/2005 07:49

CENTRO DO RIO - 1950
.
Vista do Centro do Rio em 1950, mostrando o final da Avenida Rio Branco, junto ao Obelisco.

Atrás das árvores do Passeio Público, a cúpula do Palácio Monroe, demolido na década de 1970.

Nesta época, ainda antes do Aterro do Flamengo, todo o trânsito era feito pelas pistas internas da Praia do Flamengo.

O crônico problema de falta de estacionamento no Centro do Rio fazia com que os automóveis estacionassem em plena pista.

À esquerda, um dos famosos lotações, que sobreviveram até a década de 1960.

Aos nossos "experts" a tarefa de identificar os automóveis.



Comentários (41):

Em 11/11/2005, às 07:57:20, Vic | página pessoal disse:
Luiz,

Estava no post anterior, repito meu desejo de um bom dia pra você.
Abraço.Vic
Em 11/11/2005, às 09:00:15, Karen | fotolog disse:
bom dia, luiz'D!

adorei a lotação... kkk.
Lembra um ônibus escolar de brinquedo.. até pelas cores..Muito meigo! rs

tenha um bom dia!
karen
Em 11/11/2005, às 09:29:01, Marisette | página pessoal disse:
No museu do automovel aqui em Curitiba, tem um modelo desse carro que está em primeiro plano, verde claro com capota branca ou creme de vinil, mas não me pergunte o modelo que não sei.

Em 56 que foi quando nasci, ainda existia esse modelo de ônibus, quando era menina, odiava andar neles, fediam o combustivel, eu enjoava muito.

//bom dia Luiz//
Em 11/11/2005, às 09:43:16, Waldenir disse:
A foto não é colorida, é "colorizada"!
Os carros formavam uma "ilha" de estacionamento em torno do obelisco,ao que parece. Devia ser difícil virar a esquina desse jeito.
Em 11/11/2005, às 10:06:15, Rafael Netto | fotolog disse:
Uma coisa que me impressiona nessas fotos é a quantidade absurda de automóveis que havia no Centro na década de 1950., já que a cidade era muito menor e era infinitamente mais difícil comprar um carro.

Não consigo entender duas coisas: a quem pertencia essa frota toda, e pra onde foram todos eles, já que hoje em dia proporcionalmente existem muito menos automóveis estacionados no Centro.
Em 11/11/2005, às 10:19:09, JBAN disse:
O verde claro é um Chevrolet Belair 1953. Jason, se eu estiver errado, por favor me corrija.

Em 11/11/2005, às 10:19:44, JBAN disse:
Luiz,

Sensacional a foto !!!!!!!!
Em 11/11/2005, às 10:24:37, JBAN disse:
Rafael,

O Rio era a Capital do Pais e a maior cidade. Ainda eramos maiores do que São Paulo... Natural que tivessemos uma frota grande. além disso, quem tinha $$ para um carro, trabalhava no Centro da cidade e ia de carro. Meu pai conta que sempre ia de carro e estacioava tranquilamente na Uruguaiana, Buenos Aires, etc..
Outro fato é que nos anos 80, muitas ruas foram fechadas ao trafego de veiculos (quitanda, sete de setembro, uruguaiana, 13 de maio), tornando a vida de quem vai de carro ao centro muito dificil.

Esses carros todos estão hoje em coleções particulares ou foram para o ferro velho viraram lata de ervilha, salsicha, .....


Em 11/11/2005, às 10:30:40, Andre Decourt | página pessoal disse:
Nos anos 70 as"prensas Brasil" trabalharam muito destruindo esses "calhambeques" dos anos 50 !!!
Em 11/11/2005, às 10:32:34, JBAN disse:
Ahhhh.... ia me esquecendo..

Ao volante do carro azul, nosso holograma atemporal, AG, segue impávido para o terminal da Cantareira na Praça XV, on pegará o ferry-boat para Niteroi em direção a Bacaxá ...

;-)
Em 11/11/2005, às 10:33:55, JBAN disse:
Alto lá !!!!! Calhambeque dirige o Sr, seu André !!! Esses chamam-se "AUTOMÓVEIS" !!!

Em 11/11/2005, às 10:48:39, JBAN | página pessoal disse:
Luiz,

Foto do AG no meu flog !!
http://www.fotolog.net/jban/
Em 11/11/2005, às 11:05:49, Rafael Netto | fotolog disse:
hahahaha.... quando eu perguntei "para onde foram esses carros todos" eu não estava me referindo ao ferro-velho.... eu estava justamente questionando, que se hoje em dia existem muito mais automóveis na cidade, porque o Centro não é saturado deles como era nos anos 50.

Se hoje fosse a mesma proporção de carros, o Centro só seria viável com um Menezes Cortes em cada esquina.

Será que esse fenômeno significa que o tipo de gente que usava carro nos anos 50 hoje em dia anda de ônibus?

Sobre a comparação entre Rio e SP nos anos 50, discordo do JBAN. A observação seria correta nas primeiras décadas do século XX, mas nos anos 50 São Paulo já estava se desenvolvendo mais do que o Rio, prova é a grande quantidade de edifícios dos anos 20 aos 50 que existem por lá, mais do que no Rio.
Em 11/11/2005, às 11:21:39, EDUARDO BERTONI | fotolog disse:
Concordo com o JBAN.

Estes carros são realmente AUTOMÒVEIS, ou eram...
Feitos de aço e não de plástico, couro e não curvin etc...outro nível
Em 11/11/2005, às 11:22:23, JBAN disse:
A Resposta será surpreendente !

:-)


Em 11/11/2005, às 11:32:03, Ze Rodrigo | página pessoal disse:
Pensei que fosse uma foto das obras do viaduto Perimetral...?
:-))))))))))))))
Em 11/11/2005, às 11:35:17, Ze Rodrigo disse:
Nem calhambeques e nem automóveis. Chamo estas construções metálicas sobre rodas construidas nos EUA de barcas terrestres.
:-)))))))))))))))))
Em 11/11/2005, às 11:54:25, cllaudia pitombo | fotolog disse:
Muito show essa foto!!!
Bom dia.
Em 11/11/2005, às 12:09:32, AG disse:

Essa praga chamada automóvel já desvirtuava, nessa época, o conceito de transporte que se devia planejar para uma cidade como o Rio.
Meteu-se na cabeça das pessoas que carro era o símbolo do moderno, do avançado, do evoluído.
Ao presidente JK cantam-se loas por ele ter aberto a indústria automobilistica no Brasil que, entre outras coisas, destruiu nossa malha ferroviária passada e futura. Graças ao Juscelino o Brasil passou transportar minério de caminhão. Fosse em Portugal estavamos todos aqui às gargalhadas.
Para o brasileiro quem andava de "coletivo" era o funicado que não tinha dinheiro para ter um carro. E quanto maior melhor.
Outros povos, naturalmente mais idiotas e atrasados, trataram de ampliar e modernizar seus meios de transporte de massa. Por isso não passam de países subdesenvolvidos como a França, a Alemanha, a Itália.
Em 11/11/2005, às 12:29:01, analuciafrusca | página pessoal disse:
Oi, Luiz

O palácio Monroe foi demolido com grande campanha de O Globo...não sei porque as Organizações Globo têm a mania de torcer contra o povo. Perdemos esse magnífico prédio...

Os lotações acabaram por volta de 1966, durante o governo militar.

Concordo totalmente com o comentário do AG, que está seriíssimo hoje (!)

Passando correndo (não era nem para eu estar aqui hoje) só para te desejar e a todos os comentaristas habituais (ou não) um ótimo feriado.

beijos
Em 11/11/2005, às 12:38:47, analuciafrusca | página pessoal disse:
Acabei olhando a foto de novo...O lotação me traz muita saudade da infância.
Uma das fontes de renda de meu pai era um lotação como esse. Ele era dono de um, e presidente da APAL ( e acabou sendo tirada sua fala do ar, na TV e tendo que abdicar da presidência, pelo governo militar...)
A ditadura militar obrigou os proprietários a se associarem, formando empresas. O do meu pai foi para a Alfa, vermelho e branco.

É uma longa história, nem tenho tempo de contar agora, acabei voltando porque seu post me fez "saudosar", como todos eles fazem...

Bom feriado!

Em 11/11/2005, às 13:05:44, leila bellomo | fotolog disse:
Sensacional! Estes seus lances nostálgicos são expressivos demais. É uma viagem!
Privilégio mesmo é ter a Cidade Maravilhosa pra sempre!
Abssss...
Em 11/11/2005, às 13:35:06, AG disse:

Aninha,
eu não estou seríssimo hoje; eu estou sempre seríssimo. Mas é que, como diz o mestre Eça de Queiroz, nada resiste a uma gargalhada; quer dizer, tudo é uma pândega, um deboche, uma ópera bufa.

E depois tem uma coisa: a foto que o Luizíssimo postou hoje está apocalíptica. Ela me bateu em cheio na cara. Repare que a coloração parece no instante preciso que arrebentava uma boma atômica na Baía da Guanabara.
O, se você preferir, e como o Luiz é médico, temos o flagrante do Rio de Janeiro com Icterícia.
Em 11/11/2005, às 14:07:21, Luiz D´ | página pessoal disse:
Esta foto, assim dessa cor, faz parte de um livro do Professor Potsch, aquele do Pedro II, achado num sebo, com uma série de dados sobre o Brasil de 1955.

É curiosíssimo e me custou R$ 2.

Isto mesmo: dois reais!
Em 11/11/2005, às 14:09:03, Bellatrix | página pessoal disse:
Ah, desculpe. Mas ou ter de contribuir com meu relato maluco. Não entendo nada de automóveis, mesmo achando que todos os carros de hoje em dia são feios. Gosto destes antigos mesmo.
E o ônibus é a lotação que carrega os alunos de Hogwarts (história do Harry Potter). :)
Grande abraço de sexta-feira 13.
Em 11/11/2005, às 14:49:05, Andre Decourt | página pessoal disse:
Concordo, tanto que coloquei calhambeques entre aspas
Em 11/11/2005, às 15:08:42, JBAN | página pessoal disse:
Resposta do meu Quiz lá no http://www.fotolog.net/jban
Em 11/11/2005, às 17:28:20, Manolo Conde disse:
Concordo com os comentários do AG. Como é possível que até hoje o transporte de cargas e viajeiros se faça quase 100% vía estrada. Não é possível que um pais da dimensão continental como o Brasil não tenha uma ferrovia de Norte ao Sul e de Leste ao Oeste.Como o custo do transporte ficaría mais em conta. Igualmente uma cidade como Rio e São Paulo não tenha um metro que leve aos cidadãos a qualquer ponto da cidade. Se já e dificil circular devido aos milhares de oníbus que circulan pelas avenidas estreitas, imaginem de aquí a 5 anos. Realmente o lobby dos constructores de estradas é tão forte que condicionaram totalmente o modelo de transporte adotado.
Em 11/11/2005, às 17:28:52, Rafael Netto | fotolog disse:
Não tenho muita certeza, mas acho que li não faz muito tempo alguma matéria falando sobre o Monroe no Globo, onde o jornal fazia uma "mea culpa" sobre a campanha pró-demolição, dizia tinha sido um equívoco ou coisa parecida.
Em 11/11/2005, às 17:36:02, AG disse:

Rafael,
só de você tocar nesse assunto, o Sr. Tutu, que nem leu essa nota ainda, já começou a espumar lá do outro lado. Se ele vier aqui no bar você vai ver só o homem cuspindo marimbondo.
Em 11/11/2005, às 18:07:28, Ze Rodrigo disse:
"tudo é uma pândega, um deboche, uma ópera bufa"

Estou as gargalhadas com estas declarações do Barão de Santa Teresa.
Não vou dizer que acho um pouco exageradas pois não pretendo polemizar em torno de um assunto que não merece tal atenção.
Meu caro, deixe os automóveis em paz, e se preocupe mais com os governantes de sua cidade, de seu estado, de seu mundo....


Em 11/11/2005, às 18:25:54, Roberto Tumminelli | página pessoal disse:

Estava bem ai ha cerca de uma hora! Qt ao Monroe... enm falo mais nada. Alias vou postar duas fotos dele. Uma inedita e a outra não, mas diferente do corriqueiro.

:-)))))


>>>>> Barão de Santa teresa foi super!
Em 11/11/2005, às 18:26:31, AG disse:

Amigo Zé Rodrigo, famoso "photomechanica".
Eu deixo os automovinhos em paz. Não parece mas até gosto deles.
O problema é que eles é que não me deixam em paz. Já fiz vários acordos e protocolos de intenção mas sou sempre traído por eles: ou através de um engarrafamento gigante, ou por uma conta na oficina de 3.000 reais, ou por um colega de colégio, que hoje está podre de rico e que, ao ver o meu carro, faz biquinho de nojo mas logo conserta: "-Bonitinho o teu carrinho..."
Mestre Pelegrino não conseguiu abrandar todas as minhas neuroses.
Em 11/11/2005, às 20:09:33, JBAN disse:
O Barão de Santa Teresa e o Conde Zeppelin são inimigos figadais...

Em 11/11/2005, às 20:18:34, AG disse:

Outra coisa, Zé Rodrigo,
para te mostrar que não sou um "anti-carro" juramentado, estou fazendo a coleção de táxis no mundo que está sendo vendido nas bancas. O que saiu hoje é o táxi inglês; já teve o americano de N.Y e o mexicano.
São caros, 29,90, mas vale o custo. São muito bacaninhas.
Bração procê.
Em 11/11/2005, às 20:43:24, Fco Patricio disse:
Ninguêm fala nada sobre o belo edificio Francisco Serrador (Esq. na imagem)?
O Principe João de Orleans e Bragança (recèm falecido) e a quem tive o privilégio de chamar de Amigo me narrou a seguinte estória a ele confidenciada pelo Roberto Marinho:"- Irineu Marinho (pai do Roberto)fundador , em 1911 do Jornal "A Noite" sofreu uma determinada(?) humilhação no Senado (que funcionava no Monroe) que o desgostou profundamente e da qual jámais se recuperou. O Palacio virou um simbolo da ofensa e a sua demolição uma questão de honra para os Marinho - uma vingança pessoal."
Talvez isso justifique a pavorosa campanha iniciada pelo Jornal "O Globo".
Abraços
Em 11/11/2005, às 20:59:12, Lucia (fotolog) disse:
Ag, também estou colecionando os taxis.
O pretinho de hoje é uma graça!!

:)
Em 11/11/2005, às 21:19:40, Luiz D´ | página pessoal disse:
E, como já contou o Tumminelli, tinha um problema do Geisel com o Monroe.
Juntando o Marinho com o Geisel, que na época tudo podiam, o palácio veio abaixo.
Em 11/11/2005, às 22:04:52, Rafael Netto | fotolog disse:
Também achei legal essa coleção de táxis. Já teve de aviões e está tendo de Harley-Davidsons também.

Só que dificilmente estará completa. DUVIDEODÓ que nessa coleção tenha um Santana carioca!!!
Em 11/11/2005, às 22:08:47, Walter Lima | fotolog disse:
Gostei das cores.
Os carros realmente são uma atração à parte.
Um abraço.
Em 12/11/2005, às 01:36:17, JBAN disse:
O Santana é o AG da colação... nunca vai aparecer... :-)))))))))
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